Evento online com o tema: A Computação Forense e A Importância da Perícia no Inquérito Policial

Evento online: A Computação Forense e A Importância da Perícia no Inquérito Policial

No dia 30 de Março de 2015, segunda-feira, está marcado mais um evento online na sala de conferência com o apoio do Grupo Perícia Forense onde o tema principal será “A Computação Forense e a Importância da Perícia no Inquérito Policial“.

Contará com os moderadores desse evento o Especialista em Computação Forense – Roney Medice e o Delegado de Polícia – Emerson Wendt. O evento iniciará no horário de 20h30m (horário de Brasília) e terá a duração de 40 minutos para a explanação do assunto.

Ao final da apresentação, os participantes poderão formular perguntas e até tirar dúvidas com os moderadores.

Não perca. Anote em sua agenda: Dia 30/03/15, 20h30m. Para acessar, clique no link da sala abaixo:

Sala de Conferência – Roney

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O Grupo Pericia Forense precisa de sua ajuda.

O grupo Pericia Forense foi fundado em 08 de agosto de 2003 e hoje conta com 4.846 associados, que debatem assuntos diversos como:

* Análise de invasão em sistemas;
* Análise de arquivos de logs;
* Ferramentas (software/hardware) utilizados na perícia;
* Cyber Crimes/Delitos Informáticos/Computer Crimes;
* Cursos, seminários, livros, documentos;
* Testes de conhecimentos;
* Leis, cases, Etc…

Estamos solicitando uma ajuda de custo para continuarmos a manter a nossa sala virtual com capacidade para 100 pessoas onde iremos no Grupo Pericia Forense realizar palestras, debates e reuniões virtuais.

Estamos solicitando a contribuição de R$ 15,00 para manter essa sala durante 2 anos.

Já temos um site sobre o assunto: http://www.guiatecnico.com.br

Se deseja contribuir, preencha os dados abaixo e receberá o boleto em seu e-mail para pagamento:

Contamos com a sua ajuda!

Abraços,

Roney Medice

Seminário sobre Crimes Eletrônicos e a Segurança da Informação

Foi realizado um seminário na EEEM Almirante Barroso, localizado na cidade de Vitória-ES, com diversos assuntos e dentre eles, tive a honra de falar para os estudantes presentes sobre Os Crimes Eletrônicos e a Segurança da Informação.

Os assuntos abordados foram passados aos alunos de uma forma mais didática possível e menos técnica para que mesmo aqueles que não tinham uma vivência forte com a tecnologia, pudessem entender o recado a ser transmitido.

O vídeo da palestra você pode conferir abaixo:

Projeto “Debate nas Escolas Públicas sobre Tecnologia da Informação”. Debate: Os Crimes Eletrônicos e a Segurança da Informação. Local: EEEM Almirante Barroso – Vitória – ES

Ladrões usam pen drives para assaltar caixas eletrônicos

Eu li uma matéria na BBC Brasil que me chamou muito a atenção e precisamos ficar atentos para que esse tipo de ataque não seja “importado” pelos criminosos Brasileiros.

Os detalhes dos ataques, realizados contra caixas de um banco europeu cujo nome não foi divulgado, foram apresentados no congresso Chaos Computing, em Hamburgo, na Alemanha, que debateu crimes cibernéticos.

Os dois pesquisadores que detalharam os ataques pediram que seus nomes tampouco fossem divulgados.

Segundo eles, esse tipo de ataque começou a ser aplicado em julho, depois de o banco notar que vários de seus caixas eletrônicos estavam sendo esvaziados apesar do uso de cofres para proteger o dinheiro dentro das máquinas.

Depois de um aumento na vigilância, o banco descobriu que os criminosos estavam vandalizando as máquinas para usar os pen drives infectados com o malware (software destinado a se infiltrar em um computador).

Uma vez que o malware fosse transferido para a máquina, eles fechavam o buraco aberto para a entrada do pen drive. Desta forma, um mesmo caixa eletrônico poderia ser atacado várias vezes.

