O reflexo na caligrafia quando usamos excessivamente a tecnologia

A educação de um cidadão tem o seu início nos primeiros contatos com a escola na sua vida de alfabetização, momento onde a criança começa a traçar as primeiras linhas tortas no papel, a entender o mundo das palavras e o aprendizado de se viver em sociedade.

Os professores tem um papel fundamental nesse instante da vida que é dar todo o suporte para que a criança possa desenvolver todo o seu potencial de aprendizagem e consiga, a partir de um determinado momento, a entender melhor o que acontece a sua volta.

A alfabetização é um processo pedagógico muito importante em nossa vida que determina o momento em que passamos a compreender as letras, dar sentido as coisas e nos fazer comunicar com o mundo através das palavras, especificamente na forma escrita.

Quantas vezes tivermos que aprender a escrever usando um caderno pautado, próprio para desenvolver e melhorar a nossa caligrafia, deixando as letras entendíveis e as vezes, até bonita para que seja apreciada. Mas o importante mesmo era conseguir transmitir o conteúdo através da escrita.

Inúmeros foram os momentos de alegria que nos fizeram ter que escrever longas mensagens com o próprio punho, outras de tristeza, mas com era bom escrever. Postar cartas nos Correios, fazer lista de compras e tantas outras ações davam prazer o momento de praticar a caligrafia. Sem falar que é uma atividade que mantêm saudável o nosso emocional e a nossa coordenação motora.

Entretanto, com a crescimento vertiginoso da internet, deixamos de lado o ato da escrita manual e passamos a nos comunicar através de “cliques” e “teclas”. Todos escrevendo do mesmo jeito, de uma letra padronizada sem estabelecer no papel os laços individuais de cada um quanto à caligrafia.

Os computadores com os seus editores de texto, planilhas eletrônicas, e-mail, mensagens instantâneas fazem todo o trabalho de juntar as palavras e dar sentido a informação de uma forma única e “fria”. Não trazendo para o texto digitado a emoção momentânea no ato da redação.

Atualmente, é normal observar que as pessoas estão ficando com a caligrafia mais difícil de ser entendida devido o fato de se usar a tecnologia para escrever. Não temos mais o hábito de escrever de próprio punho textos e mais textos. Acredito que só estamos escrevendo em momentos bem específicos e por necessidade, não por prazer.

Se você faz um vestibular, pode ter uma redação que necessitará de ser escrita utilizando a sua caligrafia e não o computador. Provas discursivas em concursos (quando tem discursiva), assinatura de um cheque (que nem precisa de caligrafia, é um rabisco – rubrica) e outros momentos que são poucas as vezes para que se treine constantemente a caligrafia.

A tendência é ficarmos com a nossa caligrafia ruim a medida que priorizamos utilizar a tecnologia com os seus editores de texto, planilhas, celulares e tablet. Já estamos nos acostumando a fazer a lista de compras no computador, levar a lista impressa (quando imprimimos) e nem sempre precisamos mais assinar a via do cartão de crédito com a assinatura. Basta digitar a senha dos cartões que possuem chip ou fazer o pagamento em débito em conta.

Contudo, a mesma tecnologia que ajuda com as nossas atividade diárias é a mesma que prejudica a nossa caligrafia se não praticarmos a escrita manual. Assim como na natureza e com os animais, que se adequam ao meio em que vivem para continuar a sua sobrevivência (diga-se de passagem os vírus humanos, que devido ao uso de antibióticos precisam realizar uma mutação para perpetuar a espécie e ficar imune ao remédio) precisamos nos adequar para evitar que fiquemos sem poder escrever devido o uso excessivo da tecnologia.

Até a próxima!

Espionagem na Tecnologia: a sua vida está sendo “monitorada” há muitos anos

As revelações bombásticas de ex-analista contratado pela NSA (Agência de Segurança Nacional dos EUA), Edward Snowden, que deixou o EUA e foi-se refugiar na Rússia trouxe a discussão em todo o mundo a respeito do tema: Espionagem.

Já sabemos que o conhecimento é o ativo mais importante de uma empresa, assim como as pessoas que trabalham dentro dela. Uma informação sigilosa mal guardada, é passível de levar a quebra de uma empresa. Basta que um determinado projeto revolucionário seja de conhecimento do concorrente que pronto, o estrago já está feito.

Imagina então quando informações sigilosas de uma sociedade inteira está disponível para um determinado Governo? E pior, sem o consentimento e nem de conhecimento dos coitados cidadãos que acreditam que possuem algum tipo de privacidade nos dias de hoje, que tanto nos esbarramos nos verdadeiros “Big Brothers” nas ruas e nos estabelecimentos comerciais.

Não é a toa que diversos países e autoridades mundiais ficaram em uma saia justa quando determinados documentos oficiais foram divulgados para o mundo, principalmente através da organização, sem fins lucrativos, WikiLeaks. Diversos problemas diplomáticos surgiram com a divulgação de informações secretas. Espionagem?!

