Espionagem na Tecnologia: a sua vida está sendo “monitorada” há muitos anos

As revelações bombásticas de ex-analista contratado pela NSA (Agência de Segurança Nacional dos EUA), Edward Snowden, que deixou o EUA e foi-se refugiar na Rússia trouxe a discussão em todo o mundo a respeito do tema: Espionagem.

Já sabemos que o conhecimento é o ativo mais importante de uma empresa, assim como as pessoas que trabalham dentro dela. Uma informação sigilosa mal guardada, é passível de levar a quebra de uma empresa. Basta que um determinado projeto revolucionário seja de conhecimento do concorrente que pronto, o estrago já está feito.

Imagina então quando informações sigilosas de uma sociedade inteira está disponível para um determinado Governo? E pior, sem o consentimento e nem de conhecimento dos coitados cidadãos que acreditam que possuem algum tipo de privacidade nos dias de hoje, que tanto nos esbarramos nos verdadeiros “Big Brothers” nas ruas e nos estabelecimentos comerciais.

Não é a toa que diversos países e autoridades mundiais ficaram em uma saia justa quando determinados documentos oficiais foram divulgados para o mundo, principalmente através da organização, sem fins lucrativos, WikiLeaks. Diversos problemas diplomáticos surgiram com a divulgação de informações secretas. Espionagem?!

Vamos nos remeter ao nosso cotidiano e verificar se também não estamos passíveis de espionagem tecnológica sem ao menos termos noção desse “monitoramento” diário. Antes de tudo, posso afirmar com total convicção: se você usa a tecnologia no seu cotidiano, nem que seja para receber ou realizar ligações de celular, desculpe mas… você está sendo monitorado.

A telefonia de celular, pelo próprio nome que caracteriza a forma de funcionamento do serviço móvel de telecomunicação, que se utiliza de antenas transmissoras de sinal de celular (as chamadas ERB – Estações Rádio Base) para levar o sinal da telefonia ao seu aparelho telefônico.

É a comunicação do seu celular com as várias antenas de celular em sua cidade que permite você se deslocar entre os bairros e municípios, falando no celular sem que a ligação seja interrompida (conhecido como Roaming). Quando isso acontece (a queda de sinal e é um gerador de reclamação nos Procons Estaduais) é porque uma determinada região está fora da área de cobertura de uma dessas antenas.

Mas o que tem a ver o sistema de telefonia celular com a espionagem tecnológica? Vou explicar: o seu celular enquanto passa de antena a antena para garantir que tenha sinal eu seu aparelho, existe uma comunicação entre as antenas ERB e o seu celular. Com isso, todo os seu percurso e trajeto dentro da cidade, fica registrado no sistema informatizado da operadora de telefonia por onde você passar, por onde passou e onde você está nesse momento. Em qual antena ERB, qual latitude e longitude (geolocalização).

Ou seja, se você tiver inimigos dentro da operadora de celular e alguém, mesmo que de forma ilícita, quiser saber onde você se encontra, basta acessar o sistema interno da operadora e te localizar em qual antena seu celular está “conectado”, ou melhor, recebendo o sinal de celular. Isso não é espionagem?

Não vamos muito longe. A navegação na internet é rica em rastros deixados no computador para indicar quando você acessou determinados sites, quais assuntos você frequentemente pesquisa no Google e assim, as empresas conseguem traçar o seu Perfil Econômico para divulgar produtos e serviços que tendem a se encaixar nas suas preferências.

Alguns vão falar que basta não aceitar os “cookies”, realizar a navegação privativa e outros recursos que dificultam essa “espionagem eletrônica”. Certíssimos! Mas convenhamos, esse procedimento de navegação é o padrão de todos internauta conectado na internet?

Claro que não! Você usa o gmail, hotmail, ou outro webmail gratuito? Já percebeu que os anúncios que aparecem em sua caixa postal ou dentro da plataforma do webmail, em forma de banners, são de produtos ou serviços que encaixam nas suas preferências pessoais ou profissionais?

Por exemplo, no gmail recebo anúncios de softwares, equipamentos de informática, ferramentas, etc. Como o gmail sabe disso? Bola de cristal? Nada, nesse caso, basta um algorítmico no webmail do gmail para percorrer os meus e-mails recebido e enviados e realizar uma indexação das palavras mais trocadas nos e-mails para se montar um perfil meu e assim, oferecer os produtos que mais tenho falado em meus e-mails.

