Qual das formas de trabalho escolher: Pessoa Física ou Pessoa Jurídica?

O Brasil possui centenas de faculdades que preparam o aluno para a sua vida profissional nos diversos cursos de graduação oferecidos pelas instituições de ensino, podendo o estudante escolher qual a profissão que deseja ou optando por um curso menos concorrido no vestibular, ignorando as consequências futuras dessa sua escolha.

O aluno de um curso superior em informática (engenharia, sistemas, jogos, etc) ao longo do curso, começa a observar a tendência do mercado quanto à contratação de novos profissionais de TI e os requisitos técnicos que estão em alta. Dependendo da empresa onde o estudante opte por concorrer a uma vaga de emprego, poderá ter uma relação de concorrência de candidatos x vaga até maior que ele tinha enfrentado para entrar na faculdade.

 dúvida de muitas pessoas que estão em busca de emprego ou os que já estão anos labutando na área de tecnologia é a seguinte: trabalhar como pessoa física ou pessoa jurídica dentro das empresas?

Dependendo da escolha e do momento, ter uma relação de trabalho com uma empresa através da constituição de uma empresa jurídica, poderá o profissional de TI a chance de ter uma salário líquido no final do mês maior que se tivesse optado por trabalhar na empresa como um trabalhador assalariado pessoa física (CLT – Consolidação das Leis Trabalhistas).

Entretanto, a opção por pessoa jurídica em uma relação de trabalho deve ser levado em conta diversos fatores para que se possa escolher a forma de trabalho que deseja. Em um momento inicial, o salário maior no final do mês como PJ pode tapar os olhos para os benefícios que possuem quem trabalha como PF.

O profissional de TI empregado como Pessoa Física tem os benefícios sociais e legais que a CLT oferece como: férias, 13º salário, férias, plano de saúde, jornada de trabalho limitado, horas extras, etc. Não quer dizer que essa forma de trabalho é a melhor por ter esses benefícios, apenas é necessário ponderar o que cada uma oferece para que a opção pela forma de trabalho seja mais clara possível e evite desilusões futuras ao funcionário.

No caso de escolher trabalhar como pessoa jurídica dentro de uma empresa, a principal mudança em relação à pessoa física é que a relação de trabalho entre a empresa onde o profissional vai exercer as suas atividades laborais e o próprio trabalhador se dará por intermédio de um contrato comercial.

Nesse contrato, haverá direito e deveres de ambas as partes e no final do mês, o profissional de tecnologia será remunerado conforme o acordado no contrato, nem mais nem menos. Será um valor combinado entre as partes e que remunera os serviços prestados pelo trabalhador à empresa. Em contrapartida, a empresa mesmo pagando um pouco a mais para a pessoa jurídica do profissional, ainda sim estará economizando no final do mês pois não terá a obrigação de recolher os encargos sociais e trabalhistas desse trabalhador como se ele fosse pessoa física.

Alguns pontos devem ser levados em conta antes de escolher como trabalhar para uma empresa: seja PF ou PJ. Primeiro é que se você gosta de ter benefícios sociais garantidos no final do mês, deseja tirar umas férias e pensa em trabalhar sem se preocupar se amanhã ainda estará na empresa, sugiro pensar na forma de trabalho como pessoa física, e adotar a CLT como sua base da relação de trabalho. No final, terá a sua jornada de trabalho determinada no momento da contratação, poderá descansar no horário fora do expediente comercial e aproveitar o seu final de semana (como profissional de TI nem sempre isso é possível).

No caso de PJ, pense que será uma relação comercial, entre você a empresa. É um contrato jurídico que possui cláusulas contratuais com direitos e deveres de ambas as partes e você será remunerado pelos serviços prestados. Uma informação importante é que como PJ, a empresa tende a dispensar o funcionário que trabalha nessa modalidade com mais facilidade pois não incorre para a empresa o peso do carga tributária e trabalhista no momento de dispensar os seus serviços técnicos. Não haverá multa de FGTS, pagamento de benefícios sociais proporcionais e outros créditos a não ser o valor estipulado em contrato.

Como PJ, a tendência é do profissional trabalhar mais horas para a empresa e não existe a hora extra. Sempre tem o risco do fim da relação comercial a qualquer tempo (observando as cláusulas contratuais que podem estipular multas por rescisão sem justa causa por ambas as partes). Para a empresa contratante, os custos dessa dispensa ainda sim são menores que uma dispensa sem justa causa para os trabalhadores pessoa física.

