A tecnologia como uma aliada nas manifestações pelas cidades do Brasil

O Brasil, há 20 anos atrás, perdia o seu primeiro presidente do Brasil após o regime militar, pelo processo de impeachment de Fernando Collor. Era uma época em que o povo também se manifestava com a insatisfação do caminho político que o nosso país estava indo. Essa força humana, que se tornou unânime em todo o Brasil, teve o seu desfecho: a queda do presidente.

A diferença da manifestação do povo daquela época para os dias atuais que estamos vivendo é que antes, nascia os chamados “cara-pintada”, grupo de estudantes e jovens que foram na rua após um pedido do então presidente da república, Fernando Collor, que solicitou que todos fossem para rua com um lenço branco para mostrar lealdade ao presidente da nação brasileira.

O que vimos foi uma verdadeira ação contrária, o povo lutando contra a roubalheira, a corrupção e bastou um chamado na televisão para que os brasileiros se manifestassem contra o gestor nacional de nosso país.

Atualmente, as manifestações contam com vários aliados tecnológicos e que permitem uma melhor organização nos protestos e assim, gerar uma comoção nacional de amplitude até então ignorada pelos políticos. Temos as redes sociais, os torpedos de celulares, GPS e outros recursos tecnológicos que proporcionam uma verdadeira manifestação em potencial, articulando grupos de manifestantes e projetando a forma de como tudo vai acontecer nas ruas pelas cidades brasileiras.

Os políticos estão percebendo que o povo não está mais aguentando a forma como o nosso país está resolvendo as pendências sociais. A tecnologia existe e é utilizada para aumentar o efetivo de insatisfeitos que demonstram a sua raiva e insatisfação com os políticos e conseguem se organizar no mundo virtual para ter consequência no mundo real.

Essa é a nossa realidade, dessa geração que nasceu com a internet no berço. A expressão bem conhecida pela população faz jus ao seu sentido: “O povo unido, jamais será vencido!”. Com a tecnologia, essa consequência ultrapassa barreiras e chega ao noticiário dos países desenvolvidos. Estamos estampados nas capas dos principais jornais do mundo. A tecnologia nos ajuda a demonstrar que estamos insatisfeitos com a política brasileira.

A internet é uma grande aliada nesse processo democrático pois viabiliza a nossa manifestação em tempo real para todo o mundo. E já estamos colhendo os frutos dessa organização do povo. As consequências são inevitáveis. O preço das passagens de ônibus voltaram a patamares menores e outras medidas ainda virão a acontecer. Pois essa demonstração de manifestação é mais que o preço da passagem que teve um aumento no seu preço mas a qualidade do serviço prestado continua ruim. Não há uma coerência entre o que se paga e o que se tem de contraparte.

O que se via até então, era pessoas insatisfeitas que se expressavam em pequenos grupos nas redes sociais contra a política brasileira. Mas hoje, a população “acordou” e utilizou a mesma rede social que usavam para reclamar e planejaram algo novo, um protesto nacional com força e vigor.

Contudo, espero que a partir de agora, os políticos percebam a máxima da lei da física que não mente: “Toda ação gera uma reação”. Tem que ser com muita cautela qualquer tipo de ação realizado pelo poder público pois agora, sem medo de errar, basta uma ação errada do governo para o povo voltar as ruas e protestar novamente.

Para frente Brasil!

Até a próxima!

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Confirmando a leitura de um e-mail com a ajuda de um “porco”

No mundo todo, milhares de e-mails são enviados pelos diversos servidores de e-mail existentes na internet, com o objetivo de levar a informação desejada do remetente ao destinatário. Infelizmente, muitos desses e-mails são os temíveis SPAM: mensagens indesejadas e que na sua grande maioria possui conteúdo publicitário.

Nem vou falar a quantidade de e-mail fake (falso) que é enviado aos coitados dos destinatários desavisados que acabam caindo em determinados golpes virtuais por falta de informação e atenção.

Em vários softwares de e-mail (os programas clientes) que os usuários utilizam para ler e enviar e-mails tais como o Outllook, Thunderbird, Lotus, etc, existem opções configuráveis para que seja possível o remetente receber uma confirmação de entrega e leitura por parte do programa de e-mail do destinatário.

