Em tempos de crise internacional, não repita os mesmos erros do passado em TI


Observe o que aconteceu na última grande crise econômica mundial. Após o fracasso das empresas pontocom em 2001, a visão de TI e, por extensão, dos CIOs, não foi exatamente favorável. Este fracasso se deveu, em grande parte, ao fato de TI ter gastado muito, prometido demais e ter sido considerada uma solução para todos os problemas de outras áreas de negócio.

Quase uma década depois, os CIOs estão mais inteligentes quanto a definir novos frameworks para gerar receita. Isto é, coletar, analisar e interpretar os terabytes de dados que os clientes produzem e, depois, munir os vendedores com as ferramentas que eles desejam em praticamente qualquer dispositivo de computação. Mas os executivos de TI atualmente, mais do que nunca por sinal, precisam saber traduzir metas do negócio em projetos. Além disso, precisam mensurar os resultados e traduzi-los de volta em uma história de sucesso para a corporação.

O que acontecerá com os CIOs em meio ao atual colapso econômico só será diferente de 2001 se os profissionais que lideram a área de TI se impuserem e não esperarem por um convite ou, mesmo, por uma convocação. “Se não nos levantamos e enfrentamos as adversidades, temos de adotar o ponto de vista de outras pessoas.”, pondera Tim Young, vice-presidente de TI da cadeia de creches Bright Horizons. “Trata-se tanto de liderança quanto de paixão. Se você não as tiver, caberá ao mundo ao seu redor definir quem você é.”

E quem você é, ou deveria ser? Um parceiro do CEO na tarefa de conduzir a companhia nesses tempos difíceis. Se alguns CIOs interpretam incorretamente as metas dos seus CEOs ou as nuances das operações da companhia, podem cortar os custos errados e demitir pessoas que não deveriam, argumenta Patterson, CIO da Scottrade.

“Existem CIOs que simplesmente estão gastando tempo nas entranhas do trabalho, concentrados em cortar custos, em vez de se juntar aos CEOs e conversar sobre valor”, considera Patterson, que complementa: “E eles não vão durar muito no cargo.”

Em outras palavras, tomem cuidado para não serem reprovados no teste de necessidade.

Fonte: Computerworld

Roney Médice

Analista de Sistemas e Bacharel em Direito

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