Contudo, a escolha da forma de trabalho é uma decisão pessoal do profissional de TI quando a empresa onde se quer trabalhar permite as duas formas de trabalho. Caso contrário, se não quer ter trabalho para abrir uma empresa ou acha que é muito difícil essa forma de trabalho, corra atrás das vagas de emprego como pessoa física e garanta o seu lugar no mercado de trabalho.

Assim, você garante um lugar na aposentadoria se trabalhar desde cedo e começar a contribuir para a previdência social.

Até a próxima!

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O Profissional de TI precisa aprender a dizer “não”

O conhecimento é fundamental para realizar o progresso natural dentro de uma carreira construída com muito esforço, dedicação e empenho. E essa progressão na vida profissional, precisa ser bem planejada para evitar a frustração na carreira e evitar o que tem acontecido com frequência: a troca de área de atuação.

A questão é que bons profissionais estão mudando cada vez mais de área por falta de incentivos nas empresas onde trabalham, trocam constantemente os horários que deveriam ser de lazer por horas de trabalhos em troca de um minguado extra no final do mês ou até quem diga uma certa “compensação” nos locais de trabalho que utilizam o sistema de banco de horas. Nesse caso, o funcionário faz as “horas extras” e o funcionário ao invés de receber em valores o trabalho executado fora do expediente normal de trabalho, ele tira um dia ou algumas horas de folga para compensar esse trabalho extra.

O problema é que esse tipo de modalidade realmente não compensa para a maioria dos trabalhadores de TI pois quem trabalhou após o expediente, quer na verdade um reconhecimento por parte da empresa pelo seu esforço dedicado à companhia e que no futuro próximo, seja merecedor de um aumento de salário com base em suas tarefas em horário extra ou uma promoção de cargo.

Alguns profissionais de TI até gostam de trabalhar após o expediente pois preferem folgar em um determinado dia na semana. Cada um tem o seu pensamento mas já parou para refletir que o dia de folga não se aproveita do mesmo jeito que seria um dia de final de semana com a família?

Se folgar em dia da semana provavelmente seu companheiro ou companheira vai está trabalhando. Seus amigos vão está trabalhando. Como aproveitar o seu dia de folga na mesma intensidade se fosse um domingo, por exemplo?

O que na verdade vai acontecer é você achar que está “abafando” ficando na praia pegando aquele sol em plena manhã enquanto todo mundo está trabalhando. Sim, mas não esqueça que você está sozinho na praia. No fundo, você fica com um sentimento que deveria está trabalhando. Pior ainda para aqueles profissionais que dão aula a noite ou tem outro compromisso profissional em outro trabalho. A folga não vale de nada.

Portanto, é importante saber dizer não em determinados momentos para evitar esse tipo de situação. Lógico que muitos devem está pensando: “se eu disser um ‘não’, serei despedido, tenho que trabalhar até mais tarde fora do expediente”. Perceba que o “não” realmente não pode ser utilizado para qualquer momento mas tem coisas que a negativa tem que ser imposta, para evitar o stress desnecessário tanto para o profissional de TI como para o administrador de empresas.

Um exemplo esclarecedor que pode ser contornado pelo responsável dos sistemas de informática na empresa é quando em uma sexta-feira, faltando 1 hora para acabar o expediente, o seu chefe é comunicado pela empresa responsável pelo programa ERP que existe uma nova atualização no módulo de contabilidade e assim, ele quer que você faça a atualização no servidor para que todas os computadores estejam atualizados.

Nessa hora, é necessário cautela e coragem. Primeiro, essa atualização vai gerar produção ao setor beneficiado pela atualização após o expediente? Ou o seu chefe quer meramente que se atualize os sistemas para amanhecer na segunda-feira com o sistema atualizado? Ora de dizer “não” para o seu chefe propondo uma solução (alternativa). Informe os riscos de se atualizar um sistema no servidor no início de um fim de semana, se algum funcionário precisar trabalhar no sábado e o sistema acusar algum erro de funcionamento motivado pela atualização, é provável que você seja encontrado para trabalhar no fim de semana.

Solução plausível: atualize (quando possível) somente no computador do setor beneficiado pela atualização e deixe para atualizar no servidor no início da semana que vem. Se essa solução não for agradável, informe ao seu chefe os riscos de se atualizar e que a empresa pode não conseguir falar com você no fim de semana se houver necessidade. Fala que você está planejando um passeio com a família no final de semana para uma sítio que lá não pega sinal de celular.

Ele refletirá os riscos e com certeza, aceitará os seus argumentos e preferirá alterar o sistema quando você estiver por perto. Dessa forma, ele acabou aceitando o seu “não”, mesmo que indiretamente.