Cada programa de e-mail cliente tem o seu local de configuração específico para essa finalidade, que no geral, atende a demanda dos usuários. Entretanto, tenho percebido que determinados administradores de servidores nas empresas, estão desabilitando a opção no servidor de e-mail corporativo para que não seja possível enviar um retorno ao remetente sobre a entrega ou leitura do e-mail por parte do destinatário.

Alguns argumentos são levantados por esses profissionais de TI como: evitar a ação dos spammers que enviam um e-mail para um endereço eletrônico na esperança de receber a confirmação de entrega e assim, validar aquele e-mail na maillist de spam. Outro argumento é sobre a privacidade do destinatário que não quer informar ao remetente qual o momento que foi realizado a leitura do e-mail enviado, ficando o remetente na eterna dúvida sobre a entrega e a leitura do e-mail enviado.

Entretanto, argumentos a parte, podemos resolver essa questão com uma método que é muito usado durante o processo de investigação pericial em crimes eletrônicos com o objetivo de saber se determinado e-mail utilizado para enviar material pornográfico ou com conteúdo ofensivo contra o destinatário ainda está em funcionamento. Usando um “porco”.

Isso mesmo, a técnica utilizada é inserir no corpo do e-mail, uma figura de um porco disponibilizada no site www.spypig.com que ele executará o script no momento que o destinatário abrir o e-mail. É muito simples de usar e garante bons resultados ao remetente que receberá uma confirmação de leitura com informações úteis como versão do browser do destinatário, sistema operacional e outras informações relevantes.

O SpyPig é um site que disponibiliza ao remetente a facilidade de ter uma confirmação de leitura do e-mail enviado independente da vontade do destinatário, querendo ou não, até porque nenhuma mensagem é exibida a ele para permitir ou não esse envio. Tudo é executado via scrpit que tem a sua ação iniciada na mera abertura do e-mail.

Utilize esse recurso e perceba a infinidade de benefícios que esse método de confirmação pode lhe proporcionar.

Até a próxima!

A importância de um ambiente de homologação

A economia gira em torno do consumo que a população realiza nos diversos países de nosso planeta, seja adquirindo produtos ou serviços. E as empresas, para conseguirem se manter no mercado e evitar a sua falência, tem que fazer o dever de casa bem feito como: planejar, controlar, cuidar, administrar, inovar… enfim, precisa de ferramentas tecnológicas para dar conta do recado.

O caminho natural é a compra ou o desenvolvimento próprio de softwares de gerenciamento do negócio para que o empresário saiba como anda as finanças de sua companhia, sem falar que é obrigatório em determinados segmentos da economia a emissão de nota fiscal eletrônica. Nem preciso mencionar que a evolução tecnológica chegou ao ponto que as informações fiscais e contábeis das empresas são enviadas para o governo através de arquivo digital, informações estas geradas por programas de informática.

Todavia, nada adianta ter toda a tecnologia se o empresário não se preocupar com a manutenção e com as atualizações dos sistemas existentes na empresa. É natural que a cada nova mudança na legislação, os softwares corporativos precisam se adequar e para isso, não há outra alternativa senão efetuar a tão temida “atualização”.

Esse é um momento crucial na vida corporativa pois basta realizar uma atualização do ERP (software de gestão corporativa) com algumas falhas de programação para que surja uma enorme dor de cabeça tanto para o profissional de TI que realizou a atualização assim como para o dono da empresa, que não pode correr riscos que levem a sua empresa à falência.

Tive a oportunidade de trabalhar em uma empresa que revendia software e eu era o responsável pelo departamento de testes de software da empresa, com 5 analistas e 1 programador. A responsabilidade era tão grande que bastava um erro matemático no programa em centavos, que poderia levar a uma perda de faturamento diário muito grande, devido ao grande giro de capital que o software controlava.

Um certo dia, fazendo um teste rotineiro, resolvi testar uma função do sistema que para muitos pode ser bem simples. Entrei no software e executei a função “abertura de caixa” (função essa que no comércio seria o inverso do relatório Z, Y, X… que ao final do dia você tira um “razão” do caixa e confere o movimento do dia, verificando o registro no sistema com os valores recebidos). Essa abertura quer dizer que o estabelecimento está abrindo o seu funcionamento e o valor do caixa inicial será o indicado no sistema.

