Existe o aprendizado nas redes sociais?

Revistas, jornais, livros, enciclopédias…. são todas fontes de informação para aqueles que buscam o conhecimento. Existem diversas publicações para os mais variados gostos e áreas de informação especializada, como as revistas médicas que a cada dia demonstram os recentes estudos da medicina e os trabalhos científicos revolucionadores.

Mesmos aqueles que não são médicos, podem ler uma revista desse tipo para ficar por dentro do que se descobre na ciência e tecnologia. A busca pela informação é um fator determinante para destacar as pessoas que gostam de aprender, que tem afinidade pela leitura, pelo aprendizado e pela curiosidade em si.

Desde pequenos somos habituados à leitura pelos nossos professores na escola e dentro de casa, através do incentivo pelos nossos pais. Certamente algumas pessoas não vivenciaram esse momento ou fase da vida, devido algum motivo especial ou simplesmente não tiveram essa oportunidade de aprender a ler no momento certo. Mas nem tudo está perdido, qualquer hora é hora de aprender.

Principalmente com o surgimento da internet, a referência passou a ser o site de busca da Google, que permite encontrar qualquer tipo de assunto em um curto prazo de tempo. Dessa forma, trouxe um ganho no tempo de pesquisa e agilidade na tarefa de pesquisa, com resultados interessantes e focando o objetivo do assunto a ser encontrado.

E com as redes sociais, será que é possível aprender algum assunto e não simplesmente ficar enviando mensagens e bater papo com os amigos? As redes sociais, independentemente de ser o Facebook, Orkut, Twitter, em que cada uma tem as suas próprias características de funcionalidade, no final tem a mesma missão de integrar e realizar uma socialização entre os amigos, criando uma rede de amizades ou seguidores que tem algo em comum.

A ideia em comum nessas redes sociais é permitir ao usuário da rede social explanar para os amigos alguma mensagem ou informação que queira compartilhar com todos. E é nesse contexto que analisamos determinadas pessoas em como utilizam a rede social, se para o objetivo principal de simplesmente reencontrar os velhos amigos ou aproveitar a rede social e enxergar uma oportunidade de transmitir conhecimento e ensinar as pessoas que queiram aprender.

Contudo, verifiquei que certas pessoas tem vocação por ensinar e acabam utilizando a rede social como meio multiplicador de informações. Por exemplo, se você quer aprender Cálculo (matemática da derivada e integral), existem diversos grupos no Orkut que falam a respeito. Já se o assunto for aprender a tocar algum instrumento musical, no Facebook tem diversas páginas que ensinam as pessoas a tocar certos instrumentos.

Particularmente, eu verifico mais essa atividade do aprendizado nas redes sociais no Twitter, em que várias pessoas conseguem escrever em 140 caracteres qualquer conceito sobre uma determinada informação, comandos de sistema operacional e até mesmo um breve resumo de um assunto e colocam o link para continuar os estudos sobre o assunto em um determinado site.

O YouTube, que por muitos não se enquadra no conceito de rede social e sim de um tipo misto entre rede social e mídia social, existe uma infinidade de vídeo aula ensinando os mais diversos assuntos para todos os gostos. Quem não pesquisou sobre um determinado assunto que o professor na escola não conseguiu explicar muito bem ou precisa fazer um exercício e esqueceu a fórmula?

Contudo, o mais interessante é a vontade das pessoas em querer aprender e buscam nas redes sociais um incentivo para buscar conhecimento. Quando alguém posta regularmente um assunto que as pessoas gostam, a tendência é continuar lendo os posts sobre a informação e assim, vai se adquirindo conhecimento e formando o aprendizado, utilizando para isso, as redes sociais.

E você, o que aprendeu hoje na sua rede social?!

Até a próxima!

A Internet mata!

Assaltos, roubos, sequestros…. crimes que acontecem cada vez mais em nossa sociedade e que não aguentamos mais escutar. Todos os dias nos jornais, revistas e na televisão, sempre tem uma notícia que revela a crueldade do ser humano, por mais simples que seja a ação.

As pessoas buscam evitar sair de casa, andar em lugares escuros e tentam não sair de casa por motivos banais, uma situação que na década passada não era concebida essa situação.

Nossa geração de pais e avós eram acostumados a brincar na rua e andar pela cidade nas noites boêmias sem ter a menor preocupação com a violência. Estamos cada vez mais aprisionados em nossos lares em busca de uma segurança que deveria ser de responsabilidade do Estado enquanto estivermos nas vias públicas. Assim, o cidadão que paga os seus impostos fica “preso” em sua casa enquanto que os criminosos ficam soltos andando pelas ruas escolhendo a próxima vítima.

