Algumas competências que todo profissional de Segurança da Informação deveria ter

Em um mercado competitivo e dinâmico, o profissional de tecnologia precisa se atualizar constantemente com as novas tecnologias que surgem para evitar ficar desatualizado e perder boas chances de trabalho por falta de qualificação técnica.

Entretanto, algumas competências profissionais não são necessariamente ligadas à tecnologia em si. São habilidades necessárias para um bom desenvolvimento do trabalho ligado a Segurança da Informação.

Por exemplo, é de suma importância que as pessoas que queiram trabalhar com segurança da informação saiba identificar o problema de segurança e tratá-los. Não adianta encontrar uma falha e não ter a menor ideia de como resolver. Encontrar a falha não quer dizer problema resolvido. Muitas pessoas passam com os olhos pelo problema e nem desconfiam qual é a origem da falha por simplesmente desconhecer alguns preceitos básicos da área, como atualizações, hotfix e fóruns especializados.

Nesse mercado, é importante resolver vulnerabilidades no menor tempo possível (logicamente quando as soluções são compatíveis com o que se espera) para evitar prejuízos maiores. Todavia, é necessário ter a competência de analisar se uma solução sugerida serve para determinadas falhas encontradas.

Outra competência básica para um profissional de segurança da informação é ter conhecimento das normas/procedimentos que regem determinadas áreas, como ABNT, SOX, RFC, etc. Dependendo do mercado que o profissional irá atuar, a empresa como um todo tem que atender as exigências de uma determinada norma. Por exemplo, as empresas bancárias/financeiras para entrar na bolsa de valores americana, devem seguir a norma SOX (Lei Sarbanes-Oxley).

Nessa norma, exige-se a criação de mecanismos de auditoria e controle de segurança confiável nas empresas, incluindo a criação de comitês internos para minimizar os riscos aos negócio, mantendo um controle nas operações e atividades da empresa, garantindo a rastreabilidade de qualquer ação realizada em seus sistemas e processos internos.

Executar constantes testes de segurança nos sistemas internos da empresa e emitir um laudo sobre a situação atual é dever inerente para quem trabalha nessa área. É através dos relatórios do resultado de testes de vulnerabilidade é que o profissional poderá tomar determinadas ações ou pelo menos planejar como e quando agir.

Não se pode esperar pelo pior (como a invasão dos sistemas ou paralisação total dos serviços) para entrar em ação. A inércia é um fator determinante para o fracasso de uma organização em relação as questões de segurança da informação pois dependendo do problema encontrado, o trabalho para correção pode ser inviável e aí, as consequências negativas graves serão inevitáveis.

É necessário a criação de procedimentos de investigação e busca de evidências para situações que exijam uma intervenção mais técnica e profissional para levantar a autoria de determinadas situações, algumas delas até criminosas. O ato de um funcionário apagar arquivos sigilosos da empresa ou alguma informação ser repassada para terceiros (sem ter autorização ou mediante suborno), é necessário investigar e chegar na autoria desse crime.

Com procedimentos claros e objetivos, o tempo para executar o processo de investigação será menor pois as ferramentas, o “onde” e “como” procurar está todo descrito no procedimento e que o profissional de segurança da informação saberá exatamente como agir nesses casos.

Com isso, percebemos que não é só de tecnologia que devemos saber quando falamos sobre segurança da informação. Algumas competências intrínsecas ao perfil desse funcionário devem ser atendidas para que a real segurança da informação não fique apenas no nome do cargo, e sim, na atividade fim.

Até a próxima!

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GESTÃO DA SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO

Depois de muitos anos de “insegurança da informação”, temos presenciado algumas vitórias importantes. Desta vez, com força de Norma, a gestão de segurança da informação é marcada pela distinção entre as empresas, com o mesmo impacto e diferencial causados pelas ISO 9001, 9002 e outras, que muitas empresas enfatizam com orgulho e vantagem competitiva no mercado. Finalmente isto poderá atingir, a curto prazo, os aspectos de segurança da informação das empresas, como autenticação da sua qualidade em segurança. No mês de agosto de 2001, a norma britânica BS 7799 – Gestão de Segurança da Informação, teve seu conteúdo aprovado pela ISO, para passar a ser ISO 17799.

Para as empresas em geral, a adoção deste padrão dar-se-á, em primeiro lugar, para que as mesmas mostrem ao mercado que existe efetivamente uma estrutura adequada e que garante a segurança da informação em função das suas necessidades de negócio e, em segundo lugar, para assegurar e demonstrar que o padrão existente é o melhor possível – definido em norma. Assim como as normas ISO voltadas à qualidade, esta tende a ser também um diferencial de competição para as empresas que estiverem aderentes a ela. A atual norma inglesa BS7799 não se limita a aspectos meramente técnicos de processamento, IT e redes, mas abrange todos os aspectos de segurança da organização. Os itens são:

Política de Segurança;
Organização da Segurança; 
Gestão de Ativos; 
Segurança de Pessoal; 
Gestão da Segurança Física;
Procedimentos de Operação de Processamento de Dados e de Rede; 
Controle de Acesso; 
Procedimentos de Desenvolvimento e Manutenção de Sistemas; 
Gestão da Continuidade de Negócios; 
Aderência à Legislação.

Ora, evidentemente a maioria das grandes empresas certamente já se preocupou em algum momento com alguns destes itens e, provavelmente já até os tenha implantado, no todo ou em parte. A questão que vem a seguir é que se o que existe atualmente está compatível com o conteúdo, ou o que preconiza a norma.

Caso, embora a empresa tenha despendido esforços para implantar alguns itens, estes não estejam de acordo, far-se-á necessária uma revisão total dos processos, contando com um diagnóstico inicial, um projeto de adequação e com o desenvolvimento de mecanismos de controle. De qualquer forma, esteja ou não implantada a segurança de forma adequada, estas normas trarão uma oportunidade de uma revisão abrangente no âmbito empresarial. Além disso, podemos concluir que esta análise consumirá recursos e exigirá pessoas experientes neste trabalho, o que tende a causar uma grande procura pelo mercado de profissionais gabaritados e conhecedores das normas mencionadas.

Carlos Caruso (caruso@planeta3.com.br) é Consultor em Segurança Empresarial e de Informações pelas empresas SegNet / C4 e atual vice-presidente do Chapter Brasil da ASIS – American Society for Industrial Security

Link original http://www.securenet.com.br

 

Roney Médice

Analista de Sistemas e Bacharel em Direito