O sistema indicava saldo de R$ 10,00 de caixa inicial (muito útil para ter um saldo inicial que permite troco) e “sangrei” R$ 9,00 (nove reais) no caixa a título de empréstimo. Mesmo achando improvável, sabendo que o sistema indicava saldo inicial agora de R$ 1,00 devido ao “empréstimo” realizado, tentei sangrar mais R$ 9,00 (nove reais) e para a minha surpresa, o sistema PERMITIU! No mesmo instante, abrir um registro de não conformidade, comuniquei a empresa detentora do software o que impossibilitou de atualizar o sistema no cliente final por conta dessa função que estava errada.

Com isso, a importância de se fazer um ambiente de teste antes de se efetivamente atualizar no ambiente de produção é fundamental para qualquer empresa e qualquer software, mesmo os mais simples como o próprio Sistema Operacional. Quem não se lembra de uma atualização de um determinado fabricante de software que após a atualização, milhares de máquinas se recusavam a iniciar?!

O ambiente de homologação deveria ser obrigatório nas empresas e é claro, a sua fiscalização também. Entretanto, com o mercado voraz e a concorrência do mercado muito acirrada, atrasos em atualizações podem gerar prejuízos financeiros nas empresas o que leva a muitos empresários a decidir em atualizar os softwares diretamente no ambiente de produção para corrigir determinados problemas, sem analisar que com essa ação, estará ocasionando em outros problemas e deixando os sistemas vulneráveis.

E você, na sua empresa já implantou um ambiente de homologação?

Até a próxima!

O desafio do profissional de TI em gerar conhecimento

Após anos de estudos e de especialização, muitos profissionais de TI continuam a estudar e a aprender sobre determinados assuntos que são de pouco conhecimento entre eles. E isso não poderia ser diferente até porque na informática, a tecnologia fica obsoleta rapidamente.

Logicamente que ainda persiste algumas tecnologias que foram novidades no passado que ainda não ficaram obsoleta mas a questão é até quando eles continuarão a ser utilizados.

Com o crescimento tanto em volume quanto em qualidade, obriga ao profissional de TI vasculhar zilhões de dados, transformando em informação e tentando gerar conhecimento na velocidade que se consegue entender e aprender as novidades dessa área tão concorrida e desleal.

Algumas empresas contratam estagiários, engenheiros, administradores para gerir o parque tecnológico corporativo. O salário muita das vezes fica a desejar devido a essa promiscuidade das pessoas em aceitar por qualquer salário uma responsabilidade que deveria ser de profissionais formados em sua base educacional, com tecnologia.

O profissional de TI formado em outras áreas como Direito, Administração, Contabilidade, vai ter uma visão mais abrangente e interdisciplinar que outros profissionais que meramente são formados em tecnologia.

É comum ocorrer algumas “perseguições” virtuais de profissionais mal qualificados ou com pouca experiência na área tecnológica para tentar induzir que você não é um bom profissional. Como todos, uma vez ou outra, na vontade de passar conhecimento para as demais pessoas da área, cometemos algumas gafes como não informar de quem é o verdadeiro proprietário do conhecimento.

Diga-se de passagem que mesmo após uma centenas de publicações em sites e em várias revistas de renome (incluindo Revista Espírito Livre e ISSA Brasil) e participação em podcast (Como o StaySafe Poscast – http://www.staysafepodcast.com.br/edicoes/24-StaySafe-02-2011.mp3 , o que poucos tem esse privilégio de serem convidados para demonstrar o seu conhecimento) basta um pequeno descuido e pronto, tem alguém no seu calcanhar para tentar de derrubar.

Normal, esse é o nosso mundo. Principalmente quando as pessoas aceitam seus cargos e muitas responsabilidades em troca de um “pão”, mas não contribuem com nada na sociedade acadêmica com nenhum artigo, aula, podcast e vídeos.

O profissional de TI gosta de gerar conteúdo e também repassar outros, mas geralmente não se preocupa (mas deveria) em informar de onde o seu conhecimento está sendo repassado, quando não é gerado por si.