A internet acaba sendo um refúgio para muitas dessas pessoas que preferem ficar em casa a correr o risco de se expor na rua e ser alvo de um “sequestro relâmpago” ou um simples assalto. O temor é pela violência em si, independente do resultado do crime se for patrimonial ou pagar com a sua própria vida.

Entretanto, se você acha que ficar em casa navegando na internet a sua família está segura, cuidado, você está correndo o mesmo risco que um assalto na rua com resultado morte.

Os jovens de hoje buscam adrenalina, gostam de desafiar os seus próprios pais, em muitos casos dão mais ouvidos aos “amigos” que aos próprios pais. É uma consequência da evolução tecnológica em que vivemos. Infelizmente, existem temas na internet que não agradam a todos mas se uma família não estiver estruturada emocionalmente, tudo o que o adolescente ler na internet, achará que é uma verdade.

Ultimamente, tivemos notícias de adolescentes que cometeram suicídio em acreditar em uma seita virtual que banalizava Deus e glorificava o diabo. Percebe-se que nas famílias não há mais o diálogo, aquele ritual de todos sentarem juntos à mesa para almoçar, jantar…. Cada um no seu horário e no seu momento.

Um exemplo é de um adolescente de 16 anos que trocou a escola e os amigos pela internet. Navegava horas e mais horas na grande rede e virava madrugadas pesquisando diversos assuntos até chegar em um que a curiosidade pelo tema virou algo doentio: Satanismo. O menino encontrou uma seita virtual que pregava o pacto com o diabo e a oferenda de sua alma em troca de paz e harmonia após a morte.

O resultado foi uma repentina mudança no seu jeito de agir, da forma como tratava os pais que quase já não se conversavam entre eles dentro de casa, não frequentava a igreja e avisou que tinha feito um pacto com o diabo: não passaria dos 18 anos!

Seus pais, ao voltarem da igreja, encontraram o filho enforcado dentro de casa e viram que o filho deles antecipou o pacto com o diabo. Se enforcou no quarto com 17 anos, deixando uma vida longa pela frente que poderia ter aproveitado e preferiu a escolha de algumas palavras que leu na internet, trazendo para si a verdade “absoluta”.

Normalmente os nosso jovens não possuem senso crítico e estamos perdendo futuros formadores de opinião para a Internet sem fronteiras e sem limite. Só posso confirmar uma situação que venho meditando nesses dias: A internet mata!

Até a próxima!

Google: a arte de aprender ou simplesmente “Copiar, Colar”?

O mundo gira em torno de dados que após devidamente interpretados vão gerar uma informação. A questão é como essa informação é utilizada ou absorvida pelas pessoas, que pode virar um conhecimento ou simplesmente continuar sendo uma informação que será replicada sem ocasionar em nenhum benefício para o portador da informação.

Os nossos antepassados devem está se remoendo nos túmulos quando falamos que não pesquisamos mais informação em bibliotecas, livros ou outro meio de pesquisa mais concreto e palpável. Pode ser que algumas pessoas prefiram realmente realizar o seu estudo lendo bons livros ou visitando uma boa biblioteca mas podemos afirmar que é uma minoria.

Nas próprias bibliotecas é muito difícil manter um acervo atualizado, com dados recentes ou uma pesquisa que foi realizada no mês passado pelo IBGE, por exemplo. A velocidade de atualização dos livros de uma biblioteca fica muito além da velocidade de hoje onde as informações são transmitidas na internet.

Hoje, você já encontra coleções e enciclopédias sendo ofertadas no comércio eletrônico assim que saem das editoras ao passo que nas bibliotecas tradicionais, normalmente a atualização é realizada a cada ano, até porque é necessário realizar uma pesquisa para saber quais os livros são necessários atualizar com urgência e temos o fator custo, que impede que uma biblioteca seja atualizada o seu acervo mensalmente.

A necessidade pelo conhecimento nos faz partir em busca da informação e nos dias atuais, a melhor fonte que temos e conhecemos é a Internet, mais precisamente o Google, por muitos chamados de “Santo Google”.

A questão é: como utilizar o conhecimento adquirido como fonte primária da informação o Google? Quando falo do conhecimento adquirido é a pesquisa realizada nesse site de busca e após a leitura de uma determinada informação, ocorreu uma absorção do conteúdo e assim, a utilização do conhecimento é válido para replicar o conhecimento ou simplesmente sintetizar em um trabalhoO mundo gira em torno de dados que após devidamente interpretados vão gerar uma informação. A questão é como essa informação é utilizada ou absorvida pelas pessoas, que pode virar um conhecimento ou simplesmente continuar sendo uma informação que será replicada sem ocasionar em nenhum benefício para o portador da informação.

Os nossos antepassados devem está se remoendo nos túmulos quando falamos que não pesquisamos mais informação em bibliotecas, livros ou outro meio de pesquisa mais concreto e palpável. Pode ser que algumas pessoas prefiram realmente realizar o seu estudo lendo bons livros ou visitando uma boa biblioteca mas podemos afirmar que é uma minoria.

