O ambiente para o laboratório forense


O processo de investigação forense é constituído de várias etapas como o isolamento do local, recolhimento e custódia do material a ser analisado em laboratório, o processo de análise dos dados encontrados e até a parte final, com a elaboração do laudo pericial que constará todos os elementos encontrados e as respostas para as perguntas levantadas desde o início dos trabalhos, que originou a investigação.

Na etapa de análise dos dados nos equipamentos em custódia, o processo de recuperação de arquivos apagados ou busca de evidências para comprovar um crime eletrônico, pode-se levar horas para ser executado ou ser analisado com cuidado todas as informações que ele obtêm nessa fase. È importante que o ambiente seja bem confortável pois o profissional passa o maior tempo de seu trabalho no laboratório forense.

Diversas preocupações precisam ser levados em conta quando se planeja um laboratório. A altura do teto é um fator que poucos se preocupam, acreditando no fato que desde que haja espaço suficiente para que uma pessoa consiga ficar em pé dentro do ambiente, já está atendendo as expectativas. Todavia, as pessoas precisam se atentar que um bom pé direito do ambiente vai beneficiar uma melhor acomodação de armários, estantes e qualquer outro equipamento necessário ao funcionamento do local com espaço bem confortável, não existindo espaço apertado nem a sensação de local pequeno para as pessoas de estatura grande.

A cor das paredes influencia e muito no desenvolver das tarefas forenses pois um ambiente que possua cores harmônicas, claras, remetem a paz, ao equilíbrio e influenciam diretamente no comportamento do perito. É muito desagradável trabalhar em um laboratório em que as paredes do ambiente são todas escuras. Além de criar um ambiente “pesado”, existe o problema da iluminação onde cores escuras deixam o local escuro e parecendo menor do que realmente é.1

O piso é uma preocupação que deve ser planejado com muita cautela pois o perito lida diretamente com o manuseio de equipamentos eletrônicos e mídias de armazenamento de dados. Portanto, se possível, o ideal seria revestir o piso do laboratório com um material emborrachado com uma certa espessura que possa diminuir o impacto na queda de objetos eletrônicos no chão. Entretanto, por ter um alto custo na instalação desse material, pode-se optar por instalar tapetes ou material parecido, com o mesmo objetivo de absorver o impacto da queda de eletrônicos.

Os computadores e as mídias de armazenamento de dados são equipamentos eletrônicos sensíveis as alterações bruscas de temperatura e costumam sofrer danos quando existe uma grande umidade no ar. É fundamental que exista um controle de temperatura e umidade dentro do laboratório forense para evitar certos prejuízos. A utilização de computadores por longas horas dentro de um local fechado sem refrigeração, o calor emitido pela funcionamento do computador não vai ser dissipado e assim, em algum momento esse computador pode apresentar problemas de funcionamento, como travamento ou demora em processar as informações do programa em virtude da grande temperatura.

O ideal é instalar ar condicionado no laboratório que irá manter a temperatura constante e agradável tanto para os equipamentos como para o perito. O ambiente climatizado e fechado irá proporcionar redução de entrada de resíduos ou partículas sólidas suspensas no ar que podem prejudicar o funcionamento de dispositivos elétricos. Se não for possível a instalação de um ar condicionado, prefira os ventiladores de teto, que proporcionam uma ventilação uniforme por todo o ambiente.

A ergonomia dentro do laboratório forense deve ser levada a sério pois é essa ciência que tem por objetivo projetar o ambiente de trabalho às necessidades do profissional que irá desenvolver as atividades corriqueiras e habituais em um mesmo espaço, garantindo o conforto sem alterar a eficiência. Quando um perito sentar na cadeira de sua mesa, o monitor deverá está disposto no mesmo nível que os seus olhos, evitando que o profissional tenha que abaixar a cabeça para visualizar os dados na tela e gerando assim, dores nas costas.2

1LACY, Marie Louise. O poder das cores no equilíbrio dos ambientes. 4° Edição. Ed. Pensamento, São Paulo-SP, 2003.

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