Safe Drive: o seu mini-bafômetro

O natal está chegando e você não sabe o que comprar para os amigos. Que tal presentear as pessoas que você gosta com uma novidade tecnológica que está virando a “febre” do momento: Safe Drive! É um aparelho que funciona da mesma forma que o bafômetro, só que tem as dimensões reduzidas para ser levado no bolso e vinculado ao chaveiro do carro.

O funcionamento parece ser bem simples, você assopra em um orifício do equipamento que possui três Led’s: verde, amarelo e vermelho. Cada um deles possui um nível de concentração de alcool na respiração, e calcula por referência, quanto deve ter também de alcool no sangue. Apesar de não ser recomendado dirigir após beber, o aparelho seria um estímulo das esposas em possuir um argumento forte para que seus esposos (a gente tem mania de falar em marido) não dirijam se o aparelho acender o led amarelo.

O produto pode ser encontrado na internet em diversos sites de venda virtual. Eu encontrei um desses modelos em http://www.safarishop.com.br/pl_site/bafometro.asp. Pelo custo/benefício, até que é um produto barato pela economia que se terá evitando um acidente e até mesmo uma tragédia. Portanto, se você estava em dúvida no presente que ia dar, que tal se preocupar com a integridade de seu parceiro(a) e comprar o Safe Drive, o bafômetro de bolso? A sociedade agradece…

Roney Médice

Analista de Sistemas e Bacharel em Direito

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Químicos rebatem “fórmula” para enganar o bafômetro

Internautas e desafetos da chamada lei seca (nº 11.705) circulam uma fórmula para burlar o bafômetro. O único detalhe é que, apesar da forte divulgação, ela não possui qualquer embasamento científico. (leia o “passo-a-passo” de como empregá-la no fim do texto).

Uma corrente que circula por e-mails e fóruns afirma que, ao misturar coca-cola e gelo momentos antes de passar pelo teste do assopro, uma certa quantidade de hidrogênio seria liberada da ingestão, confundindo o sistema.

A dica já é, de longe, a mais elaborada e difundida promessa para passar alcoolizado pela polícia. Seja nas preocupadas mesas de bar, seja na busca do Google, quem fala em “enganar o bafômetro” acaba cruzando com a sugestão.

“Isso é realmente só um boato, não há qualquer embasamento químico. O gelo não libera hidrogênio!”, protesta o professor da USP Reinaldo Bazito.

“Os espertinhos que tentarem fazer isso vão inevitavelmente dormir na delegacia”, pondera o professor Renato Sanches Freire. Segundo ele, ” se gelo liberasse hidrogênio, estaríamos todos explodindo”.

“Não é possível formar hidrogênio nas condições descritas. Seria necessário usar corrente elétrica, isto é, realizar uma eletrólise, ou usar alta temperatura, da ordem de 800 ºC. Adicionando gelo à coca-cola, há apenas liberação de gás carbônico”, completa o professor Peter Wilhelm Tiedemann, também da USP.

Outras estratégias menos famosas encontradas na rede, como beber azeite ou ingerir carvão ativado, receberam o mesmo tratamento de especialistas. Foram desmentidas.

“Chegou na blitz, maior comandão”

A lei seca passou a considerar crime conduzir veículos com qualquer teor de álcool no organismo. A punição para quem não cumprir a lei é considerada gravíssima e prevê suspensão da carteira de habilitação por um ano, além de multa de R$ 955 e retenção do veículo.

A suspensão por um ano do direito de dirigir é feita a partir de 0,1 mg de álcool por litro de ar expelido no exame do bafômetro (ou 2 dg de álcool por litro de sangue). Acima de 0,3 mg/l de álcool no ar expelido (ou 6 dg por litro de sangue), a punição inclui também a detenção do motorista (de seis meses a três anos). O crime é afiançável –o valor pode chegar a R$ 1.200.

Para quem, ainda assim, quiser se aventurar na próxima blitz, leia abaixo a falsa receita antibafômetro:

“1) No final da balada, seja no bar ou em alguma festa, antes de sair (só antes de sair), peça ao garçom um copo descartável com coca-cola e bastante gelo.

2) Vá embora com o seu copo para o carro e vá dando umas goladas” de vez em quando.

3) Chegou na blitz, maior comandão. Pare o carro com calma, afinal você não está tão bêbado. Tome um gole bom de coca-cola, garantindo que as pedras de gelo menores fiquem em sua boca.

4) Se o policial pedir primeiro os documentos e coisa e tal, tome outro gole seguindo o procedimento 3.

5) Finalmente, o bafômetro. Sopre devagar e no mesmo ritmo. Mesmo que você tenha tomado um monte, mas se sente legal, o teste vai dar negativo ou abaixo dos 0,02 mg/l.

Isto acontece pelo fato do hidrogênio liberado pelo gelo anular a maior parte da associação do álcool no ar do seu pulmão. Esta dica é velha e foi descoberta por estudantes de química americanos que tiveram que enfrentar o mesmo tipo de punição nos anos 70 e 80. A coca-cola, para que serve? Poxa, você não vai querer ser parado com um copo de whisky com gelo. Então, bota qualquer refrigerante, menos água, pois demora mais para retirar o hidrogênio do gelo.”

Roney Médice

Analista de Sistemas e Bacharel em Direito