Nas próprias bibliotecas é muito difícil manter um acervo atualizado, com dados recentes ou uma pesquisa que foi realizada no mês passado pelo IBGE, por exemplo. A velocidade de atualização dos livros de uma biblioteca fica muito além da velocidade de hoje onde as informações são transmitidas na internet.

Hoje, você já encontra coleções e enciclopédias sendo ofertadas no comércio eletrônico assim que saem das editoras ao passo que nas bibliotecas tradicionais, normalmente a atualização é realizada a cada ano, até porque é necessário realizar uma pesquisa para saber quais os livros são necessários atualizar com urgência e temos o fator custo, que impede que uma biblioteca seja atualizada o seu acervo mensalmente.

O que normalmente ocorre quando a maioria das pessoas fazem as suas pesquisas no Google para encontrar um assunto e depois repassar para alguém, seja ao professor um trabalho escolar ou ao chefe para demonstrar a solução de um problema, raramente é mencionado a fonte da solução. Em melhores palavras, o nome do autor!

Logicamente existem pessoas que pesquisam no “Santo Google” e após encontrar o que procuram, conseguem sintetizar a ideia ou simplesmente aprender o conteúdo realizando uma síntese do material encontrado, uma espécie de resumo que pode ser através de registro de tópicos, para aqueles que tem maior habilidade em memorização.

Os professores recebem a cada dia, trabalhos de pesquisa realizados pelos seus alunos que dão uma demonstração certa do ato “Copiar, Colar”. Eles nem dão ao trabalho de mudar as palavras, acrescentar conteúdo e alguns, menos atenciosos, esquecem de remover o nome do autor no fim do trabalho ou não sabem remover o nome de quem fez o trabalho que se encontra no rodapé da página.

A internet trouxe muita agilidade em nossa vida, proporcionando uma forma de aprender conteúdos novos e muita das vezes sem precisar pagar pela informação. Logicamente que devemos nos preocupar com a fonte da informação que estamos tendo acesso pois o que nem sempre o que circula na internet tem a sua veracidade confirmada.

Pode-se separar o processo de aprendizagem em dois momentos: antes do Google e depois do Google. Após a criação do Google, a indexação dos sites na internet possibilitou economizar tempo na busca da informação mas não necessariamente trouxe aprendizado. Quem copia e cola, sem nem ter o trabalho de ler o que está fazendo, não vai ter contato com a arte de aprender com o Google.

E você, conhece quem foi Stan Laurel e Oliver Hardy?

Vai pesquisar para aprender ou simplesmente “Copiar, Colar”?

Até a próxima!

Facebook Home: a evolução do Outdoor tradicional?

O mundo capitalista gira em torno do ato de comprar e vender produtos e serviços, onde o comerciante tem a preocupação em vender o seu produto/serviço e no outro lado a figura do consumidor, que deseja algo para consumir (se tratando de serviço) ou para ter (quando falamos de produto).

A preocupação do empresário é conseguir com que as pessoas saibam o que ele está comercializando pois nada mais frustrante que chegar ao final do dia e o estoque nem saiu do lugar ou aquele estabelecimento comercial que aluga quartos para uma noite tranquila, fique vazio e cheirando a mofo.

O consumidor precisa também conhecer o que há no mercado para satisfazer a sua vontade. Imagina em um determinada situação em que você precisa viajar para uma cidade e não sabe quais são os hotéis existentes na cidade em que ficará hospedado por alguns dias e não deu tempo de pesquisar na internet a relação de hotéis da cidade. O jeito é pesquisar quando chegar no destino, de alguma forma ou outra vai ser possível encontra um quarto para dormir.

Uma forma de se fazer propaganda e que tem sido usada há muito tempo é o chamado Outdoor. Quem nunca passou por uma local e uma propaganda está lá toda estampada em uma placa enorme de madeira ao lado da rua, avenida ou estrada, com o anúncio da propaganda (mesmo que seja propaganda política) de tamanho considerável que dificilmente alguém vai passar e não vai ler.

Geralmente, o comerciante aluga o espaço para ter o seu anúncio mostrado por um determinado tempo e após esse prazo, outra propaganda toma conta do espaço e assim por diante, em que no mesmo local pode ao longo do ano, existir centenas de propagandas diferentes.

Atualmente, o Facebook inovou e lançou o Facebook Home, uma espécie de interação da rede social que pode ser acomodado na área de trabalho inicial do seu celular, permitindo que você fique atualizado com o que passa na grande rede social e assim, não poderá ter mais a desculpa que não tem tempo para ler o que acontece por lá.

