A Visão Corporativa da Segurança da Informação


Na sociedade contemporânea, ao mesmo tempo em que as informações são consideradas os principais patrimônios de uma organização, estão também sob o constante risco. A sua perda ou roubo constitui um prejuízo para a organização e é um fator decisivo na sua sobrevivência ou descontinuidade.

A informação é um recurso que não se deteriora nem se deprecia facilmente, é reutilizável e tem seu valor determinado exclusivamente pelo usuário. A informação só se perde quando se torna obsoleta, quando não há o devido cuidado, é um tipo de recurso útil às organizações e precisa ser administrado.

O propósito básico da informação é o de habilitar a empresa a alcançar seus objetivos pelo uso eficiente dos recursos disponíveis, nos quais se inserem pessoas, materiais, equipamentos, tecnologia, dinheiro, cultura, além da própria informação. Esse conjunto tem que está alinhado aos objetivos da organização.

O que aconteceria se uma empresa perdesse todas as informações relativas aos seus clientes, fornecedores ou mesmo sobre os registros funcionais de seus empregados? As consequências seriam enormes, acarretando em prejuízos financeiros ou até mesmo, a descontinuidade do negócio.

Para garantir a segurança da informação de qualquer empresa, é necessário que haja normas e procedimentos claros, que deverão ser seguidos por todos os usuários da empresa. A maior dificuldade das grandes organizações é assegurar que todos os seus funcionários conheçam e sigam corretamente as normas e políticas de segurança, entendendo a sua importância.

A utilização de controles de segurança para garantir o adequado acesso aos programas, arquivos de dados, aplicações e acesso a rede deve ser rigorosamente tratada pelos gestores de todas as áreas da organização e, principalmente, pela alta administração. Não se pode deixar que os mecanismos de segurança fiquem sem um responsável pela coordenação e eventual responsabilização pelos eventuais incidentes de segurança que possam a vir ocorrer.

Quando se pensa em Segurança da Informação, a primeira ideia que vem em mente é a proteção da informação, não importando onde ela esteja. Um sistema computacional é considerado seguro se houver uma garantia de que é capaz de atuar exatamente como esperado.

Porém, a segurança é um conceito amplo. Espera-se que informação armazenada em um sistema computacional permaneça guardada sem que as pessoas tenham acesso ao seu conteúdo, ou seja, é a expectativa de qualquer usuário que as informações estejam em local adequado, disponíveis no momento desejado, que sejam confiáveis, corretas e permaneçam protegidas contra acessos indesejáveis.

Tem sido prática comum do mercado, as organizações passarem a considerar o ambiente externo, com suas oportunidades e ameaças assim como o ambiente interno, com as forças e fraquezas em relação à organização. Considerando todos os riscos possíveis, é necessário um planejamento estratégico de segurança para minimizar os impactos na organização.

Como resultado, estabelece-se estratégias de atuação de longo prazo que, para sua eficiente obtenção, devem ser divididos em objetivos de curto prazo e distribuídos em suas linhas de processos, como por exemplo, em desenvolvimento de sistemas, gerenciamento de operações e comunicações, segurança ambiente e física, continuidade de negócios dentre outros citados na ISO/IEC 27002 (antiga NBR ISO/IEC 17799).

Faz-se necessário realizar ações que mapeiem e identifiquem a situação atual na instituição, seja ela pública ou privada, suas ameaças, vulnerabilidades, riscos, sensibilidades e impactos, a fim de permitir o adequado dimensionamento e modelagem da solução.

O primeiro passo a ser observado é que não existe risco zero. O que existe são vários níveis de segurança e cada nível tem que está de acordo com a informação que se quer proteger e a natureza do negócio da empresa. Um alto nível de segurança pode gerar a perda da velocidade em função da burocratização de processos, insatisfação de clientes, fornecedores e até mesmo desinteresse dos investidores.

Em qualquer empresa, isso deveria ser levado literalmente ao pé da letra, mas não é o que acontece. Desprezam, ignoram, fazem corpo mole, adiam sempre para uma data que nunca chega, esperando assim até que um incidente um transtorno ou algo parecido que traga um impacto quase que irreversível, um verdadeiro choque para que enfim, enxerguem de verdade que segurança da informação não é uma despesa e sim um investimento obrigatório.

Fontes:

– SÊMOLA, M. Gestão da Segurança da Informação, Uma Visão Executiva. 7 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003

– FERREIRA, F. N. F.; ARAÚJO, M. T. Política da Segurança da Informação: Guia Prático para Elaboração e Implementação. 1. ed. Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2006.

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