O caso que mais chamou a atenção na mídia é os EUA gravarem todas as suas conversas que um dia você teve no Skype, MSN e outros meios. O servidor principal dessas plataformas ficam onde mesmo? Quando você loga, a sua base de dados com o seu cadastro na rede social está aonde? Em um servidor no Brasil? Claro que não. Está lá, na terra do Tio Sam.

Basta o Governo americano suspeitar de uma mensagem sua para você ser monitorado 24h. Se tiver conteúdo de terrorismo então, nem pense nas consequências. Aí que a espionagem acontecerá mesmo.

Ainda no Gmail, você pode perceber que as informações de quem acessa a sua conta e de qual IP você conectou o seu gmail, está tudo disponível para eles. Quer ver? Entre na sua conta do Gmail e ao final da página da caixa de entrada, no canto direito inferior da tela, procure por “Details” (“detalhes” para quem usa o tema em português – Brasil). Ficou surpreso? Olha a lista dos IP’s de onde você estava para entrar na sua conta, a data, a hora, a versão no navegador… Se você tem a informação é porque eles também tem. E pior, desde de quando você criou a sua conta.

Poderia dar inúmeros exemplos aqui mas eu só quero levar ao debate que não podemos nos surpreender quando alguém falar que estamos sendo espionados na internet. Já abrimos há muito tempo mão da privacidade em nome da comodidade (no casos de ter uma conta de e-mail sem pagar em troca do servidor saber o que eu gosto e o que eu ando fazendo).

Tem gente que se inscreve para determinados programas de televisão para expor toda a sua intimidade em troca de dinheiro. O que esperar então da tecnologia?

Só nos resta uma coisa: ter cuidado com aquilo que ainda temos controle porque de resto, o que você achava que era só seu, já faz parte da internet (e de todos) há muito tempo.

Até a próxima!

Na era da tecnologia, alguém ainda está “desconectado” da modernidade?

Computadores, tablets, smartphones, notebooks… equipamentos que conhecemos e utilizamos em nosso dia a dia como ferramentas de trabalho ou lazer. A tecnologia nos proporciona algumas mobilidades que nem sonhávamos algumas décadas atrás. Uma das grandes revoluções que percebemos é a telefonia móvel, que a cada ano aumenta o números de pessoas aderindo aos aparelhos celulares. Algumas pessoas possuem mais de um aparelho celular.

A geração que nasceu da década de 90 para frente, tem mais facilidade em assimilar as tecnologias novas que surgem no mercado pois são jovens que já nasceram na era da internet, do computador, enfim, na era da tecnologia.

Entretanto, os pais desses jovens, uma geração dos anos 50, 60, viveram em um período sem essa tecnologia modernas dos tempos atuais. Não existia a internet para eles, nem computador era acessível no Brasil. Quanto mais a telefonia celular, coisa para filmes futurísticos para a época.

A tecnologia da época era retratada nas máquinas de escrever manual, aquelas que a cada “enter” a máquina pulava uma linha mas você, manualmente, tinha que puxar uma alavanca para a esquerda para trazer a parte de cima da máquina de escrever para o início da folha no lado esquerdo, e assim, começar a escrever na folha de papel.

Nessa época, usavam-se os velhos discos de vinil para escutar uma boa música em que a cada quebra da agulha da cabeça de leitura do aparelho de reprodução de disco de vinil era um sacrifício trocar e custava muito caro.

Contudo, hoje é muito difícil alguém ficar “desconectado” da tecnologia atual e não querer participar da modernidade tecnológica, acreditando que o que temos hoje é uma coisa supérflua e sem necessidade. Será?!

Creio que não deve ser tão simples assim. É certo que a tecnologia nos trouxe avanços no desenvolvimento na sociedade, simplificou determinas tarefas e agilizou algumas ações, diminuindo a distância entre as pessoas e lugares.

Entretanto, temos que levar em conta as pessoas de mais idade que não ligam para a tecnologia por achar muito difícil de operá-la. Elas conviveram décadas com luz de lampião, escutando rádio de pilha e vendo televisão preto e branco. Essa pessoas argumentam que o que tinha que ser aprendido já passou, não estão interessadas no novo, as vezes até tentam entender a tecnologia mas devido a tradição, basta uma primeira dificuldade com a tecnologia para que a barreira esteja posta.