Vamos nos remeter ao nosso cotidiano e verificar se também não estamos passíveis de espionagem tecnológica sem ao menos termos noção desse “monitoramento” diário. Antes de tudo, posso afirmar com total convicção: se você usa a tecnologia no seu cotidiano, nem que seja para receber ou realizar ligações de celular, desculpe mas… você está sendo monitorado.

A telefonia de celular, pelo próprio nome que caracteriza a forma de funcionamento do serviço móvel de telecomunicação, que se utiliza de antenas transmissoras de sinal de celular (as chamadas ERB – Estações Rádio Base) para levar o sinal da telefonia ao seu aparelho telefônico.

É a comunicação do seu celular com as várias antenas de celular em sua cidade que permite você se deslocar entre os bairros e municípios, falando no celular sem que a ligação seja interrompida (conhecido como Roaming). Quando isso acontece (a queda de sinal e é um gerador de reclamação nos Procons Estaduais) é porque uma determinada região está fora da área de cobertura de uma dessas antenas.

Mas o que tem a ver o sistema de telefonia celular com a espionagem tecnológica? Vou explicar: o seu celular enquanto passa de antena a antena para garantir que tenha sinal eu seu aparelho, existe uma comunicação entre as antenas ERB e o seu celular. Com isso, todo os seu percurso e trajeto dentro da cidade, fica registrado no sistema informatizado da operadora de telefonia por onde você passar, por onde passou e onde você está nesse momento. Em qual antena ERB, qual latitude e longitude (geolocalização).

Ou seja, se você tiver inimigos dentro da operadora de celular e alguém, mesmo que de forma ilícita, quiser saber onde você se encontra, basta acessar o sistema interno da operadora e te localizar em qual antena seu celular está “conectado”, ou melhor, recebendo o sinal de celular. Isso não é espionagem?

Não vamos muito longe. A navegação na internet é rica em rastros deixados no computador para indicar quando você acessou determinados sites, quais assuntos você frequentemente pesquisa no Google e assim, as empresas conseguem traçar o seu Perfil Econômico para divulgar produtos e serviços que tendem a se encaixar nas suas preferências.

Alguns vão falar que basta não aceitar os “cookies”, realizar a navegação privativa e outros recursos que dificultam essa “espionagem eletrônica”. Certíssimos! Mas convenhamos, esse procedimento de navegação é o padrão de todos internauta conectado na internet?

Claro que não! Você usa o gmail, hotmail, ou outro webmail gratuito? Já percebeu que os anúncios que aparecem em sua caixa postal ou dentro da plataforma do webmail, em forma de banners, são de produtos ou serviços que encaixam nas suas preferências pessoais ou profissionais?

Por exemplo, no gmail recebo anúncios de softwares, equipamentos de informática, ferramentas, etc. Como o gmail sabe disso? Bola de cristal? Nada, nesse caso, basta um algorítmico no webmail do gmail para percorrer os meus e-mails recebido e enviados e realizar uma indexação das palavras mais trocadas nos e-mails para se montar um perfil meu e assim, oferecer os produtos que mais tenho falado em meus e-mails.

O caso que mais chamou a atenção na mídia é os EUA gravarem todas as suas conversas que um dia você teve no Skype, MSN e outros meios. O servidor principal dessas plataformas ficam onde mesmo? Quando você loga, a sua base de dados com o seu cadastro na rede social está aonde? Em um servidor no Brasil? Claro que não. Está lá, na terra do Tio Sam.

Basta o Governo americano suspeitar de uma mensagem sua para você ser monitorado 24h. Se tiver conteúdo de terrorismo então, nem pense nas consequências. Aí que a espionagem acontecerá mesmo.

Ainda no Gmail, você pode perceber que as informações de quem acessa a sua conta e de qual IP você conectou o seu gmail, está tudo disponível para eles. Quer ver? Entre na sua conta do Gmail e ao final da página da caixa de entrada, no canto direito inferior da tela, procure por “Details” (“detalhes” para quem usa o tema em português – Brasil). Ficou surpreso? Olha a lista dos IP’s de onde você estava para entrar na sua conta, a data, a hora, a versão no navegador… Se você tem a informação é porque eles também tem. E pior, desde de quando você criou a sua conta.

Poderia dar inúmeros exemplos aqui mas eu só quero levar ao debate que não podemos nos surpreender quando alguém falar que estamos sendo espionados na internet. Já abrimos há muito tempo mão da privacidade em nome da comodidade (no casos de ter uma conta de e-mail sem pagar em troca do servidor saber o que eu gosto e o que eu ando fazendo).

Tem gente que se inscreve para determinados programas de televisão para expor toda a sua intimidade em troca de dinheiro. O que esperar então da tecnologia?

Só nos resta uma coisa: ter cuidado com aquilo que ainda temos controle porque de resto, o que você achava que era só seu, já faz parte da internet (e de todos) há muito tempo.

Até a próxima!

Algumas competências que todo profissional de Segurança da Informação deveria ter

Em um mercado competitivo e dinâmico, o profissional de tecnologia precisa se atualizar constantemente com as novas tecnologias que surgem para evitar ficar desatualizado e perder boas chances de trabalho por falta de qualificação técnica.

