Na era da Internet: protesto nas ruas ou nas mídias sociais?


Na história do Brasil, tivemos vários movimentos populares que marcaram a nossa época e faz parte da evolução da humanidade. Nem sempre as ações realizadas por pessoas serão unânimes em agradar e alguns reclamarão ou levantarão a bandeira do protesto, mas expressarão a sua opinião.

O Brasil tem visto nos últimos dias, os protestos contra o presidente da Comissão de Direitos Humanos, um tal de Feliciano. Percebemos que o protesto está cada vez mais acirrado, aparecendo nos telejornais quase que diariamente, o povo indo para a rua protestar e muitos outros defendendo a saída dele da presidência da comissão, por meio das mídias sociais.

Nesse contexto, levanta-se uma tema bastante interessante para o momento em que estamos vivendo: o ato do protesto. Realmente quando algo não vai bem, devemos protestar. Assim preconiza o nosso Código do Consumidor, o que tem feito muito chefe de família a reaver os seus prejuízos de algo que comprou com defeito e não quer ver o seu dinheiro ganho com tanto sacrifício ir pelo ralo por uma coisa que não funciona.

A questão do protesto em si, na era da internet, nos faz refletir: será que o resultado de um manifestação faz mais efeito indo para as ruas, mobilizando as pessoas, parando o trânsito e por quê não dizer, parando literalmente a cidade, para demonstrar a sociedade que estamos insatisfeitos com algo ou será que é mais eficiente utilizar a tecnologia para ampliar o efeito do protesto, alcançando milhares de pessoas?

Observamos nesse tema que temos benefícios e prejuízos. Ao meu ver, quando o protesto é realizado na rua, estamos exercendo um direito de protesto com o objetivo de chamar a atenção das pessoas que estão ao redor dos manifestantes, ou seja, é um tipo de corpo a corpo, a sensação que você  está falando e outras pessoas estão te ouvindo, esse é o mundo real, vendo as pessoas te apoiando, gritando palavras de ordem, é o calor e a emoção do protesto nas ruas, com o suor do calor do sol nas costas, o barulho da agitação, enfim, é um protesto emocionante.

Entretanto, tem as suas consequências: trânsito caótico, pedestres contra o seu protesto, o cansaço físico de um protesto realizado após longa caminhada e horas no tempo, etc.

Já nas mídias sociais, o protesto é realizado de uma forma frenética, você posta o protesto e já tem milhares de curtidas, apoio de pessoas de outras cidades, continentes, países. A divulgação e o resultado do protesto é rápido, contaminador, várias pessoas aproveitam o protesto e registram os seus comentários, expressam a liberdade de expressão e opinam sobre o momento mas…. não há calor humano no protesto.

É um protesto virtual, as vezes participamos de um protesto nas mídias sociais e nem sabemos direito quem iniciou o protesto. Não conhecemos as pessoas “ao nosso redor” nesse manifesto virtual. Será que as pessoas estarão interessadas em ler o meu protesto nas mídias sociais? E como fica as pessoas que não possuem acesso à internet ou não tem um computador para ler o meu protesto?

Contudo, fica aqui o tema para ser mais debatido. É uma questão de escolha e oportunidade em utilizar a mídia social ou ir para a rua para expressar a sua opinião. Fique a vontade em realizar o ato do seu jeito, escolha o que prefere, mas sempre lembre-se: se precisar, proteste!

Até a próxima!

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