Cargo de TI com alto salário: o alvo principal quando se fala em redução de custos de uma empresa

Estudos, pesquisas, noites em “claro” e muita dedicação profissional: esses são alguns dos esforços que um profissional de TI qualificado realiza para chegar no topo de sua carreira. Depois de anos peregrinando um aumento ou uma promoção, esse profissional tem o desprazer em saber que em toda crise financeira no mercado, o seu cargo está a perigo.

O empresário enquanto está tendo lucro no seu negócio, enxerga o seu profissional de TI como um investimento que deu retorno. Após anos de dedicação desse profissional à empresa, horas de empenho nos finais de semana, sempre de prontidão com as necessidades da companhia, tem o seu momento retribuído.

A promoção de um bom profissional de TI vem de forma natural, mesmo que isso leve anos, o que é normal nessa área. Até porque, nas empresas que a atividade fim não é a tecnologia, o Setor de TI sempre é visto como custo. Isso quando não é visto como uma despesa. Portanto, as promoções são cada vez mais raras e muita das vezes, tem que partir do funcionário o pedido de promoção ou aumento de salário.

Entretanto, uma vez concedido a promoção para um cargo de maior responsabilidade (e normalmente vem com um aumento de salário junto), o profissional de TI tem um dilema pela frente que as vezes soa até estranho: em determinadas companhias, certos funcionários recusam um aumento de salário devido ao momento de crise que o país está atravessando e sabe que se aceitar a oferta, poderá entrar no alvo da empresa em uma possível fase de redução de custos internos.

Eu tenho visto, e acredito que seja um enorme erro cometido pelos administradores de empresas que infelizmente só olham para números, planejar uma redução de custos de uma empresa começando pela demissão dos funcionários com maior salário na empresa. Em um primeiro momento, pode ser o caminho mais rápido para trazer retorno aos acionistas e demonstrando resultados concretos de redução de custos para enfrentar uma crise.

Todavia, a empresa poderá está cometendo um enorme erro em sua decisão pois ao médio prazo, essa redução de custo levando somente em consideração o valor do salário de seus funcionários, pode levar a empresa para uma carência de pessoas com experiência e dedicação em seus quadros. Dessa forma, após a crise passar, a empresa necessitará contratar novas pessoas e aí sim, o custo do novo empregado (e no caso do TI pode ser mais acentuado ainda) pode ficar o dobro da economia gerada com a dispensa do cargo que tinha maior salário.

Tem que se analisado o quanto a empresa gasta para treinar e capacitar um novo empregado. O tempo “parado” que o novo empregado de TI vai precisar para assimilar os processos internos da empresa e passar a conhecer do negócio. Nem estou falando que a cada profissional que entra na empresa, a expectativa de futuro é diferente a cada situação econômica que vive o país.

Como fica o Setor de TI de uma empresa em que os funcionários que são empregados ficam sabendo que a cada crise, a gerência da empresa demite aqueles que possuem altos salários? Você bateria na porta do seu líder para pedir um aumento? Mesmo sabendo que na próxima crise, o seu emprego poderá virar alvo de uma nova redução de custos?

Não é uma situação fácil de ser gerenciada. Os empresários precisam reter os seus talentos internos, mesmo que para isso seja preciso “sangrar” um pouco mais os lucros de seus acionistas e reduzir sim, com coisas que precisam ser cortadas, como: o cafezinho, as impressões de trabalho que não são de objetivo laboral (quantos trabalhos de escolas e faculdade são realizados dentro das empresas?) e que desperdiçam papel e tinta. Tem que economizar na energia, desligando monitores e computadores ao final da jornada de trabalho e outras atitudes ecologicamente corretas.

Infelizmente, não estamos acostumados a fazer determinados serviços que não são ligados diretamente a nossa função, como exemplo, limpar a nossa mesa com um pano e por quê não passar uma vassoura em nossa sala de trabalho? Isso já economiza com os gastos de serviço gerais (me desculpem mas eu sei que haverá demissão dos trabalhadores de serviços gerais, de copa, faxineiros, etc).

O que levanto para o debate é o resultado prático de se escolher o valor do salário para justificar uma redução de custo da empresa e por quê não economizar com outras coisas que somadas, podem até ultrapassar a economia com a dispensa dos profissionais de TI.

Contudo, devemos ser mais justos em nossas decisões e agir como verdadeiros gestores: quantificar todos os gastos do setor, com os gastos gerais de empresa e defender o seus profissionais que não podem levar a culpa por conseguirem salários dignos e justos, que são mais que merecidos após anos de dedicação à empresa.