Entretanto, a análise dessa inovação não pode ser tão superficial a ponto de acreditar que o objetivo do Facebook Home é só manter o usuário da rede social atualizado com os feeds de notícias dos amigos. Percebo que no futuro, como forma de angariar lucro e visibilidade, o Facebook pode incentivar que patrocinadores comecem a utilizar esse meio para fazer as suas propagandas, encontrando um público farto e gigantesco de possíveis consumidores.

Afinal, estamos quase alcançando a taxa de um celular para cada habitante no Brasil. Imagina a situação: uma grande empresa automobilística coloca um anúncio de lançamento de um novo carro no mercado brasileiro e utiliza o Facebook home para isso. No momento que você desbloquear a tela do seu celular, como o Facebook home estará na sua página inicial, a primeira mensagem que você irá ler será a propaganda paga. Somente depois conseguirá ler as mensagens dos amigos.

Grande sacada? Pode ser, afinal, o anúncio do outdoor tradicional, aquele fixo no chão só tem visibilidade para quem passa no local. Se eu não costumo passar na mesma localidade do outdoor, nunca saberei do anúncio. Agora, com o Facebook Home, aonde você estiver, receberá um anúncio de um determinado produto ou serviço. Isso que eu chamo ( e estou inventando) de “mobildoor”.

Até a próxima!

Twitter: um tweet tem poder para gerar uma Guerra Mundial?

Os tempos modernos nos trazem ferramentas e soluções tecnológicas que podem facilitar o nosso dia a dia, tornando mais prazeroso as atividades de pesquisa e no desenvolvimento de alguma ideia para se colocar em prática. Por exemplo, se você vai receber uma visita e não sabe como fazer um bolo, não tem problema, a internet te ajuda a encontrar a melhor receita.

Nessa onda de evolução e criação tecnológica, surgiram as redes sociais com o intuito de aproximar as pessoas e trocarem mensagens do cotidiano, tornando a internet mais amigável e proporcionando novas amizades no mundo virtual. É uma tendência que veio e que ficou, apesar de algumas redes sociais estarem diminuindo a presença de seus seguidores.

Logicamente que com o passar dos anos, a rede social pode ficar sem novidades e consequentemente, desmotiva o seu uso por parte dos seus usuários que estão cada vez mais exigentes e buscam sempre novidades, para continuar a usar o serviço virtual.

Vamos falar especificamente da rede social Twitter, que particularmente eu tenho usado para me manter informado e atualizado com as notícias do meu país e do Mundo. Pode parecer um inconveniente o limite de 140 caracteres imposto pela rede social para mandar uma mensagem (tweet) a todos os seus seguidores mas por outro lado, tem um certo sentido. Essa limitação nos faz enviar uma mensagem mais objetiva, com a ideia central do sentimento ou da informação em si, evitando textos longos e chatos que com certeza iriam desmotivar os seus seguidores a ler o post.

Entretanto, o que temos visto ultimamente, são consequências na vida real de determinados tweet enviados no Twitter. Um caso bem divulgado foi a da estudante de Direito em um escritório de advocacia que disparou uma mensagem falando que todo nordestino que mora em São Paulo deveria morrer. Tragédia total. Uma simples mensagem virtual ocasionou uma revolta real sem controle.

As consequências foram inevitáveis: a estudante perdeu o estágio, ganhou uma inimizade na internet e pior, foi processada pelo crime de racismo. Exagero isso ter acontecido com ela? Acredito que não pois o que estamos transmitindo pela internet nada mais é que o nosso próprio pensamento real. A internet, o computador e o twitter são meras ferramentas que utilizamos para externar o pensamento humano.

Outro caso com grande repercussão foi a de um funcionário de uma determinada empresa que acabou se dando mal também com a postagem de mensagens virtuais na internet. Torcedor fanático pelo seu time, vendo um determinado clássico dentro do estádio de futebol, ao final do jogo, mandou um tweet com palavras ofensivas a todos os torcedores do time adversário que acabou perdendo a partida. O detalhe é que a empresa que paga o salário do funcionário é a empresa patrocinadora do time adversário que perder a partida de futebol. Não restou outra alternativa a não ser a demissão do funcionário e a retratação pública da empresa se desculpando aos torcedores ofendidos.

Casos como esses são comuns em nossa sociedade que acaba utilizando as mídias sociais para expressar o sentimento do momento, sem pensar momentaneamente das possíveis consequências do seu comentário.

Um fato inusitado e quase provocou o início de uma guerra mundial aconteceu com um tweet enviado no japão, na cidade de Yokohama, que era uma mensagem que estava pronta para ser enviada somente no caso de um míssil fosse lançado entre os conflitos da Coreia do Norte e Coreia do Sul.