Entretanto, algumas competências profissionais não são necessariamente ligadas à tecnologia em si. São habilidades necessárias para um bom desenvolvimento do trabalho ligado a Segurança da Informação.

Por exemplo, é de suma importância que as pessoas que queiram trabalhar com segurança da informação saiba identificar o problema de segurança e tratá-los. Não adianta encontrar uma falha e não ter a menor ideia de como resolver. Encontrar a falha não quer dizer problema resolvido. Muitas pessoas passam com os olhos pelo problema e nem desconfiam qual é a origem da falha por simplesmente desconhecer alguns preceitos básicos da área, como atualizações, hotfix e fóruns especializados.

Nesse mercado, é importante resolver vulnerabilidades no menor tempo possível (logicamente quando as soluções são compatíveis com o que se espera) para evitar prejuízos maiores. Todavia, é necessário ter a competência de analisar se uma solução sugerida serve para determinadas falhas encontradas.

Outra competência básica para um profissional de segurança da informação é ter conhecimento das normas/procedimentos que regem determinadas áreas, como ABNT, SOX, RFC, etc. Dependendo do mercado que o profissional irá atuar, a empresa como um todo tem que atender as exigências de uma determinada norma. Por exemplo, as empresas bancárias/financeiras para entrar na bolsa de valores americana, devem seguir a norma SOX (Lei Sarbanes-Oxley).

Nessa norma, exige-se a criação de mecanismos de auditoria e controle de segurança confiável nas empresas, incluindo a criação de comitês internos para minimizar os riscos aos negócio, mantendo um controle nas operações e atividades da empresa, garantindo a rastreabilidade de qualquer ação realizada em seus sistemas e processos internos.

Executar constantes testes de segurança nos sistemas internos da empresa e emitir um laudo sobre a situação atual é dever inerente para quem trabalha nessa área. É através dos relatórios do resultado de testes de vulnerabilidade é que o profissional poderá tomar determinadas ações ou pelo menos planejar como e quando agir.

Não se pode esperar pelo pior (como a invasão dos sistemas ou paralisação total dos serviços) para entrar em ação. A inércia é um fator determinante para o fracasso de uma organização em relação as questões de segurança da informação pois dependendo do problema encontrado, o trabalho para correção pode ser inviável e aí, as consequências negativas graves serão inevitáveis.

É necessário a criação de procedimentos de investigação e busca de evidências para situações que exijam uma intervenção mais técnica e profissional para levantar a autoria de determinadas situações, algumas delas até criminosas. O ato de um funcionário apagar arquivos sigilosos da empresa ou alguma informação ser repassada para terceiros (sem ter autorização ou mediante suborno), é necessário investigar e chegar na autoria desse crime.

Com procedimentos claros e objetivos, o tempo para executar o processo de investigação será menor pois as ferramentas, o “onde” e “como” procurar está todo descrito no procedimento e que o profissional de segurança da informação saberá exatamente como agir nesses casos.

Com isso, percebemos que não é só de tecnologia que devemos saber quando falamos sobre segurança da informação. Algumas competências intrínsecas ao perfil desse funcionário devem ser atendidas para que a real segurança da informação não fique apenas no nome do cargo, e sim, na atividade fim.

Até a próxima!

A Importância do uso de uma Real-Time Blackhole List dentro de uma organização corporativa

O desenvolvimento da informática faz com que as empresas se automatizem cada vez mais nos seus processos internos, trazendo inúmeros benefícios para os empresários e para os seus funcionários. Essa automatização tem um papel fundamental no sucesso do negócio pois a concorrência no mercado é tão grande que se o empresário não souber gerir direito o seu empreendimento, estará fadado ao fracasso financeiro ou perder grandes clientes por falta de agilidade e competência.

Agregado a otimização, a empresa necessita divulgar o seu produto/serviço no mercado para conseguir alcançar o consumidor final para que ele compre ou pelo menos tome ciência do que está sendo comercializado. Essa divulgação nada mais é do que a realização da publicidade do produto, uma técnica utilizada no marketing que tem como objetivo de criar ou mudar os hábitos do consumidor para levá-los a adquirir o que se está ofertando.

E com isso, podemos observar a utilização de uma das estruturas do Marketing (conhecidos como os 4 P’s – Produto, Preço, Ponto de Vendas e Promoção) que é a promoção do produto, um esforço persuasivo de comunicação a respeito da organização como forma de comunicação promocional comumente utilizada pelas empresas e organizações para se comunicarem com o seu mercado.

Entretanto, o que temos visto ultimamente é a utilização de ferramentas de promoção em massa que se contrapõe à venda pessoal, abusando excessivamente de envio de e-mails promocionais diários sobre o mesmo produto/serviço, ocasionando em um recebimento e envio de milhares de e-mails de divulgação para toda a parte do mundo.

A consequência imediata desse uso de divulgação em massa é o trânsito de milhares de mensagens virtuais trafegando na internet e muito desses e-mails acabam só fazendo volume desnecessários nas caixas postais dos destinatários, que nem sempre possuem o perfil do consumidor relacionado ao produto em questão.

