A Internet como fonte primária para a realização de investigações sociais

O processo de aquisição de um novo funcionário em uma empresa privada ou pública é caracterizado por diversas etapas necessárias para que um candidato a uma vaga em aberto possa ser avaliado e, se aprovado, conquistar o seu espaço no mercado de trabalho.

Os documentos necessários para se candidatar a uma oportunidade de emprego, os requisitos básicos ou outras exigências são ditadas pelas empresas e cada uma segue o roteiro de ações a serem praticadas da forma que bem entender.

Não é necessário lembrar que a cada ano que passa, o número de candidatos por vaga tem crescido vertiginosamente e isso tende a ser ainda maior a partir do momento que a cada ano, novos profissionais são formados nas diversas áreas de atuação e que a demanda de vagas abertas não acompanha o número de novos profissionais formados pelas faculdades brasileiras.

Entretanto, ignorando o fator candidato x vaga, observamos um aumento do uso da internet por parte dos empresários (recrutadores) para fins de pesquisa social sobre os interessados nas vagas abertas. Com o passar do tempo e com a popularização da grande rede de computadores, é possível imaginar que a grande maioria dos futuros empregados estejam de alguma forma conectados na internet, e assim, é um caminho fundamental para se levantar determinadas informações pessoais que poderão ser a chave final para o tão sonhado emprego.

Nas oportunidades de trabalho em que se oferece um cargo estratégico e, principalmente os de confiança, em que algumas atividades centrais da jornada de trabalho é gerenciar pessoas e processos internos, é fundamental uma pesquisa mais profunda nos meios sociais sobre a pessoa que se interessou pela vaga. Essa busca pela informação deve priorizar, no primeiro momento, aprofundar nos antecedentes profissionais do candidato para traçar em quais empresas ele trabalhou e confirmar se as informações inseridas no currículo, entregue durante o processo de seleção, são realmente verdadeiras.

No segundo momento, é prudente que se levante o perfil social do candidato nas redes sociais e fazer um comparativo com o perfil social que a empresa busca no processo de recrutamento. Em determinadas ocasiões, é nessa hora de se utilizar a internet como fonte primária da investigação social é que a empresa descobre certos fatos que foram omitidos pelo candidato que já poderia ter o eliminado no processo de seleção.

Todavia, checar o resultado das informações obtidas por uma consulta nas redes sociais ainda é o melhor caminho para se evitar problemas ou enganos sobre uma conduta realizada na internet e que pode ser muito bem explicado pelo candidato.

Contudo, as pessoas que buscam uma oportunidade de emprego devem ficar cientes que cada vez mais, a internet está fazendo parte do processo seletivo dos futuros empregados de uma empresa ou instituição. Deve-se efetivamente separar o perfil pessoal do perfil profissional nas redes sociais e sempre pensar antes de publicar uma nova foto ou um pensamento, se aquilo pode influenciar no futuro quando tentar uma vaga de emprego.

Geralmente, os jovens de hoje não estão pensando no amanhã (momento de se procurar uma vaga de trabalho e no processo de seleção) e sim, só querem saber do dia de hoje (tentando emplacar um vídeo engraçado na internet dançando o “quadradinho de oito” e virar um sucesso na internet).

Até a próxima!

Segurança da Informação: As ameaças que preocupam o administrador de redes

O crescimento exponencial da tecnologia da informação tem potencializado os riscos digitais, principalmente no momento em que se tem falado muito de mobilidade, acessibilidade e disponibilidade da informação a qualquer hora e em qualquer lugar.

A demanda por nova tecnologia e novos equipamentos eletrônicos tem feito a indústria uma refém da modernidade, com a obrigação de realizar lançamentos inovadores de dispositivos eletrônicos que agregam uma layout moderno e com recursos computacionais de dar inveja em qualquer concorrente no mercado.

Afinal, estamos vivendo na geração da tecnologia em que para qualquer lugar que se ande, sempre se esbarra na informática para realizar qualquer tipo de ação. Hoje, você já é acordado pela própria modernidade: quantas pessoas não usam o alarme do celular para acordar? É a tecnologia ditando as nossas vidas.

Todavia, junto com essa facilidade de acesso à informação temos as ameaças naturais para uma sociedade tecnologicamente interligada, ocasionando em novas preocupações para os administradores de redes a cada dia que se passa.

Com o surgimento dos dispositivos de armazenamento móveis, como por exemplo o pen drive, aumentou consideravelmente o risco de informações sigilosas serem “furtadas” ou divulgadas, tamanha a facilidade de se guardar um dispositivo desse no bolso ou em uma pasta. O seu manuseio é simples e tem a capacidade de guardar milhares de informações sobre uma empresa.

Através de um pequeno pen drive, as ameaças são as mais diversas possíveis. Basta a criatividade e o objetivo da mente criminosa para se colocar em prática as suas intenções e necessidades.

O administrador de redes se não tiver uma política de segurança estabelecida dentro de uma empresa para permitir ou não o uso de pen drive, algumas ameaças poderão ser colocadas em prática ocasionando em efeitos negativos.

Podemos citar algumas ameaças como: violação da propriedade intelectual, fraudes em documentos, pirataria, sabotagem digital, furto de informação, espionagem, falsificações e tantas outras oriundas de um acesso não autorizado e com objetivos nebulosos.