A cidade de Yokohama postou em seu perfil oficial da cidade que a Coreia do Norte havia iniciado uma ataque, disparando um míssil contra o Japão. Tudo não passou de um engano. O Tweet ficou no ar cerca de 20 minutos, tempo bastante para ser visualizado por mais de 42.000 seguidores do perfil. Logo em seguida ele foi removido e veio um pedido de desculpas. A justificativa era que o texto estava pronto para ser lançado o mais rápido possível, caso fosse necessário, e um imprevisto fez com que ele fosse postado antes da hora.

Contudo, fico imaginando o que passou na cabeça dos seguidores durante a permanência do post no ar nos longos 20 minutos sobre o ataque do míssil ao japão. Será que muitos replicaram aos seus próprios seguidores e instalou-se um caos na cidade ou somente fizeram o último pedido antes de “morrer”? Como, por exemplo, comer um sushi!

Até a próxima!

Táxi com Wi-Fi: uma nova tendência para ganhar novos clientes?

A cada dia que passa, milhares de pessoas buscam oportunidades de trabalho para garantir o seu sustento e conseguir uma posição social. Uma classe de trabalhadores que trabalham o dia todo, faça chuva ou faça sol, são os taxistas.

Essa classe de trabalhadores precisa dirigir o tempo todo para receber o valor das corridas e assim, pagar as contas no final do mês. Entretanto, muitos motoristas de táxi não são necessariamente os proprietários das permissões de exploração do serviço, delegado pelo poder público. São os chamados Defensores, pessoas que dirigem para o proprietário da placa de táxi e dividem com o dono do táxi o valor das corridas recebidas.

Logicamente que o controle do valor recebido está atrelado a quilometragem percorrida pelo carro e o uso do taxímetro, aparelho obrigatório nesse tipo de serviço. Não irei abordar aqui se o dono da placa de táxi deveria ou não ser o proprietário, se já tem outro emprego formal, se é deputado… essa visão pode no futuro, ser objeto de outro post.

A questão é como conseguir fidelizar um cliente que utiliza o serviço de táxi ou pelo menos ter um diferencial para que em uma nova oportunidade, o cliente volte a procurar esse mesmo profissional pelo bom atendimento ou por alguma facilidade que cativou o cliente a procurá-lo.

Antigamente, o táxi com destaque era aquele em que o carro tinha aparelho de som e que não tivesse os pneus carecas, assim como a existências de itens de segurança, como por exemplo o cinto de segurança.

De lá para cá, a concorrência é tão grande que o que era luxo no passado, como carro com ar condicionado, hoje é quase uma obrigação. Com o aquecimento global, parece que temos somente um tempo predominante: o verão 40 graus!

Não é a toa que os primeiros serviços de táxis executivos, principalmente para atender os funcionários de empresas, tinham carros novos, geralmente zero quilômetros e ar condicionados. Atualmente, nas novas permissões de exploração de placa de táxi, já faz parte do edital na concorrência de novas ofertas de placas vermelhas (táxi) além de outras exigências.

Já flagrou taxistas de outros municípios atuando no município vizinho? Estamos entrando em uma “guerra’ por passageiros pois a vida está muito cara e difícil, não se pode o proprietário ou defensor de táxi ficar parado em um determinado ponto esperando pelos passageiros, exceção dos pontos movimentados como um aeroporto que é certo a existência de clientes todos os dias.

Mas o diferencial para conquistar o cliente não está mais diretamente ligado ao carro em si e sim em algo agregado ao serviço de transporte. Imagine um executivo que está chegando na cidade e precisa responder a um e-mail com urgência e possui um tablet com Wi-fi (não comprou um com 3G pois era mais barato e sempre usou somente em casa e no trabalho a rede sem fio, não previu esses momento de necessidade da internet) que poderia ser utilizado para garantir um fechamento de negócio milionário ou evitar uma demissão desnecessária.

Para atrair o passageiro a utilizar novamente o seu serviço ou pelo menos fazer a propaganda positiva, o taxista oferece ao cliente uma internet Wi-Fi, dentro do táxi, permitindo que ele resolva o problema do envio de e-mail e possibilite a navegação na internet. É um procedimento simples que gera um enorme resultado positivo.

As dúvidas agora crescem para saber como ter uma internet dentro do táxi, um roteador wireless, sinal de satélite? Nada disso. O compartilhamento da internet é muito simples de ser oferecido ao cliente: compartilhe a internet de seu celular com o passageiro. Ofereça esse benefício e verá que uma atitude simples assim, você conquistará novos clientes. Pelo menos receberá um twitter ou um post no Facebook avisando desse benefício em seu táxi.

Quem sabe o post não ganhe um milhão de curtidas e isso se converta em novos clientes?

Até a próxima!

Google Glass: Uma invasão de privacidade?

