Home Office: Qual o maior beneficiário, o Patrão ou o Funcionário?


Desde os primórdios da humanidade, o homem sempre teve que batalhar para conseguir manter o seu sustento. Na idade da pedra, caçava animais, bebia a água dos rios, construía abrigos nas cavernas mas sempre era necessário uma atividade para manter as tarefas cotidianas e poder se alimentar.

Não é mistério que até os dias de hoje continuamos a exercer essa atividade de trabalho, necessidade pelo alimento, o cuidado pelo bem da família e, diferente de nossos antepassados, permitir alguns luxos que a modernidade nos proporciona como carros mais confortáveis, roupas de marca, comidas sofisticadas, enfim, fazer o que bem entender com o dinheiro ganho no fim do mês resultado de muito trabalho.

Logicamente que não podemos garantir todos esses benefícios para aqueles que estão desempregados mas com certeza o objetivo dessas pessoas é trabalhar, seja de carteira assinada ou na informalidade, cada um com seus lado positivo e negativo.

Todavia, hoje vamos analisar uma situação que é fruto de uma consequência do desenvolvimento tecnológico que estamos vivendo: a mobilidade. Muitas pessoas nesse momento estão trabalhando dentro de uma sala com ar condicionado na empresa, atendendo a ligações, conversando com funcionários, com o público em geral, realizando as suas tarefas diárias e objetivando alcançar algumas metas estabelecidas para o dia.

Entretanto, olhando no prisma de trabalho na empresa, temos que considerar para o funcionário uma necessidade de deslocamento da casa ao trabalho, que pode ser na condução da própria empresa, no carro do funcionário, pegando um táxi, etc. Ou seja, nessa situação teremos um custo associado aos trabalhadores que precisam ir para a empresa e assim, desenvolver a sua atividade laboral.

Estamos falando de gastos financeiros e de saúde. Financeiro pois tem o custo pela empresa da condução dos funcionários ou pelo funcionário com o combustível de seu carro, o manutenção do veículo, eventuais despesas de furo de pneu, alguns arranhões em pequenas batidas, pagar aquele café da manhã na padaria da esquina por ter acordado atrasado e teve que sair de casa correndo para não levar uma bronca do chefe e por aí vai.

Gasto em saúde quando se trata do stress do trânsito, seja na impaciência no centro urbano de guiar o carro em uma via que ninguém sai do lugar, levando horas para chegar ao trabalho, a paciência que tem que ter dentro do ônibus (transporte público) lotado nas primeiras horas do dia, quando consegue pegar a condução e fora nos casos que na condução coletiva você nem sempre consegue ir sentado, resultando em cansaço físico antes mesmo de iniciar a jornada de trabalho.

No mundo moderno, algumas empresas inovaram e permitem ao funcionário realizar as tarefas da empresa em sua própria casa, ficando conhecido com Home Office. Alguns patrões liberam seus funcionários para trabalhar em determinados dias na semana em casa, outros liberam todos os dias, depende da atividade e do resultado alcançado de cada um. Logicamente que não são todos os beneficiados, muita das vezes esse benefício é concedido aos funcionários com mais tempo de casa.

A questão é o benefício que isso trás para ambos os lados. Com o funcionário trabalhando em casa, não tem como negar que a qualidade de vida será bem melhor. Entretanto, será necessário uma disciplina rigorosa para não confundir as tarefas de casa com o do trabalho e vice-versa.

Trabalhar em casa é mais prazeroso, está perto da família, não tendo o stress do trânsito, as fofocas do trabalho e tudo aquilo que a gente não gosta de ter contato no ambiente de trabalho. Contudo, temos que lembrar que quando o patrão desloca o funcionário para trabalhar em casa, alguns gastos terão que ser assumidos pelo funcionário: o almoço será em casa, aquele telefonema para o chefe será realizado de casa, o fax necessário com a pauta da reunião da empresa, a internet para realizar as tarefas do trabalho será usado o da família, enfim, nem sempre são flores o trabalho em casa.

Algumas empresas estão abolindo o trabalho em casa devido ao baixo rendimento de seus funcionários que não conseguem comprovar a eficiência do Home Office em detrimento ao trabalho “in loco”, dentro da empresa. Assim, por mais custoso que seja para o patrão, é melhor manter por perto o funcionário em que se pode vigiar as suas ações e controlar a meta a ser alcançada.

E você, já foi solicitar ao seu patrão para trabalhar de Home Office?

Até a próxima!

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