Códigos

Para ativar o código na hora em que quisessem, os criminosos digitavam uma série de 12 dígitos que lançava uma interface especial.

Análises do software instalado em quatro caixas eletrônicos atacados demonstraram que as máquinas infectadas mostravam não apenas a quantidade de dinheiro disponível em seu cofre, mas também quais as notas disponíveis e um menu com as opções de escolha das notas.

Segundo os pesquisadores, isso permitia que os criminosos pedissem a liberação das notas de valor mais alto para minimizar o tempo em que eles ficavam no caixa eletrônico, se arriscando a serem flagrados.

Os pesquisadores que revelaram esse novo tipo de crime cibernético também notaram outro aspecto: os criminosos que usam esse tipo de malware pareciam temer que membros da própria gangue agissem por conta própria.

Por isso, para a liberação do dinheiro no caixa eletrônico, o criminoso precisa digitar um segundo código, que varia a cada vez que o software é usado.

O criminoso só pode obter esse segundo código ligando para outro membro do grupo e descrevendo a ele os números que são mostrados na tela do caixa eletrônico no momento do crime.

Sem isso, o caixa eletrônico volta ao normal depois de três minutos, como se não tivesse sido atacado.

Os pesquisadores afirmaram que o código do malware usado nos caixas eletrônicos é muito difícil de analisar.

Fonte: BBC Brasil

Perito Judicial: os obstáculos para se fazer da Computação Forense uma profissão

No seriado americano CSI é possível ver peritos esclarecendo crimes através de ferramentas forenses, técnicas de investigação e muito ação nas ruas. Logicamente, no seriado temos uma grande pitada de sensacionalismo dramático com as investigações de homicídio que nada se parecem com os processos de investigação de crimes eletrônicos realizados aqui no Brasil.

Entretanto, o ato da investigação e da busca permanente de evidências utilizando-se de ferramentas forenses já não são exclusividades dos seriados estrangeiros. O perito judicial quando se depara com uma lide processual em que precisa responder aos quesitos (perguntas) das partes e do juízo, necessita de conhecimento técnico para realizar o seu trabalho de perícia e já dispõe de vários softwares forenses para realizar o seu trabalho.

Não basta ler um livro específico de computação forense ou realizar um curso específico de algumas horas em sua carga horária se o futuro perito não tiver uma base educacional em tecnologia. O que percebemos no judiciário é que há uma enxurrada de laudos periciais sendo contestados por bons advogados que, com a ajuda de verdadeiros assistentes de perito e formados em tecnologia, conseguem neutralizar um trabalho investigatório em favor do seu cliente utilizando meramente os conhecimentos de tecnologia para respaldar os argumentos que derrubam um laudo pericial.

Os peritos nomeados pelo juízo, nesses laudos periciais contestados e muitos até anulados, são realizados por pessoas de “confiança” do juízo mas sem o preparo técnico para tal. São administradores de empresa, engenheiro civil e outros profissionais de diversas áreas que só participaram no processo como perito pois fizeram em algum momento de suas vidas, uma especialização em tecnologia que, a princípio, daria um respaldo técnico em ser nomeados pelo juízo.

Contudo, sabemos que muitos peritos judiciais são indicados para realizar um laudo pericial devido a aproximação com o titular do Fórum, da Comarca e do próprio Tribunal. Precisamos levar em conta que esse tipo de atitude só afasta os bons peritos que poderiam dar uma melhor contribuição ao judiciário, trazendo repostas fundadas e esclarecedores para auxiliar na decisão final de uma sentença no processo.

Ainda assim, mesmo que o profissional de TI tenha uma qualificação especial para proporcionar um cadastro inicial no fórum como perito judicial, temos que lembrar que a frequência de nomeação como perito nos processos não é de intensa ocorrência. Resumindo: dependendo da comarca, mesmo que você esteja devidamente qualificado para se tornar um perito judicial, pode ser que seja nomeado umas três vez no ano para auxiliar o judiciário com os préstimos de seu conhecimento forense. E quando é nomeado!