Foi notícia em todo o Mundo sobre a entrega dos primeiros Googles Glass aos felizardos detentores que irão se satisfazer com mais esse “mimo” tecnológico tão requisitado e esperado em obter um aparelho para si, pelo resto da Humanidade que não foi contemplada nesse primeiro momento.

O Google Glass é um dispositivo semelhante a um óculos, que fixados em um dos olhos, disponibiliza uma pequena tela acima do campo de visão. A pequena tela apresenta ao seu utilizador mapas, opções de música, previsão do tempo, rotas de mapas, e além disso, também é possível efetuar chamadas de vídeo ou tirar fotos de algo que se esteja a ver e compartilhar imediatamente através da Internet.

Em vídeo publicado no YouTube, o desenvolvedor de softwares Dan McLaughlin dá suas primeiras impressões sobre o aparelho. Ele diz que todas as informações que acompanham o Glass são bem intuitivas, assim como o funcionamento. Para tirar uma foto, basta clicar uma vez no botão da câmera e, para filmar, clicar e segurar.

O display do Google Glass é equivalente a uma tela de 25 polegadas de alta definição visualizada a uma distância de 2,5 metros. A câmera tem 5 megapixels e grava vídeos com resolução de 720p. O áudio, em vez dos tradicionais fones de ouvido, é transmitido por condução óssea.

O produto tem conexão Wi-Fi e Bluetooth. Para armazenamento, 16Gb de memória Flash, sendo 12Gb livres para uso. O Glass também pode ser sincronizado com o Google Drive.

Mas o que nos chama mesmo a atenção é a expectativa legal quanto ao seu uso em locais privados. Recentemente, alguns parques aquáticos e restaurantes dos EUA já decretaram que vão proibir o uso desse equipamento em seus estabelecimentos para garantir a privacidade de seus clientes.

Realmente, pensando em um parque aquático, tudo fica mais fácil entender o por quê de se proibir o uso do Google Glass no local mas não creio que seja um problema legal de privacidade, e sim na possibilidade de uma enxurrada de processos contra danos morais que seriam movidos contra o parque se os visitantes forem filmados pelo equipamento e suas silhuetas corporais (muitos, diga-se de passagem, vão conseguir a dura realidade de ver como o seu corpo realmente se apresenta para o mundo e que o dono tende a negar mesmo se olhando no espelho) e tendo as suas curvas sendo exibidas no youtube para o mundo se esbaldar, achando tudo uma graça. Seu patrão ou patroa será que vai gostar de te ver nos momentos de lazer?

Imagine em um filme que está passando no cinema e tem a sua estreia totalmente filmada com um óculos desse. Para os amantes do cinema, uma maravilha! Filmes cada vez mais recentes sendo postados na grande rede em menor tempo possível. Tragédia para os empresários do ramo do cinema. Se hoje já é difícil conter a invasão de máquinas digitais nas sessões de pré-lançamento, imagina com o uso do Google Glass agora.

Contudo, o que mais me interessa por esse assunto parece ser o momento mais comum possível: um bate papo entre amigos, pode ser na rua ou na casa de um deles. Já imaginou que toda a conversa pode está sendo gravada pelo equipamento e os envolvidos nem saberem disso?

Pense um pouco mais além, em um ponto de ônibus, as pessoas comentando sobre o chefe, a vizinha e os assuntos mais diversos possíveis. Tudo isso, acabando parar na grande rede da internet. Seria uma invasão de privacidade? Será que temos que pressupor que todos que estiverem usando o Google Glass estarão gravando o tempo todo nossas conversas?

Claro que muita coisa ainda será discutida, mas como a tecnologia anda muito rápida, não podemos perder tempo. Precisamos analisar logo as consequências do uso de uma nova tecnologia antes que ela engula as nossas próprias ações cotidianas e passemos de uma vida social amigável para uma vida totalmente virtual em guerra.

Até a próxima!

Resumo do ICCYBER 2012 – Brasília – DF

Nos dias 26,27 e 28 de setembro de 2012, em Brasília – DF, ocorreu o evento tão esperado do ano, o ICCYBER 2012 – Conferência Internacional de Perícias em Crimes Cibernéticos. Nas plenárias dos auditórios A e B, ocorreu a abertura oficial do evento e logo após, realizado a primeira palestra do evento com o tema “Computação Forense: Pesquisas Atuais e Perspectivas” – SEPINF/PF.

Os presentes ao evento eram de vários países de diversos continentes, em especial os representantes do FBI, Exército Colombiano, Policiais do Reino Unido, Peritos da Itália além de nossos representantes do Brasil, com peritos da Polícia Federal, Civil, Exército Brasileiro, ABIN e outros.

Diversos assuntos foram tratados no ICCYBER 2012, divididos em 4 auditórios com palestras em paralelo abordando as diversas temáticas como Palestras Técnicas, Sistema Financeiro, Direito Digital, Treinamento e Desafio Forense.