Esses e-mails indesejáveis que acabam poluindo as caixas postais dos usuários são conhecidos como spam. Para uma empresa, é perda de tempo e produtividade ficar deletando esses spam pelos seus funcionários, que gastam minutos preciosos de produção para simplesmente limpar a sua caixa postal com mensagens virtuais promocionais. E o pior que o recebimento desse tipo de e-mail se repete todos os dias e se não tiver uma solução adequada, seria o mesmo que secar o gelo com toalha de papel.

Uma forma de minimizar esse impacto na organização, é fundamental que os profissionais de TI configurem em seus servidores de e-mail o uso do Real-Time Blackhole List, que são listas “negras” de IP (endereços ip de computador) gerados por organizações internacionais relacionando os computadores que geram spam na internet.

Cada órgão tem o seu critério para inserir ou remover da lista os endereços IP suspeitos de enviar spam pela internet. Quando queremos que o nosso servidor de e-mail, dentro da empresa, consulte uma dessas lista para verificar se o IP de origem é um spam conhecido, o servidor tem que está configurado para buscar o ip do servidor de origem na Blacklist (lista negra) informada nas configurações de nosso servidor corporativo. Caso esteja cadastrado, o seu servidor de e-mail irá ignorar a conexão e assim, sua caixa postal corporativa não receberá o tal temível spam.

Agora, se você quer utilizar uma outra forma de controlar o recebimento de spam (e que dá mais trabalho) é fazer com que, por padrão (default), o seu servidor de e-mail negue todas as conexões de servidores de origem e somente receberá o e-mail origem após o seu servidor de e-mail consultar uma Whitelist (lista branca) onde constará o IP dos servidores de e-mail de origem que não são conhecidos como spam.

Eu não aconselho utilizar a técnica do whitelist porque basta uma oportunidade do servidor “legítimo” que se encontra nesse tipo de lista branca enviar um spam para que a sua empresa receba o e-mail indesejável. Se você pesquisa em uma lista negra antes de receber um e-mail, é mais provável a recusa de um servidor que você nunca teve contato pois esse servidor de spam basta entrar na lista negra que automaticamente o seu servidor de e-mail começará a recurar o recebimento de e-mails dessa origem.

Já na lista branca, um servidor que antes não era classificado como spam e agora passa a ser, você como administrador de TI vai ter que retirar da lista branca manualmente para que impeça o recebimento de e-mails.

Portanto, a importância no uso de uma lista de consulta em tempo real de possíveis servidores como spam, torna o processo de recebimento de e-mails mais otimizado e diminui o risco das caixas postais corporativas ficarem repletas de mensagens indesejáveis. Claro que alguns desses e-mail vão ser entregues mas como sabemos, nada na informática é possível ter 100% de êxito.

Segue abaixo alguns exemplos de listas RBL para se configurar no seu servidor de e-mail:

Você também pode pesquisar manualmente se um determinado IP está em alguma lista negra. Acesse o link abaixo e digite o IP suspeito:

Até a próxima!

A Visão Corporativa da Segurança da Informação

Na sociedade contemporânea, ao mesmo tempo em que as informações são consideradas os principais patrimônios de uma organização, estão também sob o constante risco. A sua perda ou roubo constitui um prejuízo para a organização e é um fator decisivo na sua sobrevivência ou descontinuidade.

A informação é um recurso que não se deteriora nem se deprecia facilmente, é reutilizável e tem seu valor determinado exclusivamente pelo usuário. A informação só se perde quando se torna obsoleta, quando não há o devido cuidado, é um tipo de recurso útil às organizações e precisa ser administrado.

O propósito básico da informação é o de habilitar a empresa a alcançar seus objetivos pelo uso eficiente dos recursos disponíveis, nos quais se inserem pessoas, materiais, equipamentos, tecnologia, dinheiro, cultura, além da própria informação. Esse conjunto tem que está alinhado aos objetivos da organização.

O que aconteceria se uma empresa perdesse todas as informações relativas aos seus clientes, fornecedores ou mesmo sobre os registros funcionais de seus empregados? As consequências seriam enormes, acarretando em prejuízos financeiros ou até mesmo, a descontinuidade do negócio.

Para garantir a segurança da informação de qualquer empresa, é necessário que haja normas e procedimentos claros, que deverão ser seguidos por todos os usuários da empresa. A maior dificuldade das grandes organizações é assegurar que todos os seus funcionários conheçam e sigam corretamente as normas e políticas de segurança, entendendo a sua importância.

A utilização de controles de segurança para garantir o adequado acesso aos programas, arquivos de dados, aplicações e acesso a rede deve ser rigorosamente tratada pelos gestores de todas as áreas da organização e, principalmente, pela alta administração. Não se pode deixar que os mecanismos de segurança fiquem sem um responsável pela coordenação e eventual responsabilização pelos eventuais incidentes de segurança que possam a vir ocorrer.