Dependendo da esfera que pretenda “encarar” o exercício da computação forense, como a justiça trabalhista, os honorários possuem uma referência mediana e o valor máximo pago por cada perícia realizada para o Judiciário pode não ser atraente para o candidato a perito forense. Em determinados Estados da federação, é lastimável o valor irrisório que é pago para realizar um laudo pericial e ainda pior é o momento de receber: ao final do processo, quando recebe.

O Mercado está aquecendo para a computação forense mas a demanda de cursos pelo Brasil ainda é tímida. Não existem um número expressivo de cursos de pós-graduação em computação forense. Alguns cursos divulgam uma oportunidade para se especializar em computação forense mas quando se analisa a ementa e a grade curricular, muita matéria é de segurança da informação e poucas são realmente de computação forense.

Não estou aqui desiludindo ninguém a não querer trabalhar como perito forense ou com a computação forense mas veja as possibilidades ao seu redor antes de abandonar um real emprego no momento para decidir querer viver de renda do trabalho de perito forense.

Sugiro realizar atividades e serviços de conhecimento forense de forma particular, através de consultorias nas empresas ou até mesmo atuando como assistente de perito que é pago pelas partes para acompanhar o trabalho do perito judicial. Nesse caso, o pagamento do assistente é mais tranquilo e certo de se receber com menor tempo de espera.

A computação forense tem o seu “glamour” devido ao desconhecimento por grande parte dos profissionais de TI assim como as suas ferramentas forenses. Entretanto, temos que ter pés no chão e encarar o trabalho de um perito forense como qualquer trabalho honesto e duro de se executar.

Diante do exposto, incentivo a todo interessado em aprender um pouco mais sobre computação forense e quem sabe, trabalhar nessa área. Só precisa ter um pouco de interesse, dedicação nos estudos e uma boa sorte nos seus processos investigatórios.

Quem sabe não teremos no futuro bons investigadores forenses dominando o judiciário Brasileiro?

Até a próxima!

Espionagem na Tecnologia: a sua vida está sendo “monitorada” há muitos anos

As revelações bombásticas de ex-analista contratado pela NSA (Agência de Segurança Nacional dos EUA), Edward Snowden, que deixou o EUA e foi-se refugiar na Rússia trouxe a discussão em todo o mundo a respeito do tema: Espionagem.

Já sabemos que o conhecimento é o ativo mais importante de uma empresa, assim como as pessoas que trabalham dentro dela. Uma informação sigilosa mal guardada, é passível de levar a quebra de uma empresa. Basta que um determinado projeto revolucionário seja de conhecimento do concorrente que pronto, o estrago já está feito.

Imagina então quando informações sigilosas de uma sociedade inteira está disponível para um determinado Governo? E pior, sem o consentimento e nem de conhecimento dos coitados cidadãos que acreditam que possuem algum tipo de privacidade nos dias de hoje, que tanto nos esbarramos nos verdadeiros “Big Brothers” nas ruas e nos estabelecimentos comerciais.

Não é a toa que diversos países e autoridades mundiais ficaram em uma saia justa quando determinados documentos oficiais foram divulgados para o mundo, principalmente através da organização, sem fins lucrativos, WikiLeaks. Diversos problemas diplomáticos surgiram com a divulgação de informações secretas. Espionagem?!

Vamos nos remeter ao nosso cotidiano e verificar se também não estamos passíveis de espionagem tecnológica sem ao menos termos noção desse “monitoramento” diário. Antes de tudo, posso afirmar com total convicção: se você usa a tecnologia no seu cotidiano, nem que seja para receber ou realizar ligações de celular, desculpe mas… você está sendo monitorado.

A telefonia de celular, pelo próprio nome que caracteriza a forma de funcionamento do serviço móvel de telecomunicação, que se utiliza de antenas transmissoras de sinal de celular (as chamadas ERB – Estações Rádio Base) para levar o sinal da telefonia ao seu aparelho telefônico.

É a comunicação do seu celular com as várias antenas de celular em sua cidade que permite você se deslocar entre os bairros e municípios, falando no celular sem que a ligação seja interrompida (conhecido como Roaming). Quando isso acontece (a queda de sinal e é um gerador de reclamação nos Procons Estaduais) é porque uma determinada região está fora da área de cobertura de uma dessas antenas.