Lembro de alguns momentos em que netos tentam ensinar aos seus avós a mexer em um mouse no computador. Fracasso total, os jovens de hoje não tem a paciência necessária para ensinar. E os mais velhos tem vergonha de querer aprender algo com a idade avançada.

Todavia, não podemos também deixar de comentar que o Brasil é um país em desenvolvimento. Muitos estão fora do contato da tecnologia por falta de oportunidade mesmo. Não possuem condições financeiras para comprar um computador, ter acesso a internet ou comprar um celular. Isso afasta naturalmente as pessoas da tecnologia e com isso, são potenciais cidadãos excluídos das oportunidades de emprego que exigem cada vez mais que as pessoas tenham conhecimento em informática.

Algumas pessoas escolhem esse afastamento da tecnologia por decisão pessoal, são aquelas que preferem ler um bom livro impresso a um livro digital. Querem falar com os amigos olhando nos olhos, dando um belo aperto de mão. Querem sentir o “calor” humano e não a frieza dos relacionamentos das máquinas com o homem.

Contudo, vamos ter pessoas altamente conectadas que nas primeiras horas do dia correm para o celular para ver as notícias, e-mails e SMS antes mesmo de tomar o seu café da manhã. E outras pessoas que acordam, fazem o seu bom e cotidiano café coado no filtro de algodão, escutando uma rádio AM no rádio de pilha.

Cada um escolhe a forma de de viver e como interagir com a modernidade. Se é bom ou ruim, não podemos julgar, apenas concordar.

E você, conhece alguém ainda “desconectado” da tecnologia?!

Até a próxima!

Por quê o BYOD assusta muito gestor de TI nas empresas?

Cada vez mais as pessoas utilizam a tecnologia para auxiliar em suas tarefas diárias, desde o simples ato de acordar com o alarme de um celular que muita das vezes é utilizado como despertador até responder os e-mails corporativos dentro do ônibus ou aeroporto, através do tablet ou smartphone.

A facilidade com que a tecnologia proporciona nos dias de hoje traz uma série de benefícios para os usuários e frequentadores assíduos desses equipamentos eletrônicos que para muita gente é difícil viver sem eles. Logicamente, tem o próprio mercado que “dita” o que devemos usar e nos ilude com situações que nos força a acreditar que precisamos adquirir determinados equipamentos para resolver problemas mais facilmente ou problemas que ainda nem temos mas que poderemos ter.

As empresas estão observando nos seus funcionários a utilização de várias tecnologias como o Windows, Linux, Mac no ambiente corporativo e em algumas delas, os empregados já fazem o uso de dispositivos móveis para trabalhar no horário do expediente, dentro da corporação e fora dela.

Esse comportamento é caracterizado pelo BYOD (Bring Your Own Device) que traz a concepção do funcionário levar o seu dispositivo eletrônico pessoal para dentro do ambiente de trabalho sem que haja a necessidade da empresa adquirir o equipamento eletrônico. Nessa situação, a permissão da companhia em deixar o empregado usar o próprio dispositivo reflete na redução de custos operacionais para comprar o equipamento e permitir ao funcionário para que ele continue a trabalhar fora da empresa.

Entretanto, um dos fatores que assusta muito gestor de TI nas empresas com a prática do BYOD é a segurança da informação. Para o empresário, é muito cômodo permitir que o funcionário dele leve para o trabalho o tablet pessoal para utilizar no ambiente corporativo como uma ferramenta de trabalho, onde os e-mails de reuniões e de clientes serão respondidos no próprio equipamento eletrônico. Afinal, qual empresa que não gostaria que o seu parque tecnológico fosse todo dos próprios funcionários? Assim, não teria o custo de aquisição de computadores e afins.

Todavia, o bom gestor de TI que tem a visão da segurança da informação vai indagar algumas variáveis com a chefia para mediar essa prática do BYOD dentro da companhia. Quando o funcionário leva de casa o smartphone para o trabalho, por exemplo, ele está usando o celular dentro da empresa para realizar algumas tarefas corporativas e ao mesmo tempo, esse equipamento possui informações pessoais do colaborador como fotos de eventos, e-mails particulares e todas as contas das redes sociais cadastradas no aparelho.