Quando se pensa em Segurança da Informação, a primeira ideia que vem em mente é a proteção da informação, não importando onde ela esteja. Um sistema computacional é considerado seguro se houver uma garantia de que é capaz de atuar exatamente como esperado.

Porém, a segurança é um conceito amplo. Espera-se que informação armazenada em um sistema computacional permaneça guardada sem que as pessoas tenham acesso ao seu conteúdo, ou seja, é a expectativa de qualquer usuário que as informações estejam em local adequado, disponíveis no momento desejado, que sejam confiáveis, corretas e permaneçam protegidas contra acessos indesejáveis.

Tem sido prática comum do mercado, as organizações passarem a considerar o ambiente externo, com suas oportunidades e ameaças assim como o ambiente interno, com as forças e fraquezas em relação à organização. Considerando todos os riscos possíveis, é necessário um planejamento estratégico de segurança para minimizar os impactos na organização.

Como resultado, estabelece-se estratégias de atuação de longo prazo que, para sua eficiente obtenção, devem ser divididos em objetivos de curto prazo e distribuídos em suas linhas de processos, como por exemplo, em desenvolvimento de sistemas, gerenciamento de operações e comunicações, segurança ambiente e física, continuidade de negócios dentre outros citados na ISO/IEC 27002 (antiga NBR ISO/IEC 17799).

Faz-se necessário realizar ações que mapeiem e identifiquem a situação atual na instituição, seja ela pública ou privada, suas ameaças, vulnerabilidades, riscos, sensibilidades e impactos, a fim de permitir o adequado dimensionamento e modelagem da solução.

O primeiro passo a ser observado é que não existe risco zero. O que existe são vários níveis de segurança e cada nível tem que está de acordo com a informação que se quer proteger e a natureza do negócio da empresa. Um alto nível de segurança pode gerar a perda da velocidade em função da burocratização de processos, insatisfação de clientes, fornecedores e até mesmo desinteresse dos investidores.

Em qualquer empresa, isso deveria ser levado literalmente ao pé da letra, mas não é o que acontece. Desprezam, ignoram, fazem corpo mole, adiam sempre para uma data que nunca chega, esperando assim até que um incidente um transtorno ou algo parecido que traga um impacto quase que irreversível, um verdadeiro choque para que enfim, enxerguem de verdade que segurança da informação não é uma despesa e sim um investimento obrigatório.

Fontes:

– SÊMOLA, M. Gestão da Segurança da Informação, Uma Visão Executiva. 7 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003

– FERREIRA, F. N. F.; ARAÚJO, M. T. Política da Segurança da Informação: Guia Prático para Elaboração e Implementação. 1. ed. Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2006.

A Influência da Tecnologia na Vida Profissional e Social

O mercado de trabalho na área de tecnologia está sempre em busca de profissionais de TI para suprir a demanda das empresas e algumas pesquisas indicam que sobram vagas e faltam pessoas especializadas para as oportunidades de trabalho.

Mas como justificar a sobra de vagas no mercado de trabalho se existem diversos profissionais de TI qualificados com graduação, especialização e até mesmo certificação em tecnologias específicas? Uma das respostas para essa situação no mercado pode está relacionado a uma palavra: comportamento.

Alguns sites de rede social profissional, como o LinkedIn, tem como objetivo que as pessoas criem sua rede (networking) profissional para ser um referência de trabalho no mercado. Desse modo, os profissionais podem ir em busca de oportunidade de emprego e apresentar o seu currículo no formato digital, bastando indicar o link de seu perfil profissional para que o empregador tenha como se embasar na decisão de contratar ou não o candidato ao cargo.

Entretanto, nada disso adianta se o profissional de TI que está em busca de oportunidades não tiver um comportamento adequado nas redes sociais. Não é de hoje que observamos pessoas perdendo emprego, sendo processadas ou até mesmo sendo hostilizadas na internet devido a um comentário ou uma opinião postada em uma rede social com cunho racista ou criminosa.

As empresas estão cada vez mais pesquisando na internet o perfil dos candidatos às vagas ofertadas para saber qual é o perfil de cada pretendente. E é nessa hora que os profissionais dão conta que as suas ações no passado nas redes sociais vão refletir no mercado de trabalho.

A nova geração, a conhecida “geração y” (os nascidos a partir da década de 90), está hoje mais preocupada em virar uma celebridade virtual e esses jovens fazem de tudo para ter o maior número de acessos em seus vídeos engraçados postados no youtube, mas não pensam que esse mesmo vídeo de hoje, pode ser o fator eliminador de uma futura vaga dentro de uma empresa.

É normal dentro das empresas, que em determinadas fases de um processo de contratação de novos funcionários, que os candidatos tenham a sua vida social consultada pelas redes sociais.

Entretanto, quem souber aproveitar, vai utilizar a tecnologia como uma ferramenta alavancadora para o seu sucesso profissional. A velocidade com que as informações são transmitidas, tecnologias sendo discutidas, legislação necessária para atender a demanda da sociedade… tudo isso são fontes enriquecedoras para criar formadores de opinião e não para criar artistas virtuais momentâneo.