Entretanto, não é somente pela “porta” do acesso não autorizado que as ameaças se manifestam. Poder ser um e-mail malicioso enviado para um funcionário leigo, um vírus não tratado pelo sistema de segurança da empresa, aparelhos móveis como smartphones e tablet que sem um controle de permissão podem propagar informações confidenciais da empresa e outros meios preocupantes para o profissional de tecnologia.

É necessário entender que por mais que os riscos e as ameaçam sejam de natureza digital, eles são “reais”. As consequências de uma devastação digital terão enormes impactos na vida real. Imagine alguns sistemas fora do ar como: controle de tráfego aéreo, bolsa de valores, sistemas bancários e outros.

Existe a necessidade de se identificar essas ameaças e entender os riscos quando se assume a não tratá-las. Em determinadas situações, existe um custo muito elevado para amenizar certas ameaças e fica mais barato assumir as consequências que podem ocorrer com os problemas oriundos da concretização da ameaça que a própria solução para evitar a ameaça. É o que chamamos de risco assumido.

Contudo, um administrador de redes tem suas mãos uma série de atividades que extrapolam a simples função de ficar gerenciando servidores e impressoras. A cada dia que passa, é necessário uma visão mais de gestão que puramente técnica e é nesse sentido que o mercado seleciona naturalmente aqueles que devem permanecer na profissão e aqueles que precisam escolher outra área de atuação.

E você, já pensou em uma outra área de atuação?!

Até a próxima!

Perito Judicial: os obstáculos para se fazer da Computação Forense uma profissão

No seriado americano CSI é possível ver peritos esclarecendo crimes através de ferramentas forenses, técnicas de investigação e muito ação nas ruas. Logicamente, no seriado temos uma grande pitada de sensacionalismo dramático com as investigações de homicídio que nada se parecem com os processos de investigação de crimes eletrônicos realizados aqui no Brasil.

Entretanto, o ato da investigação e da busca permanente de evidências utilizando-se de ferramentas forenses já não são exclusividades dos seriados estrangeiros. O perito judicial quando se depara com uma lide processual em que precisa responder aos quesitos (perguntas) das partes e do juízo, necessita de conhecimento técnico para realizar o seu trabalho de perícia e já dispõe de vários softwares forenses para realizar o seu trabalho.

Não basta ler um livro específico de computação forense ou realizar um curso específico de algumas horas em sua carga horária se o futuro perito não tiver uma base educacional em tecnologia. O que percebemos no judiciário é que há uma enxurrada de laudos periciais sendo contestados por bons advogados que, com a ajuda de verdadeiros assistentes de perito e formados em tecnologia, conseguem neutralizar um trabalho investigatório em favor do seu cliente utilizando meramente os conhecimentos de tecnologia para respaldar os argumentos que derrubam um laudo pericial.

Os peritos nomeados pelo juízo, nesses laudos periciais contestados e muitos até anulados, são realizados por pessoas de “confiança” do juízo mas sem o preparo técnico para tal. São administradores de empresa, engenheiro civil e outros profissionais de diversas áreas que só participaram no processo como perito pois fizeram em algum momento de suas vidas, uma especialização em tecnologia que, a princípio, daria um respaldo técnico em ser nomeados pelo juízo.

Contudo, sabemos que muitos peritos judiciais são indicados para realizar um laudo pericial devido a aproximação com o titular do Fórum, da Comarca e do próprio Tribunal. Precisamos levar em conta que esse tipo de atitude só afasta os bons peritos que poderiam dar uma melhor contribuição ao judiciário, trazendo repostas fundadas e esclarecedores para auxiliar na decisão final de uma sentença no processo.

Ainda assim, mesmo que o profissional de TI tenha uma qualificação especial para proporcionar um cadastro inicial no fórum como perito judicial, temos que lembrar que a frequência de nomeação como perito nos processos não é de intensa ocorrência. Resumindo: dependendo da comarca, mesmo que você esteja devidamente qualificado para se tornar um perito judicial, pode ser que seja nomeado umas três vez no ano para auxiliar o judiciário com os préstimos de seu conhecimento forense. E quando é nomeado!

Dependendo da esfera que pretenda “encarar” o exercício da computação forense, como a justiça trabalhista, os honorários possuem uma referência mediana e o valor máximo pago por cada perícia realizada para o Judiciário pode não ser atraente para o candidato a perito forense. Em determinados Estados da federação, é lastimável o valor irrisório que é pago para realizar um laudo pericial e ainda pior é o momento de receber: ao final do processo, quando recebe.

O Mercado está aquecendo para a computação forense mas a demanda de cursos pelo Brasil ainda é tímida. Não existem um número expressivo de cursos de pós-graduação em computação forense. Alguns cursos divulgam uma oportunidade para se especializar em computação forense mas quando se analisa a ementa e a grade curricular, muita matéria é de segurança da informação e poucas são realmente de computação forense.

Não estou aqui desiludindo ninguém a não querer trabalhar como perito forense ou com a computação forense mas veja as possibilidades ao seu redor antes de abandonar um real emprego no momento para decidir querer viver de renda do trabalho de perito forense.

Sugiro realizar atividades e serviços de conhecimento forense de forma particular, através de consultorias nas empresas ou até mesmo atuando como assistente de perito que é pago pelas partes para acompanhar o trabalho do perito judicial. Nesse caso, o pagamento do assistente é mais tranquilo e certo de se receber com menor tempo de espera.