O contrário também é verdadeiro. Ao deixar a empresa após o término da jornada de trabalho, a conta do e-mail corporativo assim como todos os e-mails vão junto com o funcionário para a casa. Desse modo, caso o funcionário perca esse celular ou seja assaltado, vai existir um grande problema para a empresa pois existem dados confidenciais dentro do aparelho que nas mãos erradas, podem falir uma empresa.

Existem milhares de funcionários que não criam nem ao menos uma senha de bloqueio de tela do celular. Imagine esse equipamento nas mãos erradas? É uma mina de ouro de informações confidenciais corporativas que só existem ali devido a prática do BYOD. Não sou contra o uso, até porque eu mesmo faço parte das pessoas que permito o BYOD, desde que com as devidas orientações aos funcionários e algumas medidas simples para preservar as informações contidas nos equipamentos móveis.

O gestor de TI é na verdade um gestor da informação. Ele sabe onde estão as informações, para onde vão e como encontrar. E na perda delas, qual atitude a ser tomada para minimizar o impacto e as consequências para a empresa. Não se pode engessar uma empresa por conta do tradicionalismo ou por não acreditar na mobilidade. Já faz parte do nosso cotidiano e o nosso papel é fazer acontecer em nossas empresas de uma forma organizada e segura.

Da próxima vez que o seu chefe sugerir a utilização do BYOD na empresa, não seja contrário de imediato. Até porque, as vezes, o gestor de TI nega o uso por simplesmente desconhecer o que é BYOD!

Até a próxima!

Precisa monitorar alguém? Dê como presente um smartphone e seja feliz!

A sociedade busca por tecnologia para atender as suas necessidades diárias e realizar tarefas com o menor esforço possível. Essa é uma consequência do mundo moderno em que vivemos, muita tecnologia que agrega muito custo para manter e ter esse tipo de benefício tecnológico.

Alguns segmentos da economia conseguem desfrutar desse momento de evolução dos equipamentos eletrônicos para ganhar dinheiro. Os empresários gostam de tecnologia e estão sempre pensando em um jeito de ganhar dinheiro com ela. Muitos se especializam e conseguem a satisfação profissional com ideias boas e eficientes.

A população nem sempre pensa em ganhar dinheiro com a tecnologia e sim, como utilizá-la a seu favor. Escutamos amigos reclamarem que não sabem se estão sendo traídos pois a parceira chega tarde em casa, fica desanimada, não liga mais para eles… enfim, a preocupação e o medo tomam conta do sujeito que ele só enxerga uma solução: contratar um especialista (detetive particular) para monitorar e confirmar as possíveis suspeitas que nem sempre são verdadeiras.

Resultado desse investimento desnecessário e com um alto custo financeiro: fica com cara de bobo e pior, sem dinheiro no bolso. Situações essa que milhares de pessoas recorrem para ter a certeza se tem algo estranho no ar e querem descobrir de alguma forma o que está acontecendo. A mente humana é cruel, perversa e se não tiver controle, os pensamentos tomam um rumo inesperado e determinadas ações poderão ter um fim trágico, mesmo sem nenhum tipo de prova existir a respeito do possível fato da traição.

Mas nem tudo está perdido e também não necessariamente você precisa monitorar uma pessoa por supor uma traição. As vezes a mãe ou o pai preocupado com a mudança repentina dos filhos, quer saber se eles estão usando algum tipo de entorpecente, se estão frequentando boca de fumo ou simplesmente verificar se o adolescente foi mesmo realizar o trabalho escolar na casa do amigo na localidade informada aos pais antes de sair de casa.

Com a chegada dos smartphones no mercado, tornou-se possível monitorar os passos da pessoa querida através desses celulares modernos. E não só para isso. Quantos casos na televisão e no jornal que são noticiados de sequestro relâmpago ou até mesmo de roubo de carro mediante violência aos seus ocupantes, que precisam entregar todos os seus pertences aos criminosos, inclusive o seu moderno aparelho smartphone.

Ficou fácil monitorar as pessoas ou carro com um aparelho desse. Basta instalar um aplicativo no celular e pronto, seu celular já será possível ser rastreado. Se for um Iphone, celular da Apple, é mais fácil ainda. Não precisa instalar app nenhum, basta realizar o login na opção de Cloud no aparelho com a sua conta do App Store e habilitar o uso do iCloud e da opção de localização do celular.