Segue abaixo, um vídeo muito enriquecedor com um debate em uma mesa redonda sobre a influência da tecnologia na vida profissional e social:

A Influência da Tecnologia na Vida Profissional e Social – Parte 1

A Influência da Tecnologia na Vida Profissional e Social – Parte 2

Na era da tecnologia, alguém ainda está “desconectado” da modernidade?

Computadores, tablets, smartphones, notebooks… equipamentos que conhecemos e utilizamos em nosso dia a dia como ferramentas de trabalho ou lazer. A tecnologia nos proporciona algumas mobilidades que nem sonhávamos algumas décadas atrás. Uma das grandes revoluções que percebemos é a telefonia móvel, que a cada ano aumenta o números de pessoas aderindo aos aparelhos celulares. Algumas pessoas possuem mais de um aparelho celular.

A geração que nasceu da década de 90 para frente, tem mais facilidade em assimilar as tecnologias novas que surgem no mercado pois são jovens que já nasceram na era da internet, do computador, enfim, na era da tecnologia.

Entretanto, os pais desses jovens, uma geração dos anos 50, 60, viveram em um período sem essa tecnologia modernas dos tempos atuais. Não existia a internet para eles, nem computador era acessível no Brasil. Quanto mais a telefonia celular, coisa para filmes futurísticos para a época.

A tecnologia da época era retratada nas máquinas de escrever manual, aquelas que a cada “enter” a máquina pulava uma linha mas você, manualmente, tinha que puxar uma alavanca para a esquerda para trazer a parte de cima da máquina de escrever para o início da folha no lado esquerdo, e assim, começar a escrever na folha de papel.

Nessa época, usavam-se os velhos discos de vinil para escutar uma boa música em que a cada quebra da agulha da cabeça de leitura do aparelho de reprodução de disco de vinil era um sacrifício trocar e custava muito caro.

Contudo, hoje é muito difícil alguém ficar “desconectado” da tecnologia atual e não querer participar da modernidade tecnológica, acreditando que o que temos hoje é uma coisa supérflua e sem necessidade. Será?!

Creio que não deve ser tão simples assim. É certo que a tecnologia nos trouxe avanços no desenvolvimento na sociedade, simplificou determinas tarefas e agilizou algumas ações, diminuindo a distância entre as pessoas e lugares.

Entretanto, temos que levar em conta as pessoas de mais idade que não ligam para a tecnologia por achar muito difícil de operá-la. Elas conviveram décadas com luz de lampião, escutando rádio de pilha e vendo televisão preto e branco. Essa pessoas argumentam que o que tinha que ser aprendido já passou, não estão interessadas no novo, as vezes até tentam entender a tecnologia mas devido a tradição, basta uma primeira dificuldade com a tecnologia para que a barreira esteja posta.

Lembro de alguns momentos em que netos tentam ensinar aos seus avós a mexer em um mouse no computador. Fracasso total, os jovens de hoje não tem a paciência necessária para ensinar. E os mais velhos tem vergonha de querer aprender algo com a idade avançada.

Todavia, não podemos também deixar de comentar que o Brasil é um país em desenvolvimento. Muitos estão fora do contato da tecnologia por falta de oportunidade mesmo. Não possuem condições financeiras para comprar um computador, ter acesso a internet ou comprar um celular. Isso afasta naturalmente as pessoas da tecnologia e com isso, são potenciais cidadãos excluídos das oportunidades de emprego que exigem cada vez mais que as pessoas tenham conhecimento em informática.

Algumas pessoas escolhem esse afastamento da tecnologia por decisão pessoal, são aquelas que preferem ler um bom livro impresso a um livro digital. Querem falar com os amigos olhando nos olhos, dando um belo aperto de mão. Querem sentir o “calor” humano e não a frieza dos relacionamentos das máquinas com o homem.

Contudo, vamos ter pessoas altamente conectadas que nas primeiras horas do dia correm para o celular para ver as notícias, e-mails e SMS antes mesmo de tomar o seu café da manhã. E outras pessoas que acordam, fazem o seu bom e cotidiano café coado no filtro de algodão, escutando uma rádio AM no rádio de pilha.

Cada um escolhe a forma de de viver e como interagir com a modernidade. Se é bom ou ruim, não podemos julgar, apenas concordar.

E você, conhece alguém ainda “desconectado” da tecnologia?!

Até a próxima!

A Tecnologia da Informação trabalhando de forma positiva para melhorar os serviços públicos

O desenvolvimento de uma nação está diretamente ligado ao poder de melhoria de vários setores dentro da sociedade que, sendo um resultado positivo, pode-se dizer que determinado país está desenvolvido ou em desenvolvimento. Para isso, é necessário mensurar como um todo, as áreas que são responsáveis pelo índice de crescimento e qualidade de vida, como as áreas da saúde, educação e em nosso caso, o desenvolvimento da informação.

 

É notório que com o passar dos anos, percebemos diversos avanços na tecnologia que impactaram em nosso cotidiano, ocasionando em benefícios práticos para toda a população e para as empresas, seja ele econômico ou operacional.