A computação forense tem o seu “glamour” devido ao desconhecimento por grande parte dos profissionais de TI assim como as suas ferramentas forenses. Entretanto, temos que ter pés no chão e encarar o trabalho de um perito forense como qualquer trabalho honesto e duro de se executar.

Diante do exposto, incentivo a todo interessado em aprender um pouco mais sobre computação forense e quem sabe, trabalhar nessa área. Só precisa ter um pouco de interesse, dedicação nos estudos e uma boa sorte nos seus processos investigatórios.

Quem sabe não teremos no futuro bons investigadores forenses dominando o judiciário Brasileiro?

Até a próxima!

Qual das formas de trabalho escolher: Pessoa Física ou Pessoa Jurídica?

O Brasil possui centenas de faculdades que preparam o aluno para a sua vida profissional nos diversos cursos de graduação oferecidos pelas instituições de ensino, podendo o estudante escolher qual a profissão que deseja ou optando por um curso menos concorrido no vestibular, ignorando as consequências futuras dessa sua escolha.

O aluno de um curso superior em informática (engenharia, sistemas, jogos, etc) ao longo do curso, começa a observar a tendência do mercado quanto à contratação de novos profissionais de TI e os requisitos técnicos que estão em alta. Dependendo da empresa onde o estudante opte por concorrer a uma vaga de emprego, poderá ter uma relação de concorrência de candidatos x vaga até maior que ele tinha enfrentado para entrar na faculdade.

 dúvida de muitas pessoas que estão em busca de emprego ou os que já estão anos labutando na área de tecnologia é a seguinte: trabalhar como pessoa física ou pessoa jurídica dentro das empresas?

Dependendo da escolha e do momento, ter uma relação de trabalho com uma empresa através da constituição de uma empresa jurídica, poderá o profissional de TI a chance de ter uma salário líquido no final do mês maior que se tivesse optado por trabalhar na empresa como um trabalhador assalariado pessoa física (CLT – Consolidação das Leis Trabalhistas).

Entretanto, a opção por pessoa jurídica em uma relação de trabalho deve ser levado em conta diversos fatores para que se possa escolher a forma de trabalho que deseja. Em um momento inicial, o salário maior no final do mês como PJ pode tapar os olhos para os benefícios que possuem quem trabalha como PF.

O profissional de TI empregado como Pessoa Física tem os benefícios sociais e legais que a CLT oferece como: férias, 13º salário, férias, plano de saúde, jornada de trabalho limitado, horas extras, etc. Não quer dizer que essa forma de trabalho é a melhor por ter esses benefícios, apenas é necessário ponderar o que cada uma oferece para que a opção pela forma de trabalho seja mais clara possível e evite desilusões futuras ao funcionário.

No caso de escolher trabalhar como pessoa jurídica dentro de uma empresa, a principal mudança em relação à pessoa física é que a relação de trabalho entre a empresa onde o profissional vai exercer as suas atividades laborais e o próprio trabalhador se dará por intermédio de um contrato comercial.

Nesse contrato, haverá direito e deveres de ambas as partes e no final do mês, o profissional de tecnologia será remunerado conforme o acordado no contrato, nem mais nem menos. Será um valor combinado entre as partes e que remunera os serviços prestados pelo trabalhador à empresa. Em contrapartida, a empresa mesmo pagando um pouco a mais para a pessoa jurídica do profissional, ainda sim estará economizando no final do mês pois não terá a obrigação de recolher os encargos sociais e trabalhistas desse trabalhador como se ele fosse pessoa física.

Alguns pontos devem ser levados em conta antes de escolher como trabalhar para uma empresa: seja PF ou PJ. Primeiro é que se você gosta de ter benefícios sociais garantidos no final do mês, deseja tirar umas férias e pensa em trabalhar sem se preocupar se amanhã ainda estará na empresa, sugiro pensar na forma de trabalho como pessoa física, e adotar a CLT como sua base da relação de trabalho. No final, terá a sua jornada de trabalho determinada no momento da contratação, poderá descansar no horário fora do expediente comercial e aproveitar o seu final de semana (como profissional de TI nem sempre isso é possível).

No caso de PJ, pense que será uma relação comercial, entre você a empresa. É um contrato jurídico que possui cláusulas contratuais com direitos e deveres de ambas as partes e você será remunerado pelos serviços prestados. Uma informação importante é que como PJ, a empresa tende a dispensar o funcionário que trabalha nessa modalidade com mais facilidade pois não incorre para a empresa o peso do carga tributária e trabalhista no momento de dispensar os seus serviços técnicos. Não haverá multa de FGTS, pagamento de benefícios sociais proporcionais e outros créditos a não ser o valor estipulado em contrato.

Como PJ, a tendência é do profissional trabalhar mais horas para a empresa e não existe a hora extra. Sempre tem o risco do fim da relação comercial a qualquer tempo (observando as cláusulas contratuais que podem estipular multas por rescisão sem justa causa por ambas as partes). Para a empresa contratante, os custos dessa dispensa ainda sim são menores que uma dispensa sem justa causa para os trabalhadores pessoa física.

