A Internet mata!


Assaltos, roubos, sequestros…. crimes que acontecem cada vez mais em nossa sociedade e que não aguentamos mais escutar. Todos os dias nos jornais, revistas e na televisão, sempre tem uma notícia que revela a crueldade do ser humano, por mais simples que seja a ação.

As pessoas buscam evitar sair de casa, andar em lugares escuros e tentam não sair de casa por motivos banais, uma situação que na década passada não era concebida essa situação.

Nossa geração de pais e avós eram acostumados a brincar na rua e andar pela cidade nas noites boêmias sem ter a menor preocupação com a violência. Estamos cada vez mais aprisionados em nossos lares em busca de uma segurança que deveria ser de responsabilidade do Estado enquanto estivermos nas vias públicas. Assim, o cidadão que paga os seus impostos fica “preso” em sua casa enquanto que os criminosos ficam soltos andando pelas ruas escolhendo a próxima vítima.

A internet acaba sendo um refúgio para muitas dessas pessoas que preferem ficar em casa a correr o risco de se expor na rua e ser alvo de um “sequestro relâmpago” ou um simples assalto. O temor é pela violência em si, independente do resultado do crime se for patrimonial ou pagar com a sua própria vida.

Entretanto, se você acha que ficar em casa navegando na internet a sua família está segura, cuidado, você está correndo o mesmo risco que um assalto na rua com resultado morte.

Os jovens de hoje buscam adrenalina, gostam de desafiar os seus próprios pais, em muitos casos dão mais ouvidos aos “amigos” que aos próprios pais. É uma consequência da evolução tecnológica em que vivemos. Infelizmente, existem temas na internet que não agradam a todos mas se uma família não estiver estruturada emocionalmente, tudo o que o adolescente ler na internet, achará que é uma verdade.

Ultimamente, tivemos notícias de adolescentes que cometeram suicídio em acreditar em uma seita virtual que banalizava Deus e glorificava o diabo. Percebe-se que nas famílias não há mais o diálogo, aquele ritual de todos sentarem juntos à mesa para almoçar, jantar…. Cada um no seu horário e no seu momento.

Um exemplo é de um adolescente de 16 anos que trocou a escola e os amigos pela internet. Navegava horas e mais horas na grande rede e virava madrugadas pesquisando diversos assuntos até chegar em um que a curiosidade pelo tema virou algo doentio: Satanismo. O menino encontrou uma seita virtual que pregava o pacto com o diabo e a oferenda de sua alma em troca de paz e harmonia após a morte.

O resultado foi uma repentina mudança no seu jeito de agir, da forma como tratava os pais que quase já não se conversavam entre eles dentro de casa, não frequentava a igreja e avisou que tinha feito um pacto com o diabo: não passaria dos 18 anos!

Seus pais, ao voltarem da igreja, encontraram o filho enforcado dentro de casa e viram que o filho deles antecipou o pacto com o diabo. Se enforcou no quarto com 17 anos, deixando uma vida longa pela frente que poderia ter aproveitado e preferiu a escolha de algumas palavras que leu na internet, trazendo para si a verdade “absoluta”.

Normalmente os nosso jovens não possuem senso crítico e estamos perdendo futuros formadores de opinião para a Internet sem fronteiras e sem limite. Só posso confirmar uma situação que venho meditando nesses dias: A internet mata!

Até a próxima!

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2 respostas em “A Internet mata!

  1. Antes da Internet, a televisão já sugava a opinião das pessoas. As novelas da globo ditam os valores da sociedade brasileira a décadas. Pessoas sem o senso críticos sempre serão vulneráveis a coisas como religião e satanismo, vindo elas da TV, da internet ou das pessoas a nossa volta.

  2. Jeferson,

    Perfeito o comentário e vou além, a internet é só uma mera ferramenta que auxilia e potencializa essa vulnerabilidade das pessoas. A internet tem um alcance de manipulação muito mais eficiente e chega a lugares que nem a televisão consegue alcançar. Muitas pessoas preferem um determinal canal em detrimento de outro, entretanto, todos navegam e usam a internet.

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