 

Quando isso acontece, de forma positiva, podemos destacar que a tecnologia da informação teve um papel fundamental no desenvolvimento da sociedade, principalmente quando tratamos de serviços públicos que abrangem uma parcela considerável da população.

São vários os exemplos que poderemos citar ao longo do texto em que a tecnologia nos beneficiou de forma direta ou indireta. Em alguns situações, a nova geração (conhecida como “geração y”) nem teve a oportunidade de utilizar determinados serviços públicos na forma do seu funcionamento de antigamente, como enviar cartas pelos Correios.

Hoje, essa geração que já nasce com o contato com a internet, nem sabe como postar uma carta nos correios. Eles aprenderam que a forma de se comunicar com os outros é através de e-mail, torpedos, mensagens instantâneas e redes sociais. Mas o desenvolvimento da tecnologia permite você hoje rastrear encomendas postadas nos correios pelo próprio site dos Correios ou em “app” (aplicativos para smartphones). Antigamente, era quase que diário a “viagem” até uma agência postal para saber se chegou alguma encomenda para o destinatário.

Outro exemplo que demonstra como o desenvolvimento da tecnologia melhorou nossos cotidiano é a declaração de imposto de renda que temos que fazer anualmente. Antigamente, tínhamos que preencher um formulário no papel, torcer para não errar nenhum campo pois rasuras inviabilizavam o envio do formulário e para aqueles que tinham muitos bens, eram páginas e mais páginas de formulário para declarar o tão sofrido formulário. Os contadores na época sofriam.

Atualmente, utilizando o programa específico para declarar o IRPF, tudo ficou mais fácil. A possibilidade de se importar os dados da declaração do ano anterior, a simulação dos tipos de declaração e a crítica que o próprio programa faz, diminuiu em muito as dores de cabeça aos contribuintes que passaram a correr menos risco de cair na “malha fina” do Fisco.

O IPVA e Licenciamento (para quem possui algum tipo de automóvel) também teve o seu benefício com a tecnologia da informação. Entrando no site do Detran de sua região, você pode consultar como anda a situação de seu carro pesquisando pela placa do veículo e o número do RENAVAM. Com a tecnologia, você imprime o DUA (Documento Único de Arrecadação) na hora que for pagar, principalmente após o vencimento, o site já calcula o juros e multa, emitindo o boleto no valor correspondente atualizado para que seja pago na rede bancária. Não há mais a necessidade de se deslocar até uma Ciretran ou Detran para requisitar novo boleto com valores atualizados.

E por último, a mais recente mudança que estamos observando nas últimas eleições é a utilização de urnas eletrônicas. Fico aqui imaginado a nova geração de não ter tido contato na forma de se votar utilizando as cédulas de votação (isso mesmo, papel!). O grande benefício dessa tecnologia é a agilidade no resultado da eleição que pode levar apenas algumas horas para saber que é o novo eleito. Na forma tradicional, o resultado podia levar dias.

Enfim, estamos em um caminhar natural da humanidade: o desenvolvimento. Pode ser que esse tipo de desenvolvimento não agrade a todos mas temos que ter a consciência que para sermos melhores, temos que evoluir. Essa teoria eu levo para dentro das empresas também. Se você não evoluir algo dentro da empresa ou no seu trabalho, ficará continuando a fazer a mesma coisa, e pior, pode ser que não saia da era do papel!

Até a próxima!

Como a Esteganografia pode ajudar a evitar a ação do Anonymous em divulgar informações confidenciais

A idade pré-histórica, onde remetemos a figura do “homem das cavernas”, foi um momento crucial e importante que reflete nos dias de hoje. As “invenções” criadas naquela época, utilizando ferramentas rudimentares para a caça e a pesca, nos permitiu avançar e poder hoje, fazendo um paralelo rudimentar das ideias, ter acesso a tecnologia que inventou o celular, aviões e a internet.

Desde esse tempo histórico, já sabemos que os nossos antepassados faziam desenhos nas cavernas para gravar os momentos daquela época, usando os pigmentos rudes disponíveis no meio ambiente que permitiam gravar figuras de mamutes, renas e outros animais existentes e que eram vistos diariamente.

Essas figuras, em uma primeira análise, representam meramente as figuras de animais que eram encontrados no meio ambiente. Mas pode haver um outro significado ou alguma intenção na “mensagem” (figura) não entendível que o “homem das cavernas” gostaria de transmitir a humanidade futura através das figuras.

Nos dias atuais, existem algumas técnicas forense para que um indivíduo possa transmitir diversos documentos digitais importantes usando arquivos de áudio, figuras e outros formatos para “mascarar” a aparência do documento, o qual chamamos de Esteganografia.

A Esteganografia é uma técnica que permite ocultar um texto ou documento sigiloso dentro de outro arquivo, que pode ser uma imagem, música, vídeo ou mesmo em outros textos. O seu objetivo é garantir que a mensagem oculta inserida em outro arquivo digital, consiga chegar ao seu destino sem que ninguém perceba que existe arquivo inserido em uma foto, por exemplo.