Diante do exposto, acredito que é um grande desafio para nós de TI gerar conhecimento e replicar para aqueles que vão aprender algo ou que querem aprender, e não para aqueles que estão dispostos a “derrubar” outros profissionais.

ATÉ A PRÓXIMA!

Deep Web: a navegação underground na internet

Os livros tradicionais são utilizados em muitas escolas para transmitir o conteúdo aos seus alunos. Em algumas situações, como o vestibular e o Enem, é importante saber o que está lendo e interpretar as ideias. A internet revolucionou os métodos de pesquisa e agilizou bastante o tempo em busca da informação.

O problema é que durante a busca de informação, os livros tradicionais não possuem o grande perigo existente na internet, cujo o conteúdo pode ser diferente a cada resultado de uma pesquisa, o que não ocorre nos livros (sejam eles impressos ou digitais) pois o assunto está delimitado pela obra propriamente dita. Não tem o perigo de se abrir um livro que trata sobre voz sobre ip e se deparar com fotos de pedofilia, por mais que você procure entre os capítulos.

Na internet, cada pesquisa é uma aventura, principalmente se a pesquisa não for realizada na forma “tradicional” da web, utilizando os sites de buscas no navegador padrão. O que as pessoas não sabem é que existe uma navegação mais obscura da internet onde poucos tem o conhecimento da sua existência e que muita das vezes, conteúdos ilegais e imorais são propagadas nesse lado negro da internet, que pode corresponder a 90% do conteúdo existente na internet.

A chamada Deep Web é uma navegação mais profunda da internet onde são utilizados navegadores apropriados para permitir abrir sites criptografados e criados com o objetivo de propagar conteúdo ofensivo e criminoso. Podemos citar o projeto TOR, que tem a finalidade de permitir uma pesquisa na internet de forma “anônima” e também compartilhar informações entre criminosos, como fotos de pedofilia, nazismo e muitos outros assuntos que nem imaginamos de forma mais privativa e oculta.

Esse artigo não tem o intuito de ensinar a navegar nesse “mundo underground” da internet mas de informar que existe uma rede totalmente desconhecida pela grande maioria dos internautas. Eu tive a oportunidade de participar no evento do ICCYBER em Brasília-DF e percebi como essa rede negra da internet está em profunda atividade.

A rede em si é bem planejada, com sites trabalhando em cima de criptografia e em camadas. Fazendo uma referência com a cebola, para você chegar ao núcleo dela, tem que passar por varias camadas. Nessa rede, normalmente os sites possuem a extensão .onion, referindo-se a tradução para cebola. Dentro da Deep Web, existem sites de buscas específicos para essa rede, cujos links tem a sua extensão grande e que pode a cada momento mudar de nome para tornar o rastreamento mais difícil pelas autoridades policiais. A medida que você vai passando pelas camadas, ou seja, vai passando de site em site, vai descendo cada vez mais no fundo dessa internet misteriosa e deparando com conteúdos repugnantes.

Existem relatos que o grupo do Wikleak consegue diversos documentos confidenciais através da Deep Web, onde vários internautas integrantes dos órgãos governamentais compartilham entre si o material, chegando em algum momento ao conhecimento do Wikleak. As vezes, até devido o descuido nas permissões de acesso dos computadores envolvidos para que se torne possível o funcionamento dessa navegação negra da internet é que o material acaba sendo vazado.

Contudo, esse artigo serve mais para divulgar o ambiente hostil da internet que existe e que nem temos ciência. Não tenho o proposito de indicar o caminho a ser feito para ter acesso aos conteúdos que trafegam na Deep Web. Primeiro que não me sentiria confortável em saber que mais pessoas teriam contato com os conteúdos mais perversos existentes na internet por minha iniciativa, o que infelizmente tive que ter em alguns sites para percorrer o caminho e comprovar a existência desse lado negro da internet, que prefiro não retornar a navegar por esses sites pois as imagens cruéis compartilhadas nesse meio e que a nossa mente vê, é difícil de se esquecer com facilidade.

E segundo, não quero me tornar parte desse submundo.

Então, quer uma dica? Fique com a navegação da internet que você conhece pois não está perdendo nada…

Até a próxima !

Google: a arte de aprender ou simplesmente “Copiar, Colar”?