Pronto, qualquer necessidade de se rastrear o aparelho, você pode realizar a busca por um Ipad ou pelo site da Apple. Em instantes, aparecerá em sua tela a localização do aparelho e aí, é só informar as autoridades e aguardar o desfecho final.

As pessoas agora não precisam mais pensar em como monitorar seus entes queridos sem ter que gastar muito. Dê a ela um smartphone! Com o serviço de localização ativado antes da entrega do aparelho, a sua preocupação em desconfiar se tornará em certeza, ou não. A questão que poderemos detalhar em outro momento é quanto a moralidade em realizar esse ato, afinal, a pessoa acredita que está recebendo um presente (e está mesmo) mas não sabe que por trás há uma “troca” não negociada: a divulgação de sua localização para a pessoa que te deu o smartphone.

Não tenha dúvida que é um tipo de controle, como se as pessoas fossem “posse” mas no fundo, é menos custoso que contratar um serviço de detetive particular e no final da investigação descobrir que ela ou ele não está te traindo. Somente estava reformando um apartamento as escondidas para depois te pedir em casamento e morar nesse local! Simples assim.

E mais, pelo menos se não encontrar nada de anormal monitorando a pessoa, poderá utilizar o presente dado realizando uma ligação e declarando em alto e bom tom: EU TE AMO!

Quer ser feliz e com dinheiro no bolso? Dê um smartphone!

Até a próxima!

Ganhou dispositivo do Chefe? Não, não é presente. É mais trabalho!

As inovações tecnológicas estão presentes em nossa vida e a cada dia que passa, mais uma novidade é lançada no mercado para atender as expectativas de um público bem exigente, com gosto pela marca do produto, qualidade, os recursos disponíveis e além disso, por um preço justo que justifique todas essas características.

Quando os pequenos computadores portáteis foram lançados, os notebook, virou um febre. As pessoas queriam comprar a todo custo pois era novidade e na época o marketing foi forte em conquistar o gosto dos consumidores, forçando muita das vezes a venda do equipamento para consumidores que na verdade não precisavam, mas simplesmente achavam prático e bonito, pagando pelo valor.

Muito pai de família teve que fazer horas extras, trabalhar em dois turnos para satisfazer um pedido da esposa ou dos filhos para comprar o tão sonhado notebook. Algumas pessoas chegavam a fazer consórcio. Nem vou mencionar as que se endividavam.

Depois de um tempo, o momento do notebook passou e chegou o netbook, um aparelho mais compacto, mais leve, ideal para aquelas tarefas mais simples como uma palestra e até mesmo substituir o caderno, acabando com o papel e com a mochila pesada com tantos cadernos. Coitados dos professores que não sabiam mais se o aluno estava digitando a matéria da aula ou conversando nas redes sociais.

O momento agora é do smartphone, um aparelho de celular que tem recursos basicamente de um computador, além da simples função de fazer e receber ligações. Ele manda e-mail, acessa a internet, entra nas redes sociais, tira foto, grava filmes, etc. Os mais modernos tem tela de retina, outros gravam em full hd, tela com 6 polegadas de tamanho, processador com vários núcleos, enfim, é o equipamento do momento.

Eu fico vendo que em determinados lançamentos de smartphones, fica uma multidão na fila desde a madrugada para comprar o celular no dia seguinte, nas primeiras horas de funcionamento comercial correndo o risco de ser pisoteado e até mesmo ser agredido fisicamente por consumidores concorrentes que não querem nem pensar na ideia de voltar para a casa sem o aparelho.

Como o seu chefe é bonzinho e sabe dos seus sonhos, ele acaba te fazendo um “favorzinho”. Te presenteia com um belíssimo Smartphpone de última geração, aquele que você andava economizando dinheiro a todo custo para um dia ter condições de pagar e enfim, também ficar na “moda” com a galera que tem um celular desse.

Pronto, você está feliz, agradece ao seu querido chefe e esquece todas aquelas chamadas de atenção que recebeu no passado, aquele pedido de aumento de salário que foi negado e as horas extras que teve que fazer a pedido do chefe, bem naquele dia da festa de aniversário da sua mãe. Nada disso mais importa, o chefe te deu um “presente” dos sonhos….