Seu computador irá abrir a imagem utilizada no processo e o usuário vai enxergar somente uma foto, nada mais do que isso. Mas na verdade, com a esteganografia, o destinatário vai realizar o processo inverso feito na origem do envio da imagem e assim, subtrair os documentos que estão interligados na imagem, concretizando a ocultação e a transmissão de informação sigilosa de forma tranquila e sem levantar suspeitas.

Desse modo, eu fico analisando qual o motivo que os órgãos públicos não adotam essa medida para transitar na internet, mensagens confidenciais e sigilosas, garantindo que em nenhum servidor no meio da transmissão, vá copiar os dados confidenciais e compartilhar com o grupo Anonymous.

Seria uma forma interessante de manter armazenado no computador das autoridades públicas, somente arquivos de imagens (bandeira do Brasil, do Estado, do Município, da bandeira do Partido Político, enfim… somente figuras) e dentro de cada figura constarão os dados sigilosos, protegidos com senha, obviamente, que só permita desfazer a esteganografia mediante o uso de uma senha.

Assim, mesmo que o computador seja “invadido” por hacker, aqueles que não tiverem conhecimento da técnica de esteganografia, não vão desconfiar das imagens estenografadas, que na verdade, são documentos importantes. Vale ressaltar que isso é uma ideia pois a dificuldade de se colocar em prática é quando ocorrer a necessidade de se pesquisar um determinado documento que se encontra armazenado no computador da autoridade pública. Pesquisar que imagem?

E você, já usou a técnica de esteganografia em algum momento?

Até a próxima!

Como um administrador de redes pode monitorar o tráfego dentro de um switch gerenciável?

A informação é uma matéria-prima lapidada que se bem empregada, pode gerar um determinado conhecimento. O conhecimento gera uma perspectiva positiva ou negativa, dependendo de quem a possua. É como a eletricidade, ela pode servir para o bem ou para o mal. Ela pode dar a luz ou também pode matar, vai depender de como será utilizada. Se para o bem, servirá para iluminar os locais escuros. Para o mal, será utilizada para eletrocutar e matar alguém com choques intermináveis, como se fosse uma sessão de tortura de guerra.

Dentro de uma ambiente corporativo, existem diversos assuntos que são tratados utilizando a rede de computadores para que as informações sejam enviadas e recebidas pelas pessoas, transformando em conhecimento. Geralmente, a maior parte do conhecimento produzido em um ambiente de trabalho, tem como o objetivo as tarefas inerentes a cada função dentro da corporação, sejam elas meramente operacionais ou de cunho gerencial.

Entretanto, não é de se surpreender que determinadas informações acabam sendo trocadas entre funcionários ou pessoas desconhecidas fora do ambiente da empresa e que não deveriam ser divulgadas por se tratarem de informações sigilosas. É muito importante para as empresas terem um certo controle nas informações geradas fruto do trabalho de seus funcionários principalmente quando se trata de negócios novos ou produtos em lançamento. Basta um descuido e o protótipo é enviado ao concorrente por alguns milhares de dólares e pronto, o estrago está feito.

Quando se desconfia de algum funcionário ou determinado setor, a empresa possuindo dentro de suas políticas de segurança, com o devido conhecimento do funcionário quando ele entra para o cargo concorrido, que os computadores e e-mail podem ser monitorados, é ora do empresário agir e contar com o conhecimento técnico de seu responsável de TI para evitar prejuízos maiores a companhia. Resumindo: monitoramento.

O switch possui um papel fundamental dentro de uma rede de computadores e melhor ainda se ele for do tipo gerenciável. Esse recurso possibilita ao administrador da rede realizar um monitoramento do tráfego gerado em determinadas portas e verificar o que se passa dentro da infraestrutura de dados, que passa dentro do switch.

Com o devido acesso dentro do switch, basta ir nas configurações de porta onde tem a opção de criar “mirror”. Essa opção, você irá “copiar” o tráfego de uma determinada porta que será o alvo de monitoramento e fazer um espelho, que é o mirror, para a porta onde o seu notebook ou computador desktop está conectado no switch. Após criar o mirror, execute em sua máquina um programa de monitoramento de rede (como o wireshark, por exemplo) e capture os pacotes de dados por um determinado tempo, a fim de verificar posteriormente os dados que foram trafegados na porta alvo ou verifique em tempo real, adicionando determinados filtros no programa de monitoramento para saber se as suas suspeitas vão se concretizar.

É importante observar que nada adianta capturar os pacotes de dados se o profissional de TI não sabe analisar os dados capturados. É como procurar uma coisa que não sabe o que é. Nessa hora, é importante o conhecimento técnico e dedicado, que um pacote de dados mal analisado pode fazer toda a diferença no resultado.

Desse modo, não coloque meramente no seu currículo que você tem experiência em roteamento, firewall e segurança da informação, quando na verdade, você nem sabe qual a diferença entre pacotes TCP e UDP.

Até a próxima!