O mundo gira em torno de dados que após devidamente interpretados vão gerar uma informação. A questão é como essa informação é utilizada ou absorvida pelas pessoas, que pode virar um conhecimento ou simplesmente continuar sendo uma informação que será replicada sem ocasionar em nenhum benefício para o portador da informação.

Os nossos antepassados devem está se remoendo nos túmulos quando falamos que não pesquisamos mais informação em bibliotecas, livros ou outro meio de pesquisa mais concreto e palpável. Pode ser que algumas pessoas prefiram realmente realizar o seu estudo lendo bons livros ou visitando uma boa biblioteca mas podemos afirmar que é uma minoria.

Nas próprias bibliotecas é muito difícil manter um acervo atualizado, com dados recentes ou uma pesquisa que foi realizada no mês passado pelo IBGE, por exemplo. A velocidade de atualização dos livros de uma biblioteca fica muito além da velocidade de hoje onde as informações são transmitidas na internet.

Hoje, você já encontra coleções e enciclopédias sendo ofertadas no comércio eletrônico assim que saem das editoras ao passo que nas bibliotecas tradicionais, normalmente a atualização é realizada a cada ano, até porque é necessário realizar uma pesquisa para saber quais os livros são necessários atualizar com urgência e temos o fator custo, que impede que uma biblioteca seja atualizada o seu acervo mensalmente.

A necessidade pelo conhecimento nos faz partir em busca da informação e nos dias atuais, a melhor fonte que temos e conhecemos é a Internet, mais precisamente o Google, por muitos chamados de “Santo Google”.

A questão é: como utilizar o conhecimento adquirido como fonte primária da informação o Google? Quando falo do conhecimento adquirido é a pesquisa realizada nesse site de busca e após a leitura de uma determinada informação, ocorreu uma absorção do conteúdo e assim, a utilização do conhecimento é válido para replicar o conhecimento ou simplesmente sintetizar em um trabalhoO mundo gira em torno de dados que após devidamente interpretados vão gerar uma informação. A questão é como essa informação é utilizada ou absorvida pelas pessoas, que pode virar um conhecimento ou simplesmente continuar sendo uma informação que será replicada sem ocasionar em nenhum benefício para o portador da informação.

Os nossos antepassados devem está se remoendo nos túmulos quando falamos que não pesquisamos mais informação em bibliotecas, livros ou outro meio de pesquisa mais concreto e palpável. Pode ser que algumas pessoas prefiram realmente realizar o seu estudo lendo bons livros ou visitando uma boa biblioteca mas podemos afirmar que é uma minoria.

Nas próprias bibliotecas é muito difícil manter um acervo atualizado, com dados recentes ou uma pesquisa que foi realizada no mês passado pelo IBGE, por exemplo. A velocidade de atualização dos livros de uma biblioteca fica muito além da velocidade de hoje onde as informações são transmitidas na internet.

Hoje, você já encontra coleções e enciclopédias sendo ofertadas no comércio eletrônico assim que saem das editoras ao passo que nas bibliotecas tradicionais, normalmente a atualização é realizada a cada ano, até porque é necessário realizar uma pesquisa para saber quais os livros são necessários atualizar com urgência e temos o fator custo, que impede que uma biblioteca seja atualizada o seu acervo mensalmente.

O que normalmente ocorre quando a maioria das pessoas fazem as suas pesquisas no Google para encontrar um assunto e depois repassar para alguém, seja ao professor um trabalho escolar ou ao chefe para demonstrar a solução de um problema, raramente é mencionado a fonte da solução. Em melhores palavras, o nome do autor!

Logicamente existem pessoas que pesquisam no “Santo Google” e após encontrar o que procuram, conseguem sintetizar a ideia ou simplesmente aprender o conteúdo realizando uma síntese do material encontrado, uma espécie de resumo que pode ser através de registro de tópicos, para aqueles que tem maior habilidade em memorização.

Os professores recebem a cada dia, trabalhos de pesquisa realizados pelos seus alunos que dão uma demonstração certa do ato “Copiar, Colar”. Eles nem dão ao trabalho de mudar as palavras, acrescentar conteúdo e alguns, menos atenciosos, esquecem de remover o nome do autor no fim do trabalho ou não sabem remover o nome de quem fez o trabalho que se encontra no rodapé da página.