Todavia, não seria diferente encontrar profissionais da área do Direito e da Perícia Forense discutindo sobre a Legislação Existente e os Projetos em Tramitação sobre os Crimes Cibernéticos, matéria essa que foi debatida por profissionais renomados como Renato Opice Blum da Opice Blum Advogados Associados, Coriolano Aurélio de Almeida Camargo da Comissão de Crimes de Alta Tecnologia – OAB-SP, Carlos Eduardo Sobral da  SRCC/PF e Marcos Vinicius Garcia Lima da SEPINF/PF.

Os casos reais demonstrados no evento, em especial por Peritos da Polícia Federal sobre os processos de investigação de vários crimes de pedofilia, trouxe à sociedade que existem diversos meios de se investigar um crime e para tanto, realizando as etapas da investigação com seriedade e técnicas forenses, a autoridade policial consegue com sucesso encontrar a autoria, a materialidade e conexão entre os fatos relatados e as provas obtidas nas diligências policiais.

Contudo, o evento é um encontro internacional de profissionais focados em perícia forense e que a cada ano, trocam as suas experiências com a comunidade de peritos e interessados da área, aumentando assim os conhecimentos e técnicas forenses que estão sendo utilizadas nas investigações e perícias, ocasionando em uma conferência de qualidade e de referência na área de computação forense.

Em breve, estarei publicando artigos especificamente em cada palestra do evento que em participei para disseminar o conhecimento sobre os assuntos abordados no ICCYBER 2012, principalmente para os profissionais e estudantes que por motivo maior, não puderam está presentes ao evento.

Até a próxima!

A arte de investigar

Em um Mundo globalizado, percebemos a velocidade com que as informações trafegam entre o remetente e o destinatario. Esse é o fruto do desenvolvimento de nossa sociedade que está cada vez mais anciosa por novidades tecnológicas e facilidades no cotidiano. As soluções são desenvolvidas e acabamos absorvendo o ritmo acelerado dessa evolução sem muito pensar nas consequências dessa atitude.

O mercado de equipamentos eletrônicos está bem aquecido com consumidores ávidos por novidades. Alguns entram na loja, escolhem pelo preço do equipamento (geralmente parcelam o valor do produto em mensalidades de se perder de vista) sem se importar se o produto ignora as regras de melhores práticas de sigilo de informação confidencial ou pessoal.

Consumidores que gostam de equipamentos mais modernos, por exemplo, as máquinas digitais semi-profissionais (que estão virando moda com preços competitivos) e que vem embutido alguns recursos como o GPS ( mecanismo de geolocalização),  não percebem que dependendo do fabricante, esse recurso poderá vir ativado como opção default (padrão).

Nessa hora, nós (perito forense) agradecemos por esse recurso ativo pois conseguimos através dos metadados do arquivo da imagem, obter exatamente a localização de onde aquela foto foi tirada, ficando a sua informação que deveria ser confidencial (onde, como e por qual máquina utilizada) para qualquer um que detenha um pouco mais de técnica forense.

Do mesmo modo, para o processo de investigação, é fundamental que o GPS (nas máquinas que possuem esse recurso) esteja ativo, pois além de obter as informações básicas como: qual o modelo da máquina utilizada, qual resolução, se usou flash, se usou configurações pré-estabelecids da máquina, etc, teremos a localidade de onde a foto foi capturada. Essa informação será muito útil para derrubar qualquer tese de defesa do advogado do acusado (ou investigado – se tratando no curso de um inquérito policial) de que seu cliente nunca esteve na cena do crime.

Entretanto, outras situações podem parecer como caso perdido se não tivermos qualificação ou experiência no ramo da perícia forense. Para um profissional de TI leigo, ao saber que um acusado acabou de formatar o seu disco rígido com a chegada da equipe da autoridade policial, tentando se desfazer das provas ilícitas que culminariam em sua culpabilidade, acreditaria que nenhum informação poderia ser encontrada pelo simples motivo da ação de “formatar” do acusado.

Todavia, é mister que esse tipo de comportamento não passa de uma tentativa fracassada do acusado de praticar um crime acreditando que tenha conseguido se livrar das provas. A arte de investigar é maior que essas atitudes grotescas e banais. O perito sabe como e quando recuperar as informações que foram apafagas pelo criminoso, é questão de tempo. O conhecimento é alma do sucesso de qualquer atividade profissional. O que mais engrandece ao Perito Forense é que ele tem a convicção que após uma formatação de disco, sem a reutilização do disco após a ação, tudo será recuperado.