Leve engano. Após passar o momento de euforia do funcionário, que dependendo do smartphone pode levar até uma semana para passar, voltamos ao nosso cotidiano e ele percebe agora que a sua vida profissional mudou. Antes de ter o aparelho, os e-mails que entravam na sua caixa postal após o expediente só seriam respondidos no dia seguinte ou no próximo dia útil, no caso dos finais de semana.

Agora tudo mudou. O e-mail da empresa está configurado no seu celular e a cada 30 minutos você não consegue mais viver sem ter que dar uma olhadinha no celular para saber se chegou algum e-mail importante. Afinal, agora posso responder aos e-mails no próprio aparelho, não deixando para depois aquilo que você pode fazer agora. Incrível! E sem receber hora extras, afinal, você ganhou o aparelho do chefe e tem aquele sentimento do dever de retribuição.

Na madrugada, o celular toca e alguém do turno na empresa não está conseguindo encontrar um determinado documento no servidor. Mas para você não tem problema pois tem um smartphone na mão e prontamente realiza aquela conexão remota com o servidor da empresa, acha o documento e informa ao funcionário onde está. Pronto, fez o seu dever de bom funcionário e agora está feliz podendo voltar a dormir.

Contudo, o funcionário passa cada dia mais relacionado com a empresa e menos atencioso com a família pois tem um ‘presente” nas mãos que o condicionou a trabalhar em qualquer hora pela facilidade que o celular lhe proporciona. Ele está feliz por ter um smartphone “da hora” e a empresa está feliz por ter um funcionário produtivo que só lhe custa o salário do horário de expediente e trabalhando por 24h.

Podemos concluir que presentinho tecnológico do chefe não é presente, É TRABALHO!

Até a próxima!

Facebook Home: a evolução do Outdoor tradicional?

O mundo capitalista gira em torno do ato de comprar e vender produtos e serviços, onde o comerciante tem a preocupação em vender o seu produto/serviço e no outro lado a figura do consumidor, que deseja algo para consumir (se tratando de serviço) ou para ter (quando falamos de produto).

A preocupação do empresário é conseguir com que as pessoas saibam o que ele está comercializando pois nada mais frustrante que chegar ao final do dia e o estoque nem saiu do lugar ou aquele estabelecimento comercial que aluga quartos para uma noite tranquila, fique vazio e cheirando a mofo.

O consumidor precisa também conhecer o que há no mercado para satisfazer a sua vontade. Imagina em um determinada situação em que você precisa viajar para uma cidade e não sabe quais são os hotéis existentes na cidade em que ficará hospedado por alguns dias e não deu tempo de pesquisar na internet a relação de hotéis da cidade. O jeito é pesquisar quando chegar no destino, de alguma forma ou outra vai ser possível encontra um quarto para dormir.

Uma forma de se fazer propaganda e que tem sido usada há muito tempo é o chamado Outdoor. Quem nunca passou por uma local e uma propaganda está lá toda estampada em uma placa enorme de madeira ao lado da rua, avenida ou estrada, com o anúncio da propaganda (mesmo que seja propaganda política) de tamanho considerável que dificilmente alguém vai passar e não vai ler.

Geralmente, o comerciante aluga o espaço para ter o seu anúncio mostrado por um determinado tempo e após esse prazo, outra propaganda toma conta do espaço e assim por diante, em que no mesmo local pode ao longo do ano, existir centenas de propagandas diferentes.

Atualmente, o Facebook inovou e lançou o Facebook Home, uma espécie de interação da rede social que pode ser acomodado na área de trabalho inicial do seu celular, permitindo que você fique atualizado com o que passa na grande rede social e assim, não poderá ter mais a desculpa que não tem tempo para ler o que acontece por lá.

Entretanto, a análise dessa inovação não pode ser tão superficial a ponto de acreditar que o objetivo do Facebook Home é só manter o usuário da rede social atualizado com os feeds de notícias dos amigos. Percebo que no futuro, como forma de angariar lucro e visibilidade, o Facebook pode incentivar que patrocinadores comecem a utilizar esse meio para fazer as suas propagandas, encontrando um público farto e gigantesco de possíveis consumidores.