Mas o que tem a ver o sistema de telefonia celular com a espionagem tecnológica? Vou explicar: o seu celular enquanto passa de antena a antena para garantir que tenha sinal eu seu aparelho, existe uma comunicação entre as antenas ERB e o seu celular. Com isso, todo os seu percurso e trajeto dentro da cidade, fica registrado no sistema informatizado da operadora de telefonia por onde você passar, por onde passou e onde você está nesse momento. Em qual antena ERB, qual latitude e longitude (geolocalização).

Ou seja, se você tiver inimigos dentro da operadora de celular e alguém, mesmo que de forma ilícita, quiser saber onde você se encontra, basta acessar o sistema interno da operadora e te localizar em qual antena seu celular está “conectado”, ou melhor, recebendo o sinal de celular. Isso não é espionagem?

Não vamos muito longe. A navegação na internet é rica em rastros deixados no computador para indicar quando você acessou determinados sites, quais assuntos você frequentemente pesquisa no Google e assim, as empresas conseguem traçar o seu Perfil Econômico para divulgar produtos e serviços que tendem a se encaixar nas suas preferências.

Alguns vão falar que basta não aceitar os “cookies”, realizar a navegação privativa e outros recursos que dificultam essa “espionagem eletrônica”. Certíssimos! Mas convenhamos, esse procedimento de navegação é o padrão de todos internauta conectado na internet?

Claro que não! Você usa o gmail, hotmail, ou outro webmail gratuito? Já percebeu que os anúncios que aparecem em sua caixa postal ou dentro da plataforma do webmail, em forma de banners, são de produtos ou serviços que encaixam nas suas preferências pessoais ou profissionais?

Por exemplo, no gmail recebo anúncios de softwares, equipamentos de informática, ferramentas, etc. Como o gmail sabe disso? Bola de cristal? Nada, nesse caso, basta um algorítmico no webmail do gmail para percorrer os meus e-mails recebido e enviados e realizar uma indexação das palavras mais trocadas nos e-mails para se montar um perfil meu e assim, oferecer os produtos que mais tenho falado em meus e-mails.

O caso que mais chamou a atenção na mídia é os EUA gravarem todas as suas conversas que um dia você teve no Skype, MSN e outros meios. O servidor principal dessas plataformas ficam onde mesmo? Quando você loga, a sua base de dados com o seu cadastro na rede social está aonde? Em um servidor no Brasil? Claro que não. Está lá, na terra do Tio Sam.

Basta o Governo americano suspeitar de uma mensagem sua para você ser monitorado 24h. Se tiver conteúdo de terrorismo então, nem pense nas consequências. Aí que a espionagem acontecerá mesmo.

Ainda no Gmail, você pode perceber que as informações de quem acessa a sua conta e de qual IP você conectou o seu gmail, está tudo disponível para eles. Quer ver? Entre na sua conta do Gmail e ao final da página da caixa de entrada, no canto direito inferior da tela, procure por “Details” (“detalhes” para quem usa o tema em português – Brasil). Ficou surpreso? Olha a lista dos IP’s de onde você estava para entrar na sua conta, a data, a hora, a versão no navegador… Se você tem a informação é porque eles também tem. E pior, desde de quando você criou a sua conta.

Poderia dar inúmeros exemplos aqui mas eu só quero levar ao debate que não podemos nos surpreender quando alguém falar que estamos sendo espionados na internet. Já abrimos há muito tempo mão da privacidade em nome da comodidade (no casos de ter uma conta de e-mail sem pagar em troca do servidor saber o que eu gosto e o que eu ando fazendo).

Tem gente que se inscreve para determinados programas de televisão para expor toda a sua intimidade em troca de dinheiro. O que esperar então da tecnologia?

Só nos resta uma coisa: ter cuidado com aquilo que ainda temos controle porque de resto, o que você achava que era só seu, já faz parte da internet (e de todos) há muito tempo.

Até a próxima!