Até a próxima!

Ganhou dispositivo do Chefe? Não, não é presente. É mais trabalho!

As inovações tecnológicas estão presentes em nossa vida e a cada dia que passa, mais uma novidade é lançada no mercado para atender as expectativas de um público bem exigente, com gosto pela marca do produto, qualidade, os recursos disponíveis e além disso, por um preço justo que justifique todas essas características.

Quando os pequenos computadores portáteis foram lançados, os notebook, virou um febre. As pessoas queriam comprar a todo custo pois era novidade e na época o marketing foi forte em conquistar o gosto dos consumidores, forçando muita das vezes a venda do equipamento para consumidores que na verdade não precisavam, mas simplesmente achavam prático e bonito, pagando pelo valor.

Muito pai de família teve que fazer horas extras, trabalhar em dois turnos para satisfazer um pedido da esposa ou dos filhos para comprar o tão sonhado notebook. Algumas pessoas chegavam a fazer consórcio. Nem vou mencionar as que se endividavam.

Depois de um tempo, o momento do notebook passou e chegou o netbook, um aparelho mais compacto, mais leve, ideal para aquelas tarefas mais simples como uma palestra e até mesmo substituir o caderno, acabando com o papel e com a mochila pesada com tantos cadernos. Coitados dos professores que não sabiam mais se o aluno estava digitando a matéria da aula ou conversando nas redes sociais.

O momento agora é do smartphone, um aparelho de celular que tem recursos basicamente de um computador, além da simples função de fazer e receber ligações. Ele manda e-mail, acessa a internet, entra nas redes sociais, tira foto, grava filmes, etc. Os mais modernos tem tela de retina, outros gravam em full hd, tela com 6 polegadas de tamanho, processador com vários núcleos, enfim, é o equipamento do momento.

Eu fico vendo que em determinados lançamentos de smartphones, fica uma multidão na fila desde a madrugada para comprar o celular no dia seguinte, nas primeiras horas de funcionamento comercial correndo o risco de ser pisoteado e até mesmo ser agredido fisicamente por consumidores concorrentes que não querem nem pensar na ideia de voltar para a casa sem o aparelho.

Como o seu chefe é bonzinho e sabe dos seus sonhos, ele acaba te fazendo um “favorzinho”. Te presenteia com um belíssimo Smartphpone de última geração, aquele que você andava economizando dinheiro a todo custo para um dia ter condições de pagar e enfim, também ficar na “moda” com a galera que tem um celular desse.

Pronto, você está feliz, agradece ao seu querido chefe e esquece todas aquelas chamadas de atenção que recebeu no passado, aquele pedido de aumento de salário que foi negado e as horas extras que teve que fazer a pedido do chefe, bem naquele dia da festa de aniversário da sua mãe. Nada disso mais importa, o chefe te deu um “presente” dos sonhos….

Leve engano. Após passar o momento de euforia do funcionário, que dependendo do smartphone pode levar até uma semana para passar, voltamos ao nosso cotidiano e ele percebe agora que a sua vida profissional mudou. Antes de ter o aparelho, os e-mails que entravam na sua caixa postal após o expediente só seriam respondidos no dia seguinte ou no próximo dia útil, no caso dos finais de semana.

Agora tudo mudou. O e-mail da empresa está configurado no seu celular e a cada 30 minutos você não consegue mais viver sem ter que dar uma olhadinha no celular para saber se chegou algum e-mail importante. Afinal, agora posso responder aos e-mails no próprio aparelho, não deixando para depois aquilo que você pode fazer agora. Incrível! E sem receber hora extras, afinal, você ganhou o aparelho do chefe e tem aquele sentimento do dever de retribuição.

Na madrugada, o celular toca e alguém do turno na empresa não está conseguindo encontrar um determinado documento no servidor. Mas para você não tem problema pois tem um smartphone na mão e prontamente realiza aquela conexão remota com o servidor da empresa, acha o documento e informa ao funcionário onde está. Pronto, fez o seu dever de bom funcionário e agora está feliz podendo voltar a dormir.

Contudo, o funcionário passa cada dia mais relacionado com a empresa e menos atencioso com a família pois tem um ‘presente” nas mãos que o condicionou a trabalhar em qualquer hora pela facilidade que o celular lhe proporciona. Ele está feliz por ter um smartphone “da hora” e a empresa está feliz por ter um funcionário produtivo que só lhe custa o salário do horário de expediente e trabalhando por 24h.

Podemos concluir que presentinho tecnológico do chefe não é presente, É TRABALHO!

Até a próxima!