Se isso não for levado em conta, chegaremos ao ponto de ver no mercado de trabalho de TI, somente vagas ocupadas por tecnólogos ou auxiliares de TI. Salários medianos e que não trazem expectativas de crescimento nenhum a longo prazo. Dessa forma, a recusa em se ter um salário alto só terá uma saída: mudar de área ou abrir a sua própria empresa. Mas também para contratar técnicos e não profissionais que desejam aumento.

E você, já pensou em ganhar um salário alto na empresa onde trabalha? Cuidado, um aumento pode ser a sua futura porta de saída…

Até a próxima!

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Questões de TI: Você está preparado para ter um aumento de salário?

O setor de tecnologia da informação emprega milhares de profissionais que estão diariamente em contato com as mais diversas informações e tecnologia existente no mundo. A internet possibilitou encurtar a distância entre as empresas e os criadores de ideias tecnológicas com o consumidor final: o usuário de tecnologia.

A cada novo produto lançado no mercado, existe um batalhão de profissionais de marketing, vendas, suporte, desenvolvedores, enfim, um verdadeiro arsenal de profissionais capacitados para manter o negócio de uma empresa e levar um determinado produto/marca ao sucesso.

Esse reconhecimento do mercado para o sucesso de algo, tem muito a ver com a qualidade que foi concebido um serviço/produto. A dedicação das pessoas para concretizar a ideia primitiva no tempo de projeto, a perseverança em caminhar para o sucesso do produto ou serviço e não deixando que os obstáculos normais de linha de planejamento/produção possam abalar a credibilidade do resultado final.

O mercado de Tecnologia da Informação é uma área voraz, que a cada dia novas vagas vão surgindo na proporção que outros profissionais vão deixando as empresas. É uma ordem natural do mercado. O profissional de TI que “veste” a camisa da empresa, possui melhores condições de realizar o seu sucesso profissional na carreira, basta ser empenhado, procurar sair da sua linha de conforto e está aberto a novos desafios.

Em um mundo globalizado, é primordial ao profissional de TI ter conhecimento de outras línguas (pelo menos nível avançado), exceção de cargo de gerência e em empresas multinacionais, cujo o inglês fluente é quase que uma obrigação para ocupar a vaga.

Contudo, o profissional de TI que já possui alguns anos labutando na área de tecnologia, é normal pensar que em determinado momento precisa ter um aumento de salário. Não é justo ficar trabalhando na mesma empresa durante anos com o mesmo salário (não estamos considerando os aumentos referente ao dissídio coletivo anual) e não ser valorizado monetariamente.

Nesse caso, é preciso fazer algumas considerações para evitar que o funcionário fique desiludido com o mercado ou achar que a empresa o está menosprezando, o que na verdade, pode ser culpa exclusivamente dele mesmo. Afinal, quem não gostaria de trabalhar na mesma função, com as mesmas responsabilidades e ganhando um salário maior?

Um ponto crucial antes de ir bater na porta da sala do chefe e pedir aumento de salário, é preciso se perguntar: “O que estou trazendo de benefício para a empresa nesse momento? Estou realizando meramente a minha obrigação do dia a dia ou eu estou inovando nas atividades laborais que ultrapassam a minha obrigação profissional?”

Tem gente que acha que fazer as atividades previamente acordadas no contrato de trabalho desde a sua entrada na empresa até os dias atuais, já o qualifica para um aumento de salário pelo fato “tempo” de casa. Grande engano, as empresas se esforçam para reter os bons profissionais que possuem anos de trabalho na corporação, desde que sejam produtivos ainda.

Os bons profissionais, com visão privilegiada para o mercado de trabalho, vão se sobressair na equipe de profissionais de TI toda vez que der um retorno financeiro direto ou indireto para a empresa. Por exemplo, o funcionário que otimizou o código fonte do sistema ou do site que conseguir reduzir pela metade o tempo da operação de uma determinada rotina na empresa, gerando uma economia do custo para o cliente da empresa ou para a própria companhia.

Aqueles que são proativos e buscam novas formas de trabalho ou formas de rotinas otimizadas, serão os primeiros a receberem uma proposta de aumento de salário. Esses profissionais, quando realizam tarefas primordiais para a saúde econômica das empresas, podem bater na porta do chefe e dizer: “Estou preparado para novas responsabilidades e consequentemente, receber pelos novos desafios”.