Contudo, sabemos que os Peritos não são “Deuses” com poderes mágicos e mirabolantes, nada disso. Relembrando o passado, quando nos mosteiros os únicos que tinham acesso ao acervo de livros da época eram conhecidos como os mestres, os poderosos… o Perito tem o conhecimento forense de saber utilizar as ferramentas certas nos momentos certos, ocasionando em resultados positivos.

Portanto, a Arte de Investigar está mais além que buscar na internet por ferramentas que em um clique, todo o trabalho é realizado de perícia. Tem que interpretar o resultado, pois senão, você não tem conhecimento nem informação, terá somente dados.

Acabei de ler um livro sobre Computação Forense: já sou perito?

A evolução da tecnologia tem nos mostrados que o “homem” é um sábio inventor a cada dia de nossas vidas. Antigamente, para se encontrar uma pessoa que estava fora de casa, era uma verdadeira peregrinação que passava pelo telefone fixo do local de trabalho, casa da mãe, da sogra e quando se tinha o contato, ligava para a casa da amante. Não é difícil de palpitar que naquela época, quando alguém não queria ser encontrado, bastasse não aparecer em nenhum local que tivesse telefone fixo pois senão até na casa do vizinho o indivíduo poderia ser encontrado.

Atualmente, a cada ano que se passa, queremos ter o modelo de última geração do “dedo-duro” vulgarmente conhecido como celular. Pois é, antes achávamos que não seria interessante em ter esse aparelhinho sempre ligado no nosso bolso mas leve engano, tente ficar um dia inteiro com o celular desligado. Parece que uma parte de você está morta, está faltando, acha que alguém está tentando te ligar. Tudo bem, tem gente que consegue ficar sem o celular, mas convenhamos, são poucos os privilegiados.

Isso acontece também quando pensamos que um determinado assunto é moda do mercado, que tem uma expressão chamativa e bonita: “Computação Forense”. Mas quando nos deparamos com esse tipo de pensamento, não estamos dando conta da importância que isso nos faz em nosso cotidiano, assim como pensávamos no passado quando os primeiros celulares invadiram o mercado.

Quem não tem um computador em casa? Um celular? Smartphone? Tablet? Enfim, uma infinidade de aparelhos eletrônicos que quanto mais eles são inventados e colocados no mercado, mais queremos ter em nossas mãos, mesmo pagamos um alto preço para sermos os primeiros a possuir o objeto de desejo mundial (mesmo que ele venha com alguns problemas de segurança na sua primeira versão do software).

Com a divulgação de diversos crimes realizados pela internet, as fraudes bancárias e outros problemas mais críticos como a invasão de sistemas e sites, estamos começando a nos preocupar com as coisas tecnológicas agora. Tudo bem que poucas pessoas pararam para pensar nesse aspecto mas já tem gente pensando, isso é o mais importante.

Todavia, muitos profissionais da área de tecnologia agora estão de olho nesse nicho de mercado, o da Segurança da Informação, que pode ajudar as pessoas menos informadas e experientes nessa área de segurança a se protegerem melhor  ou procurar o responsável por um crime cometido com o advento da tecnologia.

Entretanto, observamos uma enorme busca na internet por ferramentas que são desenvolvidas para resolver algum problema de segurança da informação ou até mesmo para encontrar as evidências necessárias para se responsabilizar o autor do crime. Muitos estão indo pelo caminho da leitura, comprando livros e mais livros sobre Computação Forense.

Primeiro, fico feliz que muitos profissionais estão buscando novos conhecimentos nessa área inovadora e cheia de mistérios, que a cada passo dado durante as etapas de uma investigação ou perícia, descobrem informações que um técnico de informática sem formação em computação forense não ia encontrar.

Contudo, fico preocupado também que esses mesmos profissionais da área de tecnologia estão terminando de ler livros de Computação Forense e já estão correndo para uma gráfica para fazer o seu “cartão de visita” com a chancela de “Perito Forense”. Mesmo sem nenhuma experiência prática ou corporativa, essas pessoas estão indo ao Judiciário para se cadastrar (ou pelo menos tentar) como Perito Forense para pegar o seu primeiro caso de perícia.

Infelizmente, assim como em outras carreiras e profissões, existem vários “peritos” que se dizem conhecedores da área e quando vão efetivamente fazer o seu primeiro trabalho, a verdade aparece. Umas das consequências dessa atitude desses pseudo-profissionais é que vários Peritos sérios com certificação e vários anos de experiência são vistos de outra forma (negativa) por causa desses elementos que não são preparados através de um curso de especialização ou algo do tipo.

O livro é uma referência que precisamos ter para aumentar o nosso conhecimento, não é um curso propriamente dito e nem uma escola. Eu sempre digo que quando estou com dúvida ou quero me aprofundar em algum assunto, corro para a literatura. Mas não é para buscar a formação técnica e sim, um complemento, pois a base de qualquer carreira é formada em sala de aula.