A internet trouxe muita agilidade em nossa vida, proporcionando uma forma de aprender conteúdos novos e muita das vezes sem precisar pagar pela informação. Logicamente que devemos nos preocupar com a fonte da informação que estamos tendo acesso pois o que nem sempre o que circula na internet tem a sua veracidade confirmada.

Pode-se separar o processo de aprendizagem em dois momentos: antes do Google e depois do Google. Após a criação do Google, a indexação dos sites na internet possibilitou economizar tempo na busca da informação mas não necessariamente trouxe aprendizado. Quem copia e cola, sem nem ter o trabalho de ler o que está fazendo, não vai ter contato com a arte de aprender com o Google.

E você, conhece quem foi Stan Laurel e Oliver Hardy?

Vai pesquisar para aprender ou simplesmente “Copiar, Colar”?

Até a próxima!

Facebook Home: a evolução do Outdoor tradicional?

O mundo capitalista gira em torno do ato de comprar e vender produtos e serviços, onde o comerciante tem a preocupação em vender o seu produto/serviço e no outro lado a figura do consumidor, que deseja algo para consumir (se tratando de serviço) ou para ter (quando falamos de produto).

A preocupação do empresário é conseguir com que as pessoas saibam o que ele está comercializando pois nada mais frustrante que chegar ao final do dia e o estoque nem saiu do lugar ou aquele estabelecimento comercial que aluga quartos para uma noite tranquila, fique vazio e cheirando a mofo.

O consumidor precisa também conhecer o que há no mercado para satisfazer a sua vontade. Imagina em um determinada situação em que você precisa viajar para uma cidade e não sabe quais são os hotéis existentes na cidade em que ficará hospedado por alguns dias e não deu tempo de pesquisar na internet a relação de hotéis da cidade. O jeito é pesquisar quando chegar no destino, de alguma forma ou outra vai ser possível encontra um quarto para dormir.

Uma forma de se fazer propaganda e que tem sido usada há muito tempo é o chamado Outdoor. Quem nunca passou por uma local e uma propaganda está lá toda estampada em uma placa enorme de madeira ao lado da rua, avenida ou estrada, com o anúncio da propaganda (mesmo que seja propaganda política) de tamanho considerável que dificilmente alguém vai passar e não vai ler.

Geralmente, o comerciante aluga o espaço para ter o seu anúncio mostrado por um determinado tempo e após esse prazo, outra propaganda toma conta do espaço e assim por diante, em que no mesmo local pode ao longo do ano, existir centenas de propagandas diferentes.

Atualmente, o Facebook inovou e lançou o Facebook Home, uma espécie de interação da rede social que pode ser acomodado na área de trabalho inicial do seu celular, permitindo que você fique atualizado com o que passa na grande rede social e assim, não poderá ter mais a desculpa que não tem tempo para ler o que acontece por lá.

Entretanto, a análise dessa inovação não pode ser tão superficial a ponto de acreditar que o objetivo do Facebook Home é só manter o usuário da rede social atualizado com os feeds de notícias dos amigos. Percebo que no futuro, como forma de angariar lucro e visibilidade, o Facebook pode incentivar que patrocinadores comecem a utilizar esse meio para fazer as suas propagandas, encontrando um público farto e gigantesco de possíveis consumidores.

Afinal, estamos quase alcançando a taxa de um celular para cada habitante no Brasil. Imagina a situação: uma grande empresa automobilística coloca um anúncio de lançamento de um novo carro no mercado brasileiro e utiliza o Facebook home para isso. No momento que você desbloquear a tela do seu celular, como o Facebook home estará na sua página inicial, a primeira mensagem que você irá ler será a propaganda paga. Somente depois conseguirá ler as mensagens dos amigos.

Grande sacada? Pode ser, afinal, o anúncio do outdoor tradicional, aquele fixo no chão só tem visibilidade para quem passa no local. Se eu não costumo passar na mesma localidade do outdoor, nunca saberei do anúncio. Agora, com o Facebook Home, aonde você estiver, receberá um anúncio de um determinado produto ou serviço. Isso que eu chamo ( e estou inventando) de “mobildoor”.

Até a próxima!