Uma dica importante: saia de sua zona de conforto. Não espere o seu salário no final do mês achando que trabalhou o necessário e que deve receber pelo trabalho realizado conforme o combinado de suas tarefas. Seja audacioso, criativo, busque novos desafios…

O melhor profissional é aquele que promete resolver um desafio na empresa sem ao menor ter a ideia de como começar. O administrador da empresa quer é isso, pessoas com garra que só o compromisso de tentar, já lhe garante uma oportunidade de aumento de salário no futuro, principalmente se conseguir realizar o desafio.

Agora, se após tudo isso e bater na porta do chefe e não conseguir o tal aumento, você então tem um problema. Volte para o mercado de trabalho em busca de empresas que valorizam os proativos ou monte a sua própria empresa.

E você, está preparado para um aumento de salário?

Até a próxima!

Consequência da vida moderna: tudo é culpa do TI

Computador de última geração, notebook, smartphone, tablet... equipamentos modernos que atraem a sensação de prazer nas pessoas mais consumistas, quando falamos de novidades tecnológicas. Quem nunca teve um desejo de ter um equipamento moderno desde a data de seu lançamento no mercado?

Desse modo, percebemos a evolução de vários dispositivos eletrônicos que acabaram virando sucata em um curto espaço de tempo devido a novos lançamentos de produtos mais avançados e atraentes. Isso aconteceu com as extintas fitas K-7, VHS e outras mídias que não são mais utilizadas devido ao grande momento que estamos passando sobre tecnologia.

Hoje, você compra um equipamento que em pouco tempo já não é mais novidade e pior, a qualidade em torno de sua durabilidade está ficando a desejar. Antigamente, os fabricantes se preocupavam com a durabilidade dos produtos tecnológicos pois era importante no mercado uma certa qualidade do produto. Não que hoje os produtos não possuem qualidade mas a durabilidade dos equipamentos de hoje não são equivalentes aos fabricados no passado.

Não é a toa que as televisões de nossos avós, que foram fabricados no século passado, funcionam até os dias atuais. Quando compramos a nossa de LCD, Plasma ou LED, percebemos que dificilmente a televisão passará dos 5 anos de vida. Tudo culpa da tecnologia.

Mas o que isso tem a ver com a TI? Simples, quem já não recebeu uma reclamação no Setor de TI quando a energia na empresa simplesmente acaba? O primeiro setor que é acionado pela diretoria é o Setor de TI com a mesma pergunta de sempre: “o que aconteceu? Qual a previsão de retorno?”. Eu não entendo essa relação de energia com o TI (logicamente naquelas empresas que não tem um setor de elétrica, por exemplo, como um funcionário eletricista).

Ainda fosse só a energia, até que dava para levar mas com a evolução dos equipamentos eletrônicos temos até vinculação do funcionamento das televisões de Led na empresa com o Setor de TI. Se a televisão parar de funcionar, é aberto um chamado reclamando do funcionamento para o TI?! Eu fico pasmo com essa relação que tudo é problema do TI.

Nesses vários anos de mercado de TI, tive chamados abertos para resolver problemas em aparelho de telefone fixo, conserto de luz de emergência, tomadas de energia, rádio de comunicação, aparelho de celular, enfim, equipamentos longe de ser de competência tecnológica do profissional de TI. No máximo, um certo apoio para indicar quem ou para onde deve ser redirecionado esse atendimento que não é atividade fim do responsável por Tecnologia da Informação.

Entretanto, vejo esse pensamento de dependência do profissionais de TI em tudo que se relaciona tecnologia pois querendo ou não, os equipamentos modernos possuem tecnologia e com isso, o usuário (incluindo o chefe) vislumbra Tecnologia = Setor de TI, simples assim. É como se o TI fosse responsável por tudo na empresa.

O pior disso tudo é que o profissional de TI sofre duas vezes com essa teoria que tudo é culpa do TI. Se você termina o expediente de trabalho e quando chegar em casa o controle remoto do portão eletrônico, o ferro de passar, o chuveiro elétrico, a televisão ou se a máquina de lavar roupa não funcionar, adivinha a quem será atribuído a culpa? Ou pelo menos será a primeira pessoa a tentar consertar porque a(o) companheira(o) vai logo dizendo: oras, você não é de TI, então conserta?!!!

Até a próxima!

Segurança da Informação: a falha do TI em alterar dados do ERP com comandos SQL

As empresas brasileiras, diariamente processam milhões de bytes em informação com os mais variados tipos de dados a serem armazenados nos bancos de dados existentes nas corporações. São utilizados inúmeros aplicativos de informática para gerenciar esse contingente todo de dados que são importantes tanto para o empresário como para o governo.

O mercado está repleto de soluções tecnológicas para suprir a necessidade de se armazenar e gerenciar um conteúdo cada vez mais importante para as atividades empresariais e para tanto, necessita acompanhar a evolução tecnológica garantido a integridade e a confiabilidade de seus sistemas de computadores, transparecendo cuidado e zelo para os clientes e acionistas.

Profissionais de TI são contratados todos os dias para conseguir manter esse ritmo de backup, desenvolvimento de sistemas, análise de vulnerabilidade dos aplicativos e outras funções bem específicas envolvendo banco de dados. Não se imagina mais uma empresa controlando os seus lançamentos contábeis nos históricos “livro caixa” ou algo semelhante. É necessário o uso da informática.

Passamos todo o tempo escutando que devemos criar senhas seguras para evitar um acesso não autorizado nos sistemas e assim, manter as informações confidenciais longe das pessoas que não precisam ter um acesso às informações sigilosas e que possam realizar alguma ação que traga prejuízo para a empresa.

Observamos nas empresas que os softwares de gerenciamento de informação, os conhecidos ERP (Enterprise Resource Planning) que são os sistemas integrados de gestão empresarial, não é qualquer usuário que consegue entrar no software e muito menos tem permissão livre para fazer o que bem entender na plataforma corporativa.

Normalmente, o responsável pelo setor de TI possui uma conta de acesso com permissões mais permissivas que uma conta de um usuário de qualquer outro setor. Entretanto, para efeito da premissa de Segurança da Informação, o responsável de TI deveria ter uma conta de acesso como usuário e sem permissão de alteração, inserção e muito menos conseguir deletar qualquer informação no banco de dados, através do sistema.

Não é função do TI ser usuário do sistema ERP. Na verdade, e esse ponto é muito difícil para que os empresários tenham em mente, é que o TI não faz parte do grupo de pessoas que precisam trabalhar no ambiente do ERP. TI não é usuário de ERP. No máximo é o setor de apoio para a empresa, digamos: Setor de TI é SUPORTE!

Entretanto, cansei de observar grandes gestores da informática recebendo solicitação de departamentos internos na empresa para fazer um “favor” em determinados casos, facilitando a vida dos verdadeiros usuários do ERP. Isso deveria ser crime!

O motivo dessa opinião é que como já disse, o TI não é usuário do sistema, e sim, é apoio. Na segurança da informação, deve existir um mecanismo para identificar as mudanças que ocorrem no banco de dados tais como um log, que fica registrado qual o usuário que alterou uma informação no banco de dados, que dia, que horas, motivo e outras informações importantes para contribuir para uma possível auditoria no futuro.

Contudo, profissionais de TI gostam de demonstrar que tem o “poder” na mão e realizam a façanha de usar as aptidões de SQL (quando o banco de dados é possível ser alterado por sql) e realiza as devidas alterações dos dados conforme solicitação de terceiros. Dessa forma, essa mudança de informação diretamente no banco fere o princípio da inviolabilidade, confidencialidade, integridade e autenticidade.

Uma pergunta que é necessário fazer: qual o sentido de existir um login e uma senha para acesso ao ERP e que cada login tem as suas permissões estabelecidas para configurar o que o usuário pode ou não pode fazer dentro do sistemas corporativo se é mais fácil burlar essas regras pedindo ao setor de TI que faças as alterações cujo usuário comum não pode?

As informações gravadas no banco de dados não são de autoria do pessoal de TI. Eu disse autoria. Não se discute a responsabilidade para atender o princípio da disponibilidade. O que eu tento levantar é que, mesmo tendo um DBA na empresa, ele não altera as informações gravadas pelos usuários. No máximo ele cuida da manutenção do banco de dados, quanto a sua estrutura, índices das tabelas e um possível “roll back” quando ele mesmo erra um comando de manutenção no banco.

Se um DBA que é o especialista em banco de dados não deve alterar os dados inseridos no banco, qual a razão para que os meros mortais em tecnologia o devem fazer?

Nesse caso, eu simplesmente vejo que o sistema ERP não tem mais a segurança devida pois se o setor de TI pode alterar as informações gravadas no banco, como confiar que uma determinada informação foi registrada por um usuário e posteriormente não foi alterada?

Até a próxima!