Afinal, estamos quase alcançando a taxa de um celular para cada habitante no Brasil. Imagina a situação: uma grande empresa automobilística coloca um anúncio de lançamento de um novo carro no mercado brasileiro e utiliza o Facebook home para isso. No momento que você desbloquear a tela do seu celular, como o Facebook home estará na sua página inicial, a primeira mensagem que você irá ler será a propaganda paga. Somente depois conseguirá ler as mensagens dos amigos.

Grande sacada? Pode ser, afinal, o anúncio do outdoor tradicional, aquele fixo no chão só tem visibilidade para quem passa no local. Se eu não costumo passar na mesma localidade do outdoor, nunca saberei do anúncio. Agora, com o Facebook Home, aonde você estiver, receberá um anúncio de um determinado produto ou serviço. Isso que eu chamo ( e estou inventando) de “mobildoor”.

Até a próxima!

Você já deu bom dia ao siri hoje?

Smartphones, tablet, netbook, ultrabook… aparelhos modernos e característicos dos dias atuais onde a tecnologia avança sem parar e traz vários benefícios que facilitam as nossas tarefas do cotidiano, mesmo tendo que pagar um preço alto para usufruir desses benefícios.

Antigamente, a telefonia fixa do país era tão primitiva que para se completar uma ligação de uma cidade para outra, era necessária a intervenção de uma telefonista na central da operadora de telefonia que com os seus longos e complexos fios, fazia a comutação da ligação, um tira e coloca de fio nos conectores de um painel grande para fazer completar a ligação.

Nos dias atuais, ninguém que não seja daquela geração ou pelo menos teve alguma avô contando a história de como se completava as ligações, não tem a menor ideia de como era difícil naquele tempo a vida de telefonista e como era a qualidade das ligações telefônicas.

As crianças já nascem na onda da tecnologia, alguns filhos já dominam muito mais a tecnologia que os próprios pais. Existem ainda uma dificuldade muito grande para os adultos em digerir a tecnologia e os pequeninos acabam ensinando com facilidade os mais velhos pela facilidade em adquirir o conhecimento digital, consequência do desenvolvimento da tecnologia nos dias de hoje.

A indústria de telefonia a cada ano tenta inovar e inventa facilidades para que os consumidores tenham o menor trabalho possível, deixando-os felizes e satisfeitos, mesmo que seja necessário desembolsar um valor alto para ter o aparelho da moda. Inicialmente, o aparelho de celular, especificamente, foi inventado para permitir realizar e receber chamadas fora de uma localidade fixa, ou seja, fora de casa.

Mas ao longo do tempo, o aparelho não ficou restrito somente a fazer e receber ligações. Agora podemos navegar na internet, tirar fotos, fazer vídeos, brincar com jogos, instalar programas, etc. Os smartphones agora viraram um tipo de computador que faz de tudo um pouco.

O grande empresário, inventor e mentor no setor americano de informática, Steve Jobs – da Apple, conseguiu criar um aplicativo no celular que consegue “conversar” com o usuário do celular, tornando a interação mais agradável entre homem e máquina, revolucionando a área de tecnologia: o siri.

Embora já exista aplicativos que reconhecem comando de voz para executar determinadas tarefas, o grande diferencial do Siri está não só na possibilidade do software responder a uma ação sua mas também entendê-la e apresentar ao usuário a melhor alternativa possível dentro de um contexto.

Por exemplo, a ideia do aplicativo siri é que quando o usuário falar no celular “eu gostaria de comer uma maça”, o aparelho (iphone) identifique que se trata de comida e o aplicativo mostraria uma lista de locais onde você possa comer maça. Tarefa mais simples ainda se você utilizar a geolocalização, que as opções de lugares seriam os mais perto de onde se encontra naquele momento o usuário.

Imaginemos agora o Siri como um assistente pessoal, que anota os seus recados a medida que vai falando, envia os e-mails quando solicitado e procura uma determinada informação na lista de contatos para realizar uma ligação, tudo isso enquanto você está no trânsito e dirigindo o seu carro, mantendo as duas mão no volante.

Realmente, a tecnologia veio para nos ajudar e aumentar a produtividade, já que não podemos aumentar o números de horas do dia, que continua com 24 horas. O jeito é apelar para essa tecnologia e além de ficar em dia com os recursos mais atuais no mundo da informática, você terá alguém perto de você para “conversar”.

Então, você já deu bom dia ao siri hoje?

Até a próxima!