Contudo, a escolha da forma de trabalho é uma decisão pessoal do profissional de TI quando a empresa onde se quer trabalhar permite as duas formas de trabalho. Caso contrário, se não quer ter trabalho para abrir uma empresa ou acha que é muito difícil essa forma de trabalho, corra atrás das vagas de emprego como pessoa física e garanta o seu lugar no mercado de trabalho.

Assim, você garante um lugar na aposentadoria se trabalhar desde cedo e começar a contribuir para a previdência social.

Até a próxima!

A dificuldade do primeiro emprego em TI

Trabalhar com computadores e com tecnologia de ponta é o sonho de qualquer profissional apaixonado por novidades. A cada dia que passa, é um novo aparelho eletrônico sendo lançado no mercado, um novo software utilitário e outras tantas novidades que fazem a gente gostar ainda mais da informática.

É uma área desafiadora pois a necessidade de atualização é constante. A vontade de aprender e ultrapassar obstáculos deve ser a fonte alimentadora para as pessoas que almejam uma vaga que envolva diretamente a tecnologia.

A tecnologia da informação traz um leque bem diversificado das inúmeras possibilidades de se trabalhar com tecnologia. Pode ser com atividades que envolva programação, manutenção e suporte, banco de dados, segurança da informação e outras inúmeras áreas da tecnologia.

Escolher uma profissão é uma etapa bem importante na vida para aqueles que não tiveram ainda nenhum contato com o mundo profissional. Nesse momento, tem que se levar em conta não só o salário da profissão mas todo o esforço que será necessário para alcançar os seus objetivos.

No mercado de trabalho, existem diversas vagas para profissionais de TI em aberto esperando pelos profissionais. Entretanto, se você nunca trabalhou ou não tem nenhuma experiência de trabalho com informática, ficará muito difícil conquistar uma dessas oportunidades de emprego.

É justamente nesse ponto de vista que analiso as dificuldades de um profissional de TI conseguir uma vaga no mercado de trabalho quando se trata do primeiro emprego. A maioria das vagas pedem experiência comprovada, certificação e outros requisitos que impedem que os profissionais de TI que estão terminando a faculdade, possam ter uma oportunidade de trabalho.

Algumas ações tentam ajudar para que qualquer pessoa possa ter uma relação de trabalho, principalmente quando se trata do primeiro emprego. Uma dessa ações se refere ao Programa Menor Aprendiz. Jovens com 16 anos podem trabalhar nas empresas como menor aprendiz e ter as mesmas garantias trabalhistas legais que um funcionário comum.

Entretanto, que jovem nessa idade estará terminando a faculdade no curso de tecnologia? Então esse programa não atende à necessidade daqueles que estão se formando em curso de tecnologia. Se as empresas pedem experiência em suas oportunidades de emprego, como atender essa demanda de pessoas que se formam na área de TI mas nunca trabalharam?

Durante o curso, até por questões de formação, é obrigatório que o aluno do curso de tecnologia faça um “estágio” para permitir que ele seja aprovado na faculdade. Entretanto, quando esse profissional termina o seu estágio, que tem uma duração entre um ou dois anos, não tem a certeza que será efetivado como funcionário na empresa onde estagiou.

E se não é efetivado, como conseguir o verdadeiro emprego se a experiência que as empresas cobram são muito além das atividades realizadas como estagiário. É uma situação difícil de se equilibrar. Diversas empresas ignoram o fato do estágio ter ocorrido. Para elas, estágio não é emprego. Então estagiar não significar aprender? Não teve experiência adquirida durante o estágio?

Perguntas que quase não se tem respostas. Se a cada dia o mercado fica mais acirrado quanto aos requisitos mínimos para contratar profissionais de TI, como alguém que nunca trabalhou com informática vai poder concorrer a uma dessas vagas?

E esse problema só tende a piorar na medida que a idade do profissional avança. Alguém que se forma na área de TI e que possua mais de 40 anos de idade, terá uma dificuldade maior que um recém-formado jovem na mesma área. Diversos programas de Trainee nas empresas aceitam pessoas formadas com idades até 25 ou no máximo 30 anos (e olhe lá).

Com tudo, realmente fica muito difícil conseguir um emprego se antes ninguém der oportunidade para os profissionais que não possuem nenhum tipo de experiência com informática.

Até a próxima!

Espionagem na Tecnologia: a sua vida está sendo “monitorada” há muitos anos

As revelações bombásticas de ex-analista contratado pela NSA (Agência de Segurança Nacional dos EUA), Edward Snowden, que deixou o EUA e foi-se refugiar na Rússia trouxe a discussão em todo o mundo a respeito do tema: Espionagem.

Já sabemos que o conhecimento é o ativo mais importante de uma empresa, assim como as pessoas que trabalham dentro dela. Uma informação sigilosa mal guardada, é passível de levar a quebra de uma empresa. Basta que um determinado projeto revolucionário seja de conhecimento do concorrente que pronto, o estrago já está feito.

Imagina então quando informações sigilosas de uma sociedade inteira está disponível para um determinado Governo? E pior, sem o consentimento e nem de conhecimento dos coitados cidadãos que acreditam que possuem algum tipo de privacidade nos dias de hoje, que tanto nos esbarramos nos verdadeiros “Big Brothers” nas ruas e nos estabelecimentos comerciais.

Não é a toa que diversos países e autoridades mundiais ficaram em uma saia justa quando determinados documentos oficiais foram divulgados para o mundo, principalmente através da organização, sem fins lucrativos, WikiLeaks. Diversos problemas diplomáticos surgiram com a divulgação de informações secretas. Espionagem?!

Vamos nos remeter ao nosso cotidiano e verificar se também não estamos passíveis de espionagem tecnológica sem ao menos termos noção desse “monitoramento” diário. Antes de tudo, posso afirmar com total convicção: se você usa a tecnologia no seu cotidiano, nem que seja para receber ou realizar ligações de celular, desculpe mas… você está sendo monitorado.

A telefonia de celular, pelo próprio nome que caracteriza a forma de funcionamento do serviço móvel de telecomunicação, que se utiliza de antenas transmissoras de sinal de celular (as chamadas ERB – Estações Rádio Base) para levar o sinal da telefonia ao seu aparelho telefônico.

É a comunicação do seu celular com as várias antenas de celular em sua cidade que permite você se deslocar entre os bairros e municípios, falando no celular sem que a ligação seja interrompida (conhecido como Roaming). Quando isso acontece (a queda de sinal e é um gerador de reclamação nos Procons Estaduais) é porque uma determinada região está fora da área de cobertura de uma dessas antenas.

Mas o que tem a ver o sistema de telefonia celular com a espionagem tecnológica? Vou explicar: o seu celular enquanto passa de antena a antena para garantir que tenha sinal eu seu aparelho, existe uma comunicação entre as antenas ERB e o seu celular. Com isso, todo os seu percurso e trajeto dentro da cidade, fica registrado no sistema informatizado da operadora de telefonia por onde você passar, por onde passou e onde você está nesse momento. Em qual antena ERB, qual latitude e longitude (geolocalização).

Ou seja, se você tiver inimigos dentro da operadora de celular e alguém, mesmo que de forma ilícita, quiser saber onde você se encontra, basta acessar o sistema interno da operadora e te localizar em qual antena seu celular está “conectado”, ou melhor, recebendo o sinal de celular. Isso não é espionagem?

Não vamos muito longe. A navegação na internet é rica em rastros deixados no computador para indicar quando você acessou determinados sites, quais assuntos você frequentemente pesquisa no Google e assim, as empresas conseguem traçar o seu Perfil Econômico para divulgar produtos e serviços que tendem a se encaixar nas suas preferências.

Alguns vão falar que basta não aceitar os “cookies”, realizar a navegação privativa e outros recursos que dificultam essa “espionagem eletrônica”. Certíssimos! Mas convenhamos, esse procedimento de navegação é o padrão de todos internauta conectado na internet?

Claro que não! Você usa o gmail, hotmail, ou outro webmail gratuito? Já percebeu que os anúncios que aparecem em sua caixa postal ou dentro da plataforma do webmail, em forma de banners, são de produtos ou serviços que encaixam nas suas preferências pessoais ou profissionais?

Por exemplo, no gmail recebo anúncios de softwares, equipamentos de informática, ferramentas, etc. Como o gmail sabe disso? Bola de cristal? Nada, nesse caso, basta um algorítmico no webmail do gmail para percorrer os meus e-mails recebido e enviados e realizar uma indexação das palavras mais trocadas nos e-mails para se montar um perfil meu e assim, oferecer os produtos que mais tenho falado em meus e-mails.

O caso que mais chamou a atenção na mídia é os EUA gravarem todas as suas conversas que um dia você teve no Skype, MSN e outros meios. O servidor principal dessas plataformas ficam onde mesmo? Quando você loga, a sua base de dados com o seu cadastro na rede social está aonde? Em um servidor no Brasil? Claro que não. Está lá, na terra do Tio Sam.

Basta o Governo americano suspeitar de uma mensagem sua para você ser monitorado 24h. Se tiver conteúdo de terrorismo então, nem pense nas consequências. Aí que a espionagem acontecerá mesmo.

Ainda no Gmail, você pode perceber que as informações de quem acessa a sua conta e de qual IP você conectou o seu gmail, está tudo disponível para eles. Quer ver? Entre na sua conta do Gmail e ao final da página da caixa de entrada, no canto direito inferior da tela, procure por “Details” (“detalhes” para quem usa o tema em português – Brasil). Ficou surpreso? Olha a lista dos IP’s de onde você estava para entrar na sua conta, a data, a hora, a versão no navegador… Se você tem a informação é porque eles também tem. E pior, desde de quando você criou a sua conta.

Poderia dar inúmeros exemplos aqui mas eu só quero levar ao debate que não podemos nos surpreender quando alguém falar que estamos sendo espionados na internet. Já abrimos há muito tempo mão da privacidade em nome da comodidade (no casos de ter uma conta de e-mail sem pagar em troca do servidor saber o que eu gosto e o que eu ando fazendo).

Tem gente que se inscreve para determinados programas de televisão para expor toda a sua intimidade em troca de dinheiro. O que esperar então da tecnologia?

Só nos resta uma coisa: ter cuidado com aquilo que ainda temos controle porque de resto, o que você achava que era só seu, já faz parte da internet (e de todos) há muito tempo.

Até a próxima!

Cargo de TI com alto salário: o alvo principal quando se fala em redução de custos de uma empresa

Estudos, pesquisas, noites em “claro” e muita dedicação profissional: esses são alguns dos esforços que um profissional de TI qualificado realiza para chegar no topo de sua carreira. Depois de anos peregrinando um aumento ou uma promoção, esse profissional tem o desprazer em saber que em toda crise financeira no mercado, o seu cargo está a perigo.

O empresário enquanto está tendo lucro no seu negócio, enxerga o seu profissional de TI como um investimento que deu retorno. Após anos de dedicação desse profissional à empresa, horas de empenho nos finais de semana, sempre de prontidão com as necessidades da companhia, tem o seu momento retribuído.

A promoção de um bom profissional de TI vem de forma natural, mesmo que isso leve anos, o que é normal nessa área. Até porque, nas empresas que a atividade fim não é a tecnologia, o Setor de TI sempre é visto como custo. Isso quando não é visto como uma despesa. Portanto, as promoções são cada vez mais raras e muita das vezes, tem que partir do funcionário o pedido de promoção ou aumento de salário.

Entretanto, uma vez concedido a promoção para um cargo de maior responsabilidade (e normalmente vem com um aumento de salário junto), o profissional de TI tem um dilema pela frente que as vezes soa até estranho: em determinadas companhias, certos funcionários recusam um aumento de salário devido ao momento de crise que o país está atravessando e sabe que se aceitar a oferta, poderá entrar no alvo da empresa em uma possível fase de redução de custos internos.

Eu tenho visto, e acredito que seja um enorme erro cometido pelos administradores de empresas que infelizmente só olham para números, planejar uma redução de custos de uma empresa começando pela demissão dos funcionários com maior salário na empresa. Em um primeiro momento, pode ser o caminho mais rápido para trazer retorno aos acionistas e demonstrando resultados concretos de redução de custos para enfrentar uma crise.

Todavia, a empresa poderá está cometendo um enorme erro em sua decisão pois ao médio prazo, essa redução de custo levando somente em consideração o valor do salário de seus funcionários, pode levar a empresa para uma carência de pessoas com experiência e dedicação em seus quadros. Dessa forma, após a crise passar, a empresa necessitará contratar novas pessoas e aí sim, o custo do novo empregado (e no caso do TI pode ser mais acentuado ainda) pode ficar o dobro da economia gerada com a dispensa do cargo que tinha maior salário.

Tem que se analisado o quanto a empresa gasta para treinar e capacitar um novo empregado. O tempo “parado” que o novo empregado de TI vai precisar para assimilar os processos internos da empresa e passar a conhecer do negócio. Nem estou falando que a cada profissional que entra na empresa, a expectativa de futuro é diferente a cada situação econômica que vive o país.

Como fica o Setor de TI de uma empresa em que os funcionários que são empregados ficam sabendo que a cada crise, a gerência da empresa demite aqueles que possuem altos salários? Você bateria na porta do seu líder para pedir um aumento? Mesmo sabendo que na próxima crise, o seu emprego poderá virar alvo de uma nova redução de custos?

Não é uma situação fácil de ser gerenciada. Os empresários precisam reter os seus talentos internos, mesmo que para isso seja preciso “sangrar” um pouco mais os lucros de seus acionistas e reduzir sim, com coisas que precisam ser cortadas, como: o cafezinho, as impressões de trabalho que não são de objetivo laboral (quantos trabalhos de escolas e faculdade são realizados dentro das empresas?) e que desperdiçam papel e tinta. Tem que economizar na energia, desligando monitores e computadores ao final da jornada de trabalho e outras atitudes ecologicamente corretas.

Infelizmente, não estamos acostumados a fazer determinados serviços que não são ligados diretamente a nossa função, como exemplo, limpar a nossa mesa com um pano e por quê não passar uma vassoura em nossa sala de trabalho? Isso já economiza com os gastos de serviço gerais (me desculpem mas eu sei que haverá demissão dos trabalhadores de serviços gerais, de copa, faxineiros, etc).

O que levanto para o debate é o resultado prático de se escolher o valor do salário para justificar uma redução de custo da empresa e por quê não economizar com outras coisas que somadas, podem até ultrapassar a economia com a dispensa dos profissionais de TI.

Contudo, devemos ser mais justos em nossas decisões e agir como verdadeiros gestores: quantificar todos os gastos do setor, com os gastos gerais de empresa e defender o seus profissionais que não podem levar a culpa por conseguirem salários dignos e justos, que são mais que merecidos após anos de dedicação à empresa.

Se isso não for levado em conta, chegaremos ao ponto de ver no mercado de trabalho de TI, somente vagas ocupadas por tecnólogos ou auxiliares de TI. Salários medianos e que não trazem expectativas de crescimento nenhum a longo prazo. Dessa forma, a recusa em se ter um salário alto só terá uma saída: mudar de área ou abrir a sua própria empresa. Mas também para contratar técnicos e não profissionais que desejam aumento.

E você, já pensou em ganhar um salário alto na empresa onde trabalha? Cuidado, um aumento pode ser a sua futura porta de saída…

Até a próxima!

Gestão em TI: trabalhar para ser chefe ou líder?

Já se sabe que o trabalho dignifica o homem. Essa é uma expressão que aprendemos desde cedo, quando ainda jovem, concluindo a faculdade e pesquisando o mercado sobre as oportunidades de trabalho. Muitos buscam as primeiras vagas que surgem, independente de olhar para o futuro, outros são mais planejados, procuram entender até que ponto podem crescer na vaga ofertada.

O mercado de trabalho em TI é muito competitivo e dinâmico, onde o profissional precisa se qualificar e atualizar com as novas tecnologias com certa habitualidade para não correr o risco de ficar “obsoleto” em termos de novidade tecnológica e perder bons salários por falta de atualização.

Entretanto, a nova geração tem um pique para aprender novas tecnologias que nossos antepassados nunca viram. Eles já nasceram com a internet, estão conectados com o mundo diariamente e possuem facilidade de aprender com os novos desafios. Os jovens de hoje buscam reconhecimento de seus esforços em um curto espaço de tempo, o que pode prejudicar ou beneficiar, dependendo do perfil da empresa onde trabalham.

Todavia, em um modo geral, devemos trabalhar sendo pensando em almejar um objetivo. Alguns sonham em trabalhar para ser coordenador de TI, outros em serem chefes de equipes de segurança da informação. Você vai encontrar quem fale que tem o objetivo de meramente está empregado e que a empresa o não dispense (as pessoas acham que isso é uma meta a longo prazo). Mas, raramente, você vai escutar: “eu quero trabalhar para ser um LÍDER um dia”.

O que leva as pessoas a não pensar em querer ser um Líder e sim, em ser um Chefe é a falta de conhecimento ou informação pela diferença entre eles. Não vou entrar na área do marketing nem dos princípios que regem a administração de empresas, somente vou comentar algo sobre eles que vai fazer você refletir e até quem sabe, descobrir que você já é um líder e não sabe!

Normalmente, a geração passada, aqueles conhecidos como a geração x (isso mesmo meus amigos, e aí eu me incluo pois são as pessoas que nasceram antes da década de 80) almejavam trabalhar para um dia ser Chefe e mandar no setor onde trabalhavam. Parecia que era bonito ser uma pessoa dando ordens para serem cumpridas, recebendo relatórios em sua mesa e tendo uma secretária para lhe oferecer boas xícaras de café.

Pois bem, esse é o verdadeiro chefe. Ele diz: “Pense”, “vai fazer” e espera sentado a resposta da ordem dada ao seus subordinados. Você tem dito essas palavras ultimamente? Então você realmente é um chefe!

Agora, se ao contrário disso, você fala para a sua equipe: “pensamos”, “vamos fazer”, “nós temos que…” então você é um Líder. Realmente você tem uma equipe de funcionários e não subordinados. Esse profissional de hoje, tem a percepção que todos estão no mesmo “barco” e que o sucesso é de todos assim como o fracasso também. A responsabilidade é dividido entre todos entre o líder e os liderados.

O líder empolga a todos ao seu redor para mostrar resultados, incentiva o estudo, a pesquisa, a contribuição de ideias (através de brainstorm) e outras iniciativas que cativam os seus liderados e enxergam no seu líder, o leme que dará rumo ao sucesso profissional deles.

Enquanto que o chefe, dará sempre ordens, pouco aberto a escutar seus subordinados e sempre com o medo de perder o seu emprego para um subordinado da geração Y, os antenados na tecnologia e que possuem boas ideias empreendedoras.

E aí, vai continuar a ser chefe ou prefere ser um Líder?!

Até a próxima!

A Importância do uso de uma Real-Time Blackhole List dentro de uma organização corporativa

O desenvolvimento da informática faz com que as empresas se automatizem cada vez mais nos seus processos internos, trazendo inúmeros benefícios para os empresários e para os seus funcionários. Essa automatização tem um papel fundamental no sucesso do negócio pois a concorrência no mercado é tão grande que se o empresário não souber gerir direito o seu empreendimento, estará fadado ao fracasso financeiro ou perder grandes clientes por falta de agilidade e competência.

Agregado a otimização, a empresa necessita divulgar o seu produto/serviço no mercado para conseguir alcançar o consumidor final para que ele compre ou pelo menos tome ciência do que está sendo comercializado. Essa divulgação nada mais é do que a realização da publicidade do produto, uma técnica utilizada no marketing que tem como objetivo de criar ou mudar os hábitos do consumidor para levá-los a adquirir o que se está ofertando.

E com isso, podemos observar a utilização de uma das estruturas do Marketing (conhecidos como os 4 P’s – Produto, Preço, Ponto de Vendas e Promoção) que é a promoção do produto, um esforço persuasivo de comunicação a respeito da organização como forma de comunicação promocional comumente utilizada pelas empresas e organizações para se comunicarem com o seu mercado.

Entretanto, o que temos visto ultimamente é a utilização de ferramentas de promoção em massa que se contrapõe à venda pessoal, abusando excessivamente de envio de e-mails promocionais diários sobre o mesmo produto/serviço, ocasionando em um recebimento e envio de milhares de e-mails de divulgação para toda a parte do mundo.

A consequência imediata desse uso de divulgação em massa é o trânsito de milhares de mensagens virtuais trafegando na internet e muito desses e-mails acabam só fazendo volume desnecessários nas caixas postais dos destinatários, que nem sempre possuem o perfil do consumidor relacionado ao produto em questão.

Esses e-mails indesejáveis que acabam poluindo as caixas postais dos usuários são conhecidos como spam. Para uma empresa, é perda de tempo e produtividade ficar deletando esses spam pelos seus funcionários, que gastam minutos preciosos de produção para simplesmente limpar a sua caixa postal com mensagens virtuais promocionais. E o pior que o recebimento desse tipo de e-mail se repete todos os dias e se não tiver uma solução adequada, seria o mesmo que secar o gelo com toalha de papel.

Uma forma de minimizar esse impacto na organização, é fundamental que os profissionais de TI configurem em seus servidores de e-mail o uso do Real-Time Blackhole List, que são listas “negras” de IP (endereços ip de computador) gerados por organizações internacionais relacionando os computadores que geram spam na internet.

Cada órgão tem o seu critério para inserir ou remover da lista os endereços IP suspeitos de enviar spam pela internet. Quando queremos que o nosso servidor de e-mail, dentro da empresa, consulte uma dessas lista para verificar se o IP de origem é um spam conhecido, o servidor tem que está configurado para buscar o ip do servidor de origem na Blacklist (lista negra) informada nas configurações de nosso servidor corporativo. Caso esteja cadastrado, o seu servidor de e-mail irá ignorar a conexão e assim, sua caixa postal corporativa não receberá o tal temível spam.

Agora, se você quer utilizar uma outra forma de controlar o recebimento de spam (e que dá mais trabalho) é fazer com que, por padrão (default), o seu servidor de e-mail negue todas as conexões de servidores de origem e somente receberá o e-mail origem após o seu servidor de e-mail consultar uma Whitelist (lista branca) onde constará o IP dos servidores de e-mail de origem que não são conhecidos como spam.

Eu não aconselho utilizar a técnica do whitelist porque basta uma oportunidade do servidor “legítimo” que se encontra nesse tipo de lista branca enviar um spam para que a sua empresa receba o e-mail indesejável. Se você pesquisa em uma lista negra antes de receber um e-mail, é mais provável a recusa de um servidor que você nunca teve contato pois esse servidor de spam basta entrar na lista negra que automaticamente o seu servidor de e-mail começará a recurar o recebimento de e-mails dessa origem.

Já na lista branca, um servidor que antes não era classificado como spam e agora passa a ser, você como administrador de TI vai ter que retirar da lista branca manualmente para que impeça o recebimento de e-mails.

Portanto, a importância no uso de uma lista de consulta em tempo real de possíveis servidores como spam, torna o processo de recebimento de e-mails mais otimizado e diminui o risco das caixas postais corporativas ficarem repletas de mensagens indesejáveis. Claro que alguns desses e-mail vão ser entregues mas como sabemos, nada na informática é possível ter 100% de êxito.

Segue abaixo alguns exemplos de listas RBL para se configurar no seu servidor de e-mail:

Você também pode pesquisar manualmente se um determinado IP está em alguma lista negra. Acesse o link abaixo e digite o IP suspeito:

Até a próxima!

A Influência da Tecnologia na Vida Profissional e Social

O mercado de trabalho na área de tecnologia está sempre em busca de profissionais de TI para suprir a demanda das empresas e algumas pesquisas indicam que sobram vagas e faltam pessoas especializadas para as oportunidades de trabalho.

Mas como justificar a sobra de vagas no mercado de trabalho se existem diversos profissionais de TI qualificados com graduação, especialização e até mesmo certificação em tecnologias específicas? Uma das respostas para essa situação no mercado pode está relacionado a uma palavra: comportamento.

Alguns sites de rede social profissional, como o LinkedIn, tem como objetivo que as pessoas criem sua rede (networking) profissional para ser um referência de trabalho no mercado. Desse modo, os profissionais podem ir em busca de oportunidade de emprego e apresentar o seu currículo no formato digital, bastando indicar o link de seu perfil profissional para que o empregador tenha como se embasar na decisão de contratar ou não o candidato ao cargo.

Entretanto, nada disso adianta se o profissional de TI que está em busca de oportunidades não tiver um comportamento adequado nas redes sociais. Não é de hoje que observamos pessoas perdendo emprego, sendo processadas ou até mesmo sendo hostilizadas na internet devido a um comentário ou uma opinião postada em uma rede social com cunho racista ou criminosa.

As empresas estão cada vez mais pesquisando na internet o perfil dos candidatos às vagas ofertadas para saber qual é o perfil de cada pretendente. E é nessa hora que os profissionais dão conta que as suas ações no passado nas redes sociais vão refletir no mercado de trabalho.

A nova geração, a conhecida “geração y” (os nascidos a partir da década de 90), está hoje mais preocupada em virar uma celebridade virtual e esses jovens fazem de tudo para ter o maior número de acessos em seus vídeos engraçados postados no youtube, mas não pensam que esse mesmo vídeo de hoje, pode ser o fator eliminador de uma futura vaga dentro de uma empresa.

É normal dentro das empresas, que em determinadas fases de um processo de contratação de novos funcionários, que os candidatos tenham a sua vida social consultada pelas redes sociais.

Entretanto, quem souber aproveitar, vai utilizar a tecnologia como uma ferramenta alavancadora para o seu sucesso profissional. A velocidade com que as informações são transmitidas, tecnologias sendo discutidas, legislação necessária para atender a demanda da sociedade… tudo isso são fontes enriquecedoras para criar formadores de opinião e não para criar artistas virtuais momentâneo.

Segue abaixo, um vídeo muito enriquecedor com um debate em uma mesa redonda sobre a influência da tecnologia na vida profissional e social:

A Influência da Tecnologia na Vida Profissional e Social – Parte 1

A Influência da Tecnologia na Vida